segunda-feira, setembro 29, 2014

Candidatos miram classe C e maiores colégios eleitorais

Bela matéria do jornal "O Tempo", de Minas Gerais, sobre as estratégias finais de cada candidato na campanha presidencial.

Fui entrevistado para matéria ao lado do cientista político Antonio Lavareda e dos coordenadores de campanha do PT, Walfrido Mares Guia, de Marina Silva, Walter Feldman, e de Aécio Neves, José Agripino Maia.

Texto da competente jornalista especialista em política Denise Motta.

Link: http://goo.gl/KhJFw4

Socialista se aproxima dos EUA

Matéria do jornal mineiro "O Tempo" sobre a visita de Maurício Rands, coordenador da campanha de Marina Silva, em Washington.

Concedi entrevista depois do evento para jornalista Denise Motta, que gentilmente citou meu nome no texto.

Os Desafios de Aécio

Aécio Neves se preparou durante muito tempo para esta campanha. Ele sabia, desde que chegou ao Senado, no início do governo Dilma, que seu nome estava muito bem posicionado para ser o candidato do PSDB. Depois de Serra e Alckmin, Aécio surgia naturalmente na fila como o nome tucano para disputar a Presidência. Começada a campanha, o script estava definido: polarizaria levemente com..

Link: http://goo.gl/I3Soo4

Dilma e o Mago

Dilma Rousseff carrega um grande peso nestas eleições que atende pelo nome de rejeição. Os números daqueles que dizem não votar na Presidente preocupam, especialmente quando flertam com um índice perto de 40%, um nível que inviabiliza qualquer chance de vitória no segundo turno. Se de um lado a rejeição assusta, do outro existe a aguerrida militância petista que..

Link: http://goo.gl/MDDkKY

Se Não Errar, Vai Vencer

As pesquisas deixaram muito claro aquilo que havia explicado neste espaço. Marina tem seu patamar na casa dos 30%. Dilma, assim como qualquer candidato petista, também varia neste nível. Aécio segue na busca dos seus 30%. Chegou ontem a..

Link: http://goo.gl/IXM46s


quarta-feira, setembro 17, 2014

A resistência dos números de Marina

Marina continua a sofrer a pancadaria dos adversários. A munição, por menor que seja, está sendo despejada de forma impiedosa na candidata do PSB. As escoriações começam a aparecer, mas surpreende a..

Link: http://www.brasilpost.com.br/marcio-coimbra/a-resistencia-dos-numeros-de-marina_b_5804372.html

quarta-feira, agosto 27, 2014

"Eleiçōes Pós-Campos"

Desde a trágica perda de Eduardo Campos passei a divulgar algumas análises do cenário eleitoral. Minha ideia neste texto é compilar um pouco de tudo que aconteceu até aqui e os traçar análises sobre o que virá a partir de agora.

 Desde o princípio não duvidei que Marina aceitasse o...

Link: http://goo.gl/vAuxwI

"A campanha começa hoje"


Na nossa cobertura do Brasil Post / The Huffington Post Brasil sobre o trágico acidente que vitimou Eduardo Campos, coube a mim a parte de análise política. 
Eduardo fará muita falta.
Para Marina Silva uma grande oportunidade está sendo desenhada.
"A campanha começa hoje"

Link: http://goo.gl/5VK1PV

domingo, junho 29, 2014

As Lições do Iraque

Obama está diante de uma situação delicada. Diante de fracassos estratégicos no Iraque, o país se tornou novamente uma peça sensível no tabuleiro de forças do Oriente Médio. Os fatos são claros. A intervenção que retirou Saddam Hussein do poder acabou levando os xiitas ao comando do país, mudando a balança de forças que até então governava Bagdá. Com a eleição do atual Primeiro-Ministro, Nouri al-Malaki em 2006, saiu a minoria sunita e chegou a maioria xiita.

A estratégia dos Estados Unidos era retirar suas forças do Iraque aos..

Leia na íntegra: http://goo.gl/GRa1xj

segunda-feira, junho 23, 2014

Yes, os americanos gostam de futebol!

Muitos acreditam que os americanos não gostam de futebol. Em época de Copa do Mundo o tema sempre volta ao debate. Afinal, o país que chama o futebol de soccer poderia mesmo estar em um processo de assimilação do esporte bretão aprimorado e eternizado pelo Brasil?

Se analisarmos os números, veremos que..

Leia na íntegra em: http://goo.gl/AJFle2

sábado, junho 07, 2014

A Copa da sucessão

Os americanos podem ainda não ter um dos melhores times de futebol do mundo, mas Washington está de olho no que acontece no Brasil e os desdobramentos que a Copa do Mundo pode trazer tanto nos aspectos econômicos, quanto na esfera política. Por aqui nos reunimos no Wilson Center esta semana para tratar da recente pesquisa divulgada pela Pew Research Center sobre nosso país. Os resultados são interessantes e balizam muito do entendimento que a América tem sobre o Brasil nestes dias que antecedem o Mundial.

