Os desdobramentos dos atentados em Paris ocorrerão em breve em meio a movimentos políticos. A Europa já fala em endurecer leis antiterror, controle de viajantes e de imigrantes. Se tudo correr neste sentido, veremos um enfraquecimento das premissas do concerto europeu, que possui na livre circulação um de seus pilares mais importantes. Partidos que defendem posições mais radicais, nacionalistas e isolacionistas, tendem a crescer nas próximas eleições, seja pelo caminho da direita ou da esquerda. E aqui está o equívoco que pode se agravar: os erros das políticas públicas do passado pavimentaram as consequências graves que vivemos e sugerem soluções equivocadas para o futuro.
A Europa como conhecemos é um retrato de políticas de bem estar social implementadas após a Segunda Guerra Mundial. Estes movimentos tiveram o intuito de reconstruir e trazer paz a um continente devastado pelo conflito. A construção da União Européia, integrando as economias, as políticas, o comércio, liberando a circulação de pessoas, tinha como objetivo alcançar uma aproximação entre as diferentes nações e culturas, evitando assim o surgimento de nacionalismos radicais e tendências expansionistas, responsáveis pelas guerras vividas pelo continente.
Entretanto, a Europa cometeu um grande erro: a manutenção do estado de bem estar social diante de uma crescente onda de imigração. Os benefícios sociais europeus, quando concedidos aos imigrantes, evitam com que estes se integrem em sua nova sociedade, favorecendo a criação de guetos. O Brasil, exemplo mais bem acabado de integração imigratória no mundo, soube fazer com que seus imigrantes se tornassem brasileiros mediante a ausência de mecanismos de bem estar social, assim como ocorreu nos Estados Unidos. Os imigrantes, tanto no norte, quanto no sul da América, tornaram-se empreendedores, deslocaram-se pelo território nacional em busca de emprego, e assim passaram a fazer parte da nova nação que escolheram para si.
O que a Europa precisa neste momento é de mais liberdade, ao contrário das primeiras soluções anunciadas. Não é preciso restringir a imigração, mas simplesmente terminar com as políticas paternalistas que evitam com que os imigrantes se integrem em suas sociedades. Hoje, os atentados já são cometidos por cidadãos nacionais, filhos de imigrantes, mas nascidos e criados na Europa, entretanto, incapazes de internalizarem os costumes, hábitos e cultura de seu novo país.
Criar uma burocracia maior para o controle de viajantes e restringir a imigração não solucionará o problema. É preciso de uma solução que ataque a questão no longo prazo. O câncer que mata a Europa aos poucos são os pesados impostos, dentro de um enorme sistema de bem estar social, que gera distorções graves em diversos setores, como o imigratório, incapaz de integrar novos membros na sociedade. Imigração não rima com assistência do Estado. Quando ambos se juntam, surgem guetos, que hoje são o caldo fervente dos protestos, inconformidades e radicalismos, inclusive religiosos. Para realizar esta integração é preciso reformar o sistema de bem estar social.
O que a Europa precisa não é se fechar ainda mais. O caminho será a ascensão de partidos radicais, de qualquer matriz, que trarão respostas imediatas, mas que no médio prazo terminarão com a concepção da Europa moderna e aberta que conhecemos. Se os atentados de Paris, Londres e Madri nos ensinam algo, é no sentido de que a reforma necessária é no modelo paternalista implementado no pós-guerra, que já serviu ao seu propósito e que agora precisa ser revisado profundamente e até extinto. Ao invés de presentear os imigrantes com cheques e seguros desemprego, é preciso criar um sistema que desonere, por exemplo, a carga tributária de imigrantes que abram negócios, entre diversas outras políticas. No modelo atual, leniente e assistencialista, a Europa está criando um câncer que terminará por engolir o concerto europeu e levará os partidos radicais da direita e esquerda ao poder. Se nada efetivo for feito, tempos sombrios avizinham-se no Velho Mundo.
sábado, janeiro 10, 2015
terça-feira, novembro 18, 2014
Tempestade Perfeita
Logo após o período eleitoral ter se encerrado no Brasil, diversos institutos analisaram os resultados aqui na capital americana. Procurava-se saber o impacto do pleito nos destinos do Brasil. Durante um destes debates perguntei a um dos analistas sobre os possíveis cenários para 2015, afinal, a economia patina, a inflação passa da..
Leia a íntegra em: goo.gl/OSd2Qu
Leia a íntegra em: goo.gl/OSd2Qu
sábado, outubro 25, 2014
Chegou a Hora
Tudo começou nas manifestações de 2013. A população se espalhou pelas ruas das principais cidades do País. Não havia um foco definido. Não havia líderes. Apenas um sentimento de indignação despertado na alma de cada brasileiro. Naquele momento, muitos acreditavam que poderia estar nascendo um novo país, especialmente diante de um povo que parecia ter abandonado a..