 A tabulação dos dados é nacional, portanto não é..

Leia na íntegra em.. http://goo.gl/NELnsM

Terremoto político na Europa

O recado dado pelos eleitores europeus foi claro. Existe uma desilusão crescente com a classe política que se espalha por todo o continente. O primeiro sintoma é o descaso com as urnas. Somente em Portugal, 66% dos eleitores simplesmente não apareceram para votar. Em segundo lugar, existe uma rejeição dos políticos e partidos tradicionais, como na Itália, que levou o MV5 a ter 20% dos votos. A terceira trincheira de resistência foi cravada com o crescimento dos partidos nacionalistas e isolacionalistas, como o Frente Nacional na França e o UKIP no Reino Unido, ambos vencedores em seus países.

Somados todos os fatores, a Europa sabe que..

Leia na íntegra em http://goo.gl/6fOTNi

A Saída de Joaquim

Joaquim Barbosa se despede do Supremo. Poderia ter deixado sua toga antes e ter sido candidato presidencial este ano. Decidiu não seguir este caminho. Seu ato deixa duas consequências imediatas e desgostosas para aqueles que inflaram sua popularidade. Ele entregou nas mãos de Dilma a decisão sobre quem será seu substituto e encaminha a Presidência da corte antecipadamente para seu desafeto Ricardo Lewandowski.

 Apesar de Barbosa ter sido um dos brasileiros que optou por..

 Leia na íntegra em http://goo.gl/bqxXKH

O Movimento Conservador

A política cria situações interessantes. Estamos vendo no Brasil o crescimento de um movimento de viés conservador nos últimos anos. Isto não quer dizer que o País esteja se descobrindo conservador. Pelo contrário, na minha opinião somos uma nação onde estes traços estão bem definidos, o que explica, em certa medida a cautela e o ritmo com que são feitas mudanças no cenário político. Conservadorismo nada tem a ver com intolerância ou radicalismo. Só defende isso quem desconhece o assunto. Para situar-se deveriam ser apresentados aos livros de Edmund Burke ou Russell Kirk.

Mas vamos adiante. O renascimento de um movimento consistente conservador no Brasil de hoje está diretamente associado a fadiga de material apresentada...

Leia na íntegra em http://goo.gl/qOKigF

quinta-feira, maio 15, 2014

Monica e Hillary

Quando todos esperavam que o assunto já tivesse entrado para a história, eis que Monica Lewinsky reaparece. Ela foi um dos assuntos mais comentados da semana passada aqui nos Estados Unidos e todos os analistas se prepararam para avaliar os possíveis impactos de seu texto para Vanity Fair na eventual tentativa de Hillary Clinton chegar ao posto já ocupado por seu marido em Washington. 

Muitos dizem que o timing foi perfeito, ou seja, este..

 Leia na íntegra em http://goo.gl/UaFeqG

O Centro e a Política

Um dos maiores problemas enfrentados pela política norte-americana atualmente é o fosso que separa republicanos e democratas. Com uma agenda sequestrada pelas alas mais radicais em ambos os lados, a antiga convergência, inclusive para uma agenda mínima, entre os dois partidos, praticamente sumiu. Os movimentos vão além. Qualquer moderação ou construção de ponte de entendimento entre os lados passou a ser considerada uma traição pelos seus pares. Isto contaminou a política partidária de tal forma que hoje o país está com a agenda paralisada e quem sai perdendo é a sociedade norte-americana.

O debate político é salutar, mas os radicalismos somente geram desgastes desnecessários que atrasam a agenda legislativa. O Brasil infelizmente foi..

 Leia o restante em http://goo.gl/HM20oc

Lula Vem Aí?


Apesar de muitos acreditarem no oposto, o Brasil não é um país de arroubos populistas. Nossa história mostra que aqueles líderes que adotaram esta postura geralmente não alcançaram os objetivos que traçaram, de José Américo de Almeida, passando por Jânio Quadros, Carlos Lacerda e Fernando Collor. Nossa democracia e instituições são profícuas em limitar o populismo no Brasil. Mas isto não impediu Getúlio Vargas de implementar o Estado Novo e suas primeiras políticas sociais, tornando-se um líder de massas. Surgia o queremismo e sua volta foi uma questão de tempo.

 O exercício da política democrática é a arte da acomodação de forças e implementação de uma agenda, um traço raro naqueles que optam pelo populismo, que..

 Leia o restante em goo.gl/KoKqxj

Tuítes de Obama, Discursos de Lincoln e os Filmes de Eisenhower

Os tuítes de Obama são muito populares. Com milhares de seguidores, o Presidente americano consegue enviar sua mensagem para pessoas no mundo inteiro. Assim como ele, muitos daqueles que ocuparam a Casa Branca fizeram uso dos mecanismos da época para se comunicar e também se informar sobre o que acontece no mundo. A influência que a cultura exerce sobre os moradores da Avenida Pennsylvania 1600 é peça fundamental para o exercício da política.