Leia a íntegra em: http://goo.gl/5SWaeY
Leia a íntegra em: http://goo.gl/5SWaeY
terça-feira, outubro 21, 2014
Sobre o Datafolha
Poucos analistas e jornalistas políticos no Brasil se arriscam a fazer previsões, mas são mestres na arte de apresentar explicações. No caso da pesquisa Datafolha, apesar de praticamente ninguém prever a inversão entre Aécio e Dilma, no dia seguinte sobram explicações. Geralmente estas pessoas olham os dados divulgados e apresentam justificativas infantis, como "a queda de Aécio no Sudeste está relacionada ao problema da água em São Paulo". Sinceramente, os movimentos eleitorais estão muito distantes desta explicação simples e banal.
Em uma eleição muito disputada como a que estamos vivendo, inequivocamente a metodologia adotada, horário de abordagem e um outro número enorme de fatores contribuem para oscilações. Portanto, enquanto o Sensus apresenta um resultado, Datafolha chega a outra conclusão e outro institutos, como Veritá ou até mesmo Ibope, também apresentam variações.
Pesquisas não são quadros definidos. Muito pelo contrário. Pesquisas indicam movimento. Logo, é preciso olhar uma série delas para conseguirmos entender por onde está caminhando o eleitorado. Logo, puxar os dados de uma sondagem e tentar explicar movimentos, para usar uma palavra que está na moda, chega a ser leviano. É preciso mais de uma pesquisa, mais de um instituto apontar com clareza uma mudança.
O que o Datafolha nos mostra é um começo de movimento, de acordo com a metodologia usada pelo instituto, não captada pelos concorrentes. Estes, por sua vez, entenderam a intensidade de movimentos do primeiro turno ignorados pela dupla Ibope-Datafolha. De qualquer forma, dizer que Aécio enfraqueceu no Sudeste ou Dilma cresceu entre as mulheres e buscar as explicações para isso tendo como base tão somente uma simples sondagem é fazer jornalismo político pouco sadio dentro de um processo eleitoral.
O fato é que essas oscilações, em uma dinâmica eleitoral tão embaralhada e disputada, é algo perfeitamente normal. Não me surpreenderia se o mesmo instituto mostrar nos dias finais da campanha os dois candidatos rigorosamente empatados - aí será ouvido que isto ocorreu porque Aécio, por exemplo, concentrou esforços no Sudeste nos últimos dias. Balela. As oscilações em uma eleição aguerrida como esta são movimentos naturais e o resultado das sondagens, lembro mais uma vez, dependem da metodologia e até do material gráfico apresentado aos entrevistados. São muitos detalhes.
Na minha opinião, Aécio lidera por uma pequena margem, muito pequena, algo que não chega a 2%. É muito pouco e fácil de ser revertido. Do outro lado a mesma coisa. Qualquer vantagem é passível também de reversão. Apesar de acreditar que as condições são mais favoráveis para Aécio - 70% dos eleitores desejam mudança, não significa que ele vencerá. A campanha negativa em cima da candidata que personificava a mudança e favorita na minha opinião, Marina Silva, foi tão intensa que a tirou do segundo turno. Esta artilharia hoje mira em Aécio. Por mais que personifique a mudança, há um processo brutal de desconstrução de sua imagem em curso. A definição desta eleição está dividida entre o desejo de mudança e o potencial de desconstrução de imagem do marketing. Marina não resistiu. Caberá a Aécio provar que a política é mais importante que a propaganda.
Em uma eleição muito disputada como a que estamos vivendo, inequivocamente a metodologia adotada, horário de abordagem e um outro número enorme de fatores contribuem para oscilações. Portanto, enquanto o Sensus apresenta um resultado, Datafolha chega a outra conclusão e outro institutos, como Veritá ou até mesmo Ibope, também apresentam variações.
Pesquisas não são quadros definidos. Muito pelo contrário. Pesquisas indicam movimento. Logo, é preciso olhar uma série delas para conseguirmos entender por onde está caminhando o eleitorado. Logo, puxar os dados de uma sondagem e tentar explicar movimentos, para usar uma palavra que está na moda, chega a ser leviano. É preciso mais de uma pesquisa, mais de um instituto apontar com clareza uma mudança.
O que o Datafolha nos mostra é um começo de movimento, de acordo com a metodologia usada pelo instituto, não captada pelos concorrentes. Estes, por sua vez, entenderam a intensidade de movimentos do primeiro turno ignorados pela dupla Ibope-Datafolha. De qualquer forma, dizer que Aécio enfraqueceu no Sudeste ou Dilma cresceu entre as mulheres e buscar as explicações para isso tendo como base tão somente uma simples sondagem é fazer jornalismo político pouco sadio dentro de um processo eleitoral.
O fato é que essas oscilações, em uma dinâmica eleitoral tão embaralhada e disputada, é algo perfeitamente normal. Não me surpreenderia se o mesmo instituto mostrar nos dias finais da campanha os dois candidatos rigorosamente empatados - aí será ouvido que isto ocorreu porque Aécio, por exemplo, concentrou esforços no Sudeste nos últimos dias. Balela. As oscilações em uma eleição aguerrida como esta são movimentos naturais e o resultado das sondagens, lembro mais uma vez, dependem da metodologia e até do material gráfico apresentado aos entrevistados. São muitos detalhes.
Na minha opinião, Aécio lidera por uma pequena margem, muito pequena, algo que não chega a 2%. É muito pouco e fácil de ser revertido. Do outro lado a mesma coisa. Qualquer vantagem é passível também de reversão. Apesar de acreditar que as condições são mais favoráveis para Aécio - 70% dos eleitores desejam mudança, não significa que ele vencerá. A campanha negativa em cima da candidata que personificava a mudança e favorita na minha opinião, Marina Silva, foi tão intensa que a tirou do segundo turno. Esta artilharia hoje mira em Aécio. Por mais que personifique a mudança, há um processo brutal de desconstrução de sua imagem em curso. A definição desta eleição está dividida entre o desejo de mudança e o potencial de desconstrução de imagem do marketing. Marina não resistiu. Caberá a Aécio provar que a política é mais importante que a propaganda.
segunda-feira, outubro 20, 2014
Na Record, Aécio levou os indecisos
No primeiro embate entre Aécio e Dilma neste segundo turno, na Band, o tucano foi surpreendido pelo preparo da petista. No segundo encontro, nos estúdios do SBT, o PSDB já havia decifrado a estratégia vermelha. Armou-se e surpreendeu. Mostrou que também poderia colocar a faca entre os dentes. O PT se assustou. Depois de dois debates surpreendentes, veio o duelo na Record.
O estúdio da emissora paulista transmitiu um debate normal, que não entrou pela esfera dos ataques pessoais, mas isso não quer dizer que não tenha sido tenso. Foi e muito. As farpas começaram a ser trocadas nas primeiras perguntas e Dilma seguiu o script de sempre: demonizar os anos de Fernando Henrique e dizer que os dados de Aécio não batem com a realidade. Ela, entretanto, evitou a estratégia de tentar a inversão do debate, algo que conseguiu com sucesso na Band, mas que não alcançou resultado no SBT.
Os ataques cruéis dos petistas cessaram dentro dos estúdios da Record. Dilma deixou o trabalho sujo para os comerciais de televisão, enquanto no debate mudou o tom. Isto tem duas explicações: ou os grupos focais mostraram que não estavam funcionando ou os tucanos fizeram chegar aos ouvidos petistas o tamanho da lama que Aécio tinha nas mãos para revidar qualquer golpe baixo ali mesmo. O fato é que houve uma mudança de estratégia do lado vermelho, que desta vez usou branco.
Aécio fez seu jogo. Respondeu com parcimônia o que precisa ser contraposto e não precisou defender-se de acusações pessoais revidando com mais lama, como fez no SBT - onde expôs o telhado de vidro da petista quanto ao nepotismo: ela possui um irmão que recebe e não dá expediente na prefeitura de Belo Horizonte.
O resultado ficou expresso nos grupos focais com indecisos que assistiram o debate: 55% disseram que preferiram Aécio, 15% optaram por Dilma, enquanto 30% permaneceram indecisos. Portanto, no embate da Record o tucano abriu espaço no grupo mais importante: entre os indecisos.
Muitos queriam que Aécio jogasse mais pesado, partisse para cima de Dilma. Calma. Eleição não se ganha sendo afoito. É preciso calibragem e inteligência. Isto Aécio mostrou de sobra. Defendeu-se com classe, deixou claras as contradições do governo, acuou Dilma de forma certa (chegou a gaguejar novamente) e venceu o debate entre os indecisos sem humilhá-la. Ganhou por pontos. Mas na política, como no boxe, é possível ganhar uma luta por pontos, especialmente se estes forem angariados entre os indecisos.
O estúdio da emissora paulista transmitiu um debate normal, que não entrou pela esfera dos ataques pessoais, mas isso não quer dizer que não tenha sido tenso. Foi e muito. As farpas começaram a ser trocadas nas primeiras perguntas e Dilma seguiu o script de sempre: demonizar os anos de Fernando Henrique e dizer que os dados de Aécio não batem com a realidade. Ela, entretanto, evitou a estratégia de tentar a inversão do debate, algo que conseguiu com sucesso na Band, mas que não alcançou resultado no SBT.
Os ataques cruéis dos petistas cessaram dentro dos estúdios da Record. Dilma deixou o trabalho sujo para os comerciais de televisão, enquanto no debate mudou o tom. Isto tem duas explicações: ou os grupos focais mostraram que não estavam funcionando ou os tucanos fizeram chegar aos ouvidos petistas o tamanho da lama que Aécio tinha nas mãos para revidar qualquer golpe baixo ali mesmo. O fato é que houve uma mudança de estratégia do lado vermelho, que desta vez usou branco.
Aécio fez seu jogo. Respondeu com parcimônia o que precisa ser contraposto e não precisou defender-se de acusações pessoais revidando com mais lama, como fez no SBT - onde expôs o telhado de vidro da petista quanto ao nepotismo: ela possui um irmão que recebe e não dá expediente na prefeitura de Belo Horizonte.