Reagan foi um mestre na comunicação pela televisão, assim como Kennedy, que usou esta mídia para vencer as eleições em um debate contra um Nixon que..

Leia o restante em http://huff.to/1iVAlCO

quinta-feira, abril 24, 2014

Jeb Bush Vem Aí

Depois de muitos movimentos e especulações, tudo parece ficar mais claro. Jeb Bush deve sair pré-candidato presidencial. Ele assumiu o fato de que tem pensado na disputa pela primeira vez em Nova York nesta semana. Na verdade, este era um anúncio esperado. Seus últimos movimentos deixaram isto muito claro, desde sua passagem por Las Vegas, na importante reunião da comunidade judaica de republicanos e consolidada pelos contatos e visitas políticas aos governadores do partido.

As pesquisas indicam de saída que Bush teria o mesmo patamar de intenções de voto de Chris Christie. Ambos teriam 42% contra Hillary Clinton, que chega neste momento a 50%. Os números gerais, ainda muito distantes, colocam Christie em uma posição mais favorável, uma vez que seu grau de desconhecimento é maior e portanto possui uma possibilidade de crescimento ainda grande. Bush também pode crescer, mas menos do que Christie.

Dentro do partido, entretanto, Bush tem uma posição mais confortável, uma vez que conhece os caminhos trilhados pela família para chegar a Washington. Mas Christie tem duas vantagens. Uma delas é que corre por fora na indicação do partido como o único moderado e a outra é que dirige a associação de governadores republicanos, o que lhe dá exposição e recursos para viajar pelos Estados Unidos.

Bush concorreria com um grupo mais conservador de republicanos, como Scott Walker, Ted Cruz, Rick Perry, Paul Ryan e Rick Santorum. Tem condições de vencer se adotar a estratégia correta. Marco Rubio teria que abandonar a disputa, pois ambos tem base na Flórida. No Texas, Rick Perry e Ted Cruz não devem dividir as primárias, diminuindo o número de candidatos. Neste cenário, está ente os três mais populares, com intenções entre 11% e 13%.

O fato é que Jeb desequilibra a campanha presidencial interna e gera um fato novo para as eleições gerais. Ele é capaz de vencer as primárias e mobilizar a base. Mais do que isso, diante de sua proximidade com a governadora do Novo México, já pode ter em mente inclusive sua companheira de chapa. Jeb Bush-Susana Martinez seria uma dupla muito competitiva e certamente esta idéia causa calafrios no estado-maior da candidatura de Hillary.

quarta-feira, abril 16, 2014

A Questão Marina

A candidatura está construída e divulgada. Marina Silva irá acompanhar Eduardo Campos na disputa presidencial. Tudo indica que realmente aceitou a vice e seguirá ao lado do líder do PSB. Digo isso porque as pesquisas mostram outra coisa. Marina segue firme em um consolidado segundo lugar forçando um segundo turno entre ela e Dilma. Quando o nome é Eduardo, a chapa despenca para um distante terceiro lugar, uma vez que, como vice, ela transfere apenas 35% do seu patrimônio eleitoral.

Apesar disso, Eduardo mostra-se confiante. Acredita que pode diminuir esta distância com o passar do tempo e a divulgação da chapa. Mais do que isso, será uma campanha em dupla. A estratégia do PSB é trabalhar com os dois juntos em todo material. Isto tende a colar a imagem de Marina na de Eduardo e aumentar a taxa de transferência de votos, hoje muito baixa. Se a estratégia funcionar, quem ficará em situação desconfortável será Aécio Neves.

Mas a entrada de Marina ainda não gerou o efeito desejado. Se de um lado não ajuda, do outro pode inclusive atrapalhar. Até a entrada dela na candidatura, Eduardo mostra-se como uma terceira-via, um político que enxergava o tabuleiro político com sabedoria e sabia mover-se com inteligência entre situação e oposição. Mantinha o eleitorado de esquerda, aproximava-se de setores mais conservadores, inclusive do agronegócio, e partia do Nordeste, com a chance de varrer os votos da região gerando problemas para o PT. Flertava com o PDT, PTB e inclusive o DEM para a formação da chapa. Com Marina ao seu lado, muita coisa muda.

Sua chegada, de saída, jogou o agronegócio para fora da campanha de Eduardo, jogando-o no colo do adversário Aécio Neves. Além disso, a maior qualidade do político do PSB, sua capacidade de articulação, trânsito e desembaraço com as alianças, pode ser podado pela chegada da postura purista de Marina. Caso ela continue a transferir apenas 35% do seu eleitorado, sua entrada pode ter gerado mais fraquezas que fortalezas para a campanha de Eduardo Campos.

Somente o tempo dirá se a aposta valeu a pena. Mas Eduardo sabe que a chegada de Marina mexeu nas estruturas de sua estratégia. O mantra repetido por Marina, que é melhor perder vencendo do que vencer perdendo, certamente não se aplica para o ex-Governador de Pernambuco, um político pragmático, mas que pode perder seu encanto tornando-se refém de Marina e suas convicções.