O resultado ficou expresso nos grupos focais com indecisos que assistiram o debate: 55% disseram que preferiram Aécio, 15% optaram por Dilma, enquanto 30% permaneceram indecisos. Portanto, no embate da Record o tucano abriu espaço no grupo mais importante: entre os indecisos.
Muitos queriam que Aécio jogasse mais pesado, partisse para cima de Dilma. Calma. Eleição não se ganha sendo afoito. É preciso calibragem e inteligência. Isto Aécio mostrou de sobra. Defendeu-se com classe, deixou claras as contradições do governo, acuou Dilma de forma certa (chegou a gaguejar novamente) e venceu o debate entre os indecisos sem humilhá-la. Ganhou por pontos. Mas na política, como no boxe, é possível ganhar uma luta por pontos, especialmente se estes forem angariados entre os indecisos.
sexta-feira, outubro 17, 2014
Dilma e o Nocaute
no·cau·te
(inglês knockout)
substantivo masculino
1. [Desporto] Golpe decisivo que põe o adversário fora de combate. 2. Estado de inconsciência. 3. Avaria ou perturbação grave de funcionamento. 4. Posto fora de combate. 5. Sem sentidos.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013.
Voltamos ao estado natural das coisas. Dilma pode ter inovado no primeiro debate, quando veio com a faca entre os dentes e surpreendeu Aécio, tomando o controle da discussão. Mas vemos que foi um ponto fora da curva. No debate de ontem no SBT, promovido pela emissora de Sílvio Santos, mais UOL e rádio Jovem Pan, o tucano assumiu o comando do derby logo no começo e impôs mais do que um massacre, mas uma espécie de vexame para a candidata vermelha, que trajava verde.
João Santana preparou muito bem Dilma mais uma vez. Com dezenas de papéis e intermináveis anotações, tinha mais uma vez o script do debate em sua cabeça. Logo na primeira resposta tentou usar o mesmo artifício aplicado no debate anterior, ou seja, sem responder a pergunta, imputou acusações em cima de Aécio, tentando inverter a pauta. Veio o revés. A tática, já esperada pela equipe de Aécio, foi neutralizada e Dilma saía atrás no primeiro round. Perdia por pontos.
Enquanto Dilma tratava de imputar acusações em cima do tucano, Aécio pedia que se elevasse o nível do debate e propunha sempre um novo tema a ser discutido. Não importava. Dilma voltava ainda mais feroz, abusando de um semelhante nervoso e arrogante, lembrando o comportamento de uma diretora de escola primária do passado portando uma palmatória. Neste momento, quando as acusações desceram ao nível pessoal, Aécio devolveu na mesma moeda: o irmão de Dilma é funcionário fantasma da Prefeitura de Belo Horizonte, contratado sem concurso pelo governador eleito Fernando Pimentel. Ela arrepiou. Sentiu o golpe. Conheceu as cordas.
Dentro do ringue, Dilma já devia estar meio zonza quando os temas versavam sobre programas, dados do governo e a realidade brasileira. Ali o tucano nadou de braçadas. Ela parecia perdida no interminável mar de papéis e anotações feitas pelo seu marqueteiro. Ao final, depois do vexame, ela não conseguia sequer terminar um raciocínio diante da repórter do SBT. Atropelada duas vezes pela falta de foco, abraçou a desculpa dada pela jornalista e alegou que sentiu-se mal. Deu-se o nocaute. Recuperada, já tinha gastado seu tempo e perdeu a paciência e a esportiva com a repórter.
A audiência, espectacular para o horário, foi de nove pontos. Quem assistiu foi um público que não está acordado para ver os debates noturnos. Foram as pessoas que dirigiam seu carro de volta para o trabalho ou aqueles que, em bares, rodoviárias e ônibus, conseguiram sintonizar a internet, rádio e televisão.
Os grupos focais, base das pesquisas qualitativas, que reúnem especialmente indecisos, trouxeram ótimas notícias para Aécio. Tanto os grupos organizados pelo PT, quanto pelo PSDB, mostraram larga vantagem para o tucano. O debate de ontem, visto pelos indecisos, tende a trazer votos para Aécio.
Hoje, distante do inferno que foram os estúdios do SBT para Dilma, os petistas já responderam com a estratégia esperada: a vitimização da candidata. Seguem atacando o tucano, acusando-o de impiedoso. Mas como já disse aqui, neste embate, Dilma literalmente beijou a lona. O boxe eleitoral não conhece vitória parcial. Dilma conheceu a dor do nocaute.
1. [Desporto] Golpe decisivo que põe o adversário fora de combate. 2. Estado de inconsciência. 3. Avaria ou perturbação grave de funcionamento. 4. Posto fora de combate. 5. Sem sentidos.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013.
Voltamos ao estado natural das coisas. Dilma pode ter inovado no primeiro debate, quando veio com a faca entre os dentes e surpreendeu Aécio, tomando o controle da discussão. Mas vemos que foi um ponto fora da curva. No debate de ontem no SBT, promovido pela emissora de Sílvio Santos, mais UOL e rádio Jovem Pan, o tucano assumiu o comando do derby logo no começo e impôs mais do que um massacre, mas uma espécie de vexame para a candidata vermelha, que trajava verde.
João Santana preparou muito bem Dilma mais uma vez. Com dezenas de papéis e intermináveis anotações, tinha mais uma vez o script do debate em sua cabeça. Logo na primeira resposta tentou usar o mesmo artifício aplicado no debate anterior, ou seja, sem responder a pergunta, imputou acusações em cima de Aécio, tentando inverter a pauta. Veio o revés. A tática, já esperada pela equipe de Aécio, foi neutralizada e Dilma saía atrás no primeiro round. Perdia por pontos.
Enquanto Dilma tratava de imputar acusações em cima do tucano, Aécio pedia que se elevasse o nível do debate e propunha sempre um novo tema a ser discutido. Não importava. Dilma voltava ainda mais feroz, abusando de um semelhante nervoso e arrogante, lembrando o comportamento de uma diretora de escola primária do passado portando uma palmatória. Neste momento, quando as acusações desceram ao nível pessoal, Aécio devolveu na mesma moeda: o irmão de Dilma é funcionário fantasma da Prefeitura de Belo Horizonte, contratado sem concurso pelo governador eleito Fernando Pimentel. Ela arrepiou. Sentiu o golpe. Conheceu as cordas.
Dentro do ringue, Dilma já devia estar meio zonza quando os temas versavam sobre programas, dados do governo e a realidade brasileira. Ali o tucano nadou de braçadas. Ela parecia perdida no interminável mar de papéis e anotações feitas pelo seu marqueteiro. Ao final, depois do vexame, ela não conseguia sequer terminar um raciocínio diante da repórter do SBT. Atropelada duas vezes pela falta de foco, abraçou a desculpa dada pela jornalista e alegou que sentiu-se mal. Deu-se o nocaute. Recuperada, já tinha gastado seu tempo e perdeu a paciência e a esportiva com a repórter.
A audiência, espectacular para o horário, foi de nove pontos. Quem assistiu foi um público que não está acordado para ver os debates noturnos. Foram as pessoas que dirigiam seu carro de volta para o trabalho ou aqueles que, em bares, rodoviárias e ônibus, conseguiram sintonizar a internet, rádio e televisão.
Os grupos focais, base das pesquisas qualitativas, que reúnem especialmente indecisos, trouxeram ótimas notícias para Aécio. Tanto os grupos organizados pelo PT, quanto pelo PSDB, mostraram larga vantagem para o tucano. O debate de ontem, visto pelos indecisos, tende a trazer votos para Aécio.
Hoje, distante do inferno que foram os estúdios do SBT para Dilma, os petistas já responderam com a estratégia esperada: a vitimização da candidata. Seguem atacando o tucano, acusando-o de impiedoso. Mas como já disse aqui, neste embate, Dilma literalmente beijou a lona. O boxe eleitoral não conhece vitória parcial. Dilma conheceu a dor do nocaute.
quinta-feira, outubro 16, 2014
Pugilismo Eleitoral
As pesquisas trazem um empate entre os dois candidatos, Aécio e Dilma. Parece que depois do fiasco do primeiro turno, Ibope e Datafolha combinaram de divulgar as pesquisas no mesmo dia e com o mesmo percentual. Na verdade estão se blindando, um com a ajuda do outro, de eventuais movimentos do eleitorado perto da votação, como ocorreu no primeiro turno, com a transferência avassaladora de votos carregados pela onda Aécio Neves.
Mas os trackings dos partidos e do mercado financeiro trazem números que podem no indicar com mais consistência o movimento do eleitorado. Se avaliarmos todos, veremos que Aécio se mantém na frente, com algo em torno de 2 milhões de votos ou com uma pequena margem, ali entre 1% a 2% do eleitorado. É muito pouco para afirmar que ele vencerá. Movimentos perto do grande dia do encontro do povo com as urnas, geralmente encontrados no Rio Grande do Sul, provam que o eleitorado gosta de aprontar surpresas de última hora.
Portando, abstenção, votos nulos e em branco podem ser um fator decisivo. Dependendo da geografia de sua distribuição podem ser os responsáveis por decidir o páreo do dia 26. Talvez o leitor se pergunte, vamos ver como foram estes números no primeiro turno! Atroz engano. As planilhas dos últimos pleitos nos mostram que, de um turno para o outro, estes percentuais variam sempre, nunca são iguais.
O petismo aposta na militância vermelha e, claro, na guerra suja de sempre. A mesma pancadaria que vitimou Marina no primeiro turno já está em curso no segundo contra Aécio. O tucano chegou a ser surpreendido pelo grau de preparo da adversária para o debate da Band. Controlou o Dilmês e seguiu dentro do roteiro traçado pelo mago João Santana. O tucano não conseguiu pautar o derby.
Aécio até o momento se manteve na defensiva. Não ataca, nem agride. Os manuais dizem que o candidato que está na frente não deve bater, ou seja, não deve tomar conhecimento do adversário. A campanha do PSDB, por enquanto, não toma conhecimento dos ataques petistas. Mas vale um alerta: o adversário é o PT e esta é uma campanha de segundo turno, de tiro curto, sem espaço para erros. Aqui, a campanha negativa e a rejeição imperam - a de Aécio já subiu. Se o PSDB não reagir no nível do PT, pode conhecer o cadafalso. Marina desceu do Olimpo e conheceu a lona com a mesma estratégia.
Os tucanos tem no debate seu grande trunfo. Datafolha e Ibope não captaram o resultado do ringue da Band, que teve enorme audiência. Hoje, o pugilismo político se encontra na casa de Sílvio Santos, o SBT. Os trackings de final de semana darão a tônica para o debate da Record, no domingo. Aí entramos na reta final. Última semana. Pancadaria será pouco. Enquanto isso, o Ibope não quer se incomodar. Não divulgará pesquisa de boca de urna.
Mas os trackings dos partidos e do mercado financeiro trazem números que podem no indicar com mais consistência o movimento do eleitorado. Se avaliarmos todos, veremos que Aécio se mantém na frente, com algo em torno de 2 milhões de votos ou com uma pequena margem, ali entre 1% a 2% do eleitorado. É muito pouco para afirmar que ele vencerá. Movimentos perto do grande dia do encontro do povo com as urnas, geralmente encontrados no Rio Grande do Sul, provam que o eleitorado gosta de aprontar surpresas de última hora.
Portando, abstenção, votos nulos e em branco podem ser um fator decisivo. Dependendo da geografia de sua distribuição podem ser os responsáveis por decidir o páreo do dia 26. Talvez o leitor se pergunte, vamos ver como foram estes números no primeiro turno! Atroz engano. As planilhas dos últimos pleitos nos mostram que, de um turno para o outro, estes percentuais variam sempre, nunca são iguais.
O petismo aposta na militância vermelha e, claro, na guerra suja de sempre. A mesma pancadaria que vitimou Marina no primeiro turno já está em curso no segundo contra Aécio. O tucano chegou a ser surpreendido pelo grau de preparo da adversária para o debate da Band. Controlou o Dilmês e seguiu dentro do roteiro traçado pelo mago João Santana. O tucano não conseguiu pautar o derby.
Aécio até o momento se manteve na defensiva. Não ataca, nem agride. Os manuais dizem que o candidato que está na frente não deve bater, ou seja, não deve tomar conhecimento do adversário. A campanha do PSDB, por enquanto, não toma conhecimento dos ataques petistas. Mas vale um alerta: o adversário é o PT e esta é uma campanha de segundo turno, de tiro curto, sem espaço para erros. Aqui, a campanha negativa e a rejeição imperam - a de Aécio já subiu. Se o PSDB não reagir no nível do PT, pode conhecer o cadafalso. Marina desceu do Olimpo e conheceu a lona com a mesma estratégia.
Os tucanos tem no debate seu grande trunfo. Datafolha e Ibope não captaram o resultado do ringue da Band, que teve enorme audiência. Hoje, o pugilismo político se encontra na casa de Sílvio Santos, o SBT. Os trackings de final de semana darão a tônica para o debate da Record, no domingo. Aí entramos na reta final. Última semana. Pancadaria será pouco. Enquanto isso, o Ibope não quer se incomodar. Não divulgará pesquisa de boca de urna.
quarta-feira, outubro 15, 2014
O Debate e a Guerra
Depois de pesquisas confusas, uma semana de exposição de Aécio, de um petismo que busca forças para reagir, chegamos finalmente ao grande primeiro debate entre os dois finalistas da eleição presidencial.
Aécio iniciou o embate com a faca entre os dentes e foi para cima de Dilma. Cravou a palavra mentirosa na testa dela inúmeras vezes, afinal de contas, o PT continua com a mesma estratégia de empilhar dados fantasiosos, mentiras e ver o que cola. Aécio soube se defender bem, mas aí começou o problema para o tucano. Quando este perguntava, Dilma se esquivava de responder e passava a desferir ataques. Para não deixar a mentira virar verdade, o tucano passou a dar explicações.
Com esta estratégia Dilma passou a virar o jogo, no sentido de que passou a pautar o debate, ou seja, colocando Aécio na defensiva passou a escolher os temas que gostaria de debater, ou melhor, onde queira atacá-lo. Ela tinha um roteiro pré-estabelecido pela assessoria e sabia muito bem a intensidade, o tempo e o local de cada golpe. Foram desferidos ataques sem fim. Verdades tortas, mentiras deslavadas, coroadas sempre pela fixação petista no ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.
Repito, Aécio se defendeu bem, muito bem. Entretanto, em meio a tantos golpes, acaba por deixar passar uma acusação ou outra. Na verdade, o tucano precisaria manter o ritmo do começo do debate e confrontar Dilma com ataques de igual ou maior intensidade, jogando-a nas cordas. Quando ela listou uma série de denúncias de casos de corrupção contra o PSDB, faltou a Aécio tomar as rédeas e dizer que se o assunto é corrupção, então o PT tem muito a ensinar, como nos casos do mensalão, dólares na cueca, máfia dos sanguessugas, escândalo dos aloprados, gastos dos cartões corporativos, uso dos correios na campanha, além é claro do atual petrolão. Citei esses de cabeça. A lista é interminável.
O petismo mostrou para Aécio que também pretende jogar pesado. Uma das perguntas de Dilma sobre um tema que parecia fora do contexto foi um recado claro para o tucano de que o nível da campanha pode descer abaixo da linha da cintura. A usina de mentiras está trabalhando e o petismo jogará o jogo que for preciso para arrancar esta vitória. O tucano entendeu o recado.
Enfim, esta é mais do que uma disputa eleitoral. Se formos analisar a capacidade de cada candidato, a foto que ilustra este artigo explica tudo. Se Aécio deseja vencer, precisa manter a faca entre os dentes, usar o telhado de vidro do petismo e partir para a ofensiva. Dilma e sua turma não entregarão os pontos com facilidade. Como ouvi de um assessor de Marina, "É guerra". Sim, meu caros, é guerra. E como já alertei aqui: tirem as crianças da sala.
Aécio iniciou o embate com a faca entre os dentes e foi para cima de Dilma. Cravou a palavra mentirosa na testa dela inúmeras vezes, afinal de contas, o PT continua com a mesma estratégia de empilhar dados fantasiosos, mentiras e ver o que cola. Aécio soube se defender bem, mas aí começou o problema para o tucano. Quando este perguntava, Dilma se esquivava de responder e passava a desferir ataques. Para não deixar a mentira virar verdade, o tucano passou a dar explicações.
Com esta estratégia Dilma passou a virar o jogo, no sentido de que passou a pautar o debate, ou seja, colocando Aécio na defensiva passou a escolher os temas que gostaria de debater, ou melhor, onde queira atacá-lo. Ela tinha um roteiro pré-estabelecido pela assessoria e sabia muito bem a intensidade, o tempo e o local de cada golpe. Foram desferidos ataques sem fim. Verdades tortas, mentiras deslavadas, coroadas sempre pela fixação petista no ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.
Repito, Aécio se defendeu bem, muito bem. Entretanto, em meio a tantos golpes, acaba por deixar passar uma acusação ou outra. Na verdade, o tucano precisaria manter o ritmo do começo do debate e confrontar Dilma com ataques de igual ou maior intensidade, jogando-a nas cordas. Quando ela listou uma série de denúncias de casos de corrupção contra o PSDB, faltou a Aécio tomar as rédeas e dizer que se o assunto é corrupção, então o PT tem muito a ensinar, como nos casos do mensalão, dólares na cueca, máfia dos sanguessugas, escândalo dos aloprados, gastos dos cartões corporativos, uso dos correios na campanha, além é claro do atual petrolão. Citei esses de cabeça. A lista é interminável.
O petismo mostrou para Aécio que também pretende jogar pesado. Uma das perguntas de Dilma sobre um tema que parecia fora do contexto foi um recado claro para o tucano de que o nível da campanha pode descer abaixo da linha da cintura. A usina de mentiras está trabalhando e o petismo jogará o jogo que for preciso para arrancar esta vitória. O tucano entendeu o recado.
Enfim, esta é mais do que uma disputa eleitoral. Se formos analisar a capacidade de cada candidato, a foto que ilustra este artigo explica tudo. Se Aécio deseja vencer, precisa manter a faca entre os dentes, usar o telhado de vidro do petismo e partir para a ofensiva. Dilma e sua turma não entregarão os pontos com facilidade. Como ouvi de um assessor de Marina, "É guerra". Sim, meu caros, é guerra. E como já alertei aqui: tirem as crianças da sala.
terça-feira, outubro 14, 2014
Conta Gotas
Aécio largou melhor para o segundo turno. Isto é um fato. Costurou suas alianças de forma eficiente e objetiva. Na medida que foram fechadas foram anunciadas. O apoio mais esperado, de Marina Silva, veio por último, como que para coroar uma semana praticamente perfeita.
É assim que se faz política, ajustando-se o timing e pensando em cada movimento para manter o "momento" do candidato o maior tempo possível. No caso de Aécio, começou-se pelos apoios de Eduardo Jorge e Pastor Everaldo. Logo depois veio o apoio do PSB, mesmo diante da contrariedade de seu Presidente, Roberto Amaral. O partido decidiu marchar unido para a candidatura de Aécio.
Mas o ápice da semana foi já em seu final. Depois de ocupar o tempo e o espaço somente com apoios e boas notícias, veio a chancela formal da família de Eduardo Campos, que durante ato no Recife proferiu seu apoio ao tucano. Tudo indica que Eduardo e Aécio, muito próximos, já haviam costurado algum tipo de acordo para o segundo turno. A família honrou o desejo e a amizade de Campos com Aécio e sacramentou seu apoio diante da leitura de uma carta escrita pela viúva, Renata, e lida por seu filho. Junto, veio a fundamental chancela também do governador eleito de Pernambuco, detentor de 3 milhões votos, Paulo Câmara.
Para coroar uma semana perfeita, Marina resolver aderir. Diante de uma carta de Aécio que assume em parte os compromissos solicitados pela candidata, a líder da Rede da Sustentabilidade decidiu levar seu apoio para Aécio. Apesar de muitos chamarem o apoio de Marina de irrelevante, pois 2 em cada 3 de seus eleitores teriam ido para o tucano, sua chancela é o que importa, pois consolida votos que poderiam ainda talvez migrar para a outra candidatura.
Enfim, os apoios, em conta gotas, deixaram Aécio ocupar a mídia durante toda a semana de forma positiva, dominar o cenário e construir uma grande frente anti-PT. Se conseguir vender bem esta idéia em seus programas, tem grande chance de chegar lá.
É assim que se faz política, ajustando-se o timing e pensando em cada movimento para manter o "momento" do candidato o maior tempo possível. No caso de Aécio, começou-se pelos apoios de Eduardo Jorge e Pastor Everaldo. Logo depois veio o apoio do PSB, mesmo diante da contrariedade de seu Presidente, Roberto Amaral. O partido decidiu marchar unido para a candidatura de Aécio.
Mas o ápice da semana foi já em seu final. Depois de ocupar o tempo e o espaço somente com apoios e boas notícias, veio a chancela formal da família de Eduardo Campos, que durante ato no Recife proferiu seu apoio ao tucano. Tudo indica que Eduardo e Aécio, muito próximos, já haviam costurado algum tipo de acordo para o segundo turno. A família honrou o desejo e a amizade de Campos com Aécio e sacramentou seu apoio diante da leitura de uma carta escrita pela viúva, Renata, e lida por seu filho. Junto, veio a fundamental chancela também do governador eleito de Pernambuco, detentor de 3 milhões votos, Paulo Câmara.
Para coroar uma semana perfeita, Marina resolver aderir. Diante de uma carta de Aécio que assume em parte os compromissos solicitados pela candidata, a líder da Rede da Sustentabilidade decidiu levar seu apoio para Aécio. Apesar de muitos chamarem o apoio de Marina de irrelevante, pois 2 em cada 3 de seus eleitores teriam ido para o tucano, sua chancela é o que importa, pois consolida votos que poderiam ainda talvez migrar para a outra candidatura.
Enfim, os apoios, em conta gotas, deixaram Aécio ocupar a mídia durante toda a semana de forma positiva, dominar o cenário e construir uma grande frente anti-PT. Se conseguir vender bem esta idéia em seus programas, tem grande chance de chegar lá.
segunda-feira, outubro 13, 2014
Pernambuco: Vital para Aécio
Se São Paulo levou Aécio para o segundo turno, tudo indica que Pernambuco pode ser o local onde o tucano pode carimbar seu passaporte para a vitória. A terra de Eduardo Campos é o segundo colégio eleitoral do Nordeste, somente perdendo para a Bahia em número de eleitores. Paulo Câmara, candidato de Campos, obteve assombrosos 3 milhões de votos no estado, enquanto Aécio Neves obteve somente 285.000. O potencial de crescimento é enorme.
Somente em Pernambuco, Aécio pode colher uma vitória maiúscula, que lhe dará fôlego no Nordeste. A conta é simples. Aécio deve vencer no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, entretanto, o problema para os tucanos é sempre no eixo Norte-Nordeste, onde Lula e Dilma venceram com facilidade suas eleições. Na verdade, a diferença que vem do Sul em prol do tucano precisa ser grande para compensar a vitória avassaladora que o petismo consegue em seus bolsões no Nordeste. Não tem sido assim até esta eleição. Notem bem: até esta eleição.
Neste pleito, com o impulso de Eduardo Campos, Marina chegou a espantosos 2 milhões e 300 mil votos em Pernambuco. Dilma obteve 2 milhões e 100 mil. Aécio ficou fora do jogo com seus 285.000. Portanto, o apoio da família de Eduardo Campos, Marina e especialmente do governador eleito Paulo Câmara podem fazer os votos de Aécio serem multiplicados por 10 e chegarem no mesmo patamar que Marina, talvez até ultrapassando esta marca.
Equilibrar Pernambuco e até vencer por uma pequena margem no Estado, pode dar fôlego para o tucano usar sua "sobra" de votos de São Paulo e do Centro-Oeste para compensar as derrotas que devem vir da Bahia e Ceará, onde o PT pode abrir de 3,5 a 4 milhões de votos de dianteira. Paulo Câmara, hoje, é um dos mais importantes cabos eleitorais desta eleição presidencial. Um dos homens que podem ajudar o tucano a vencer. Pernambuco pode ser a salvação de Aécio no Nordeste.
Somente em Pernambuco, Aécio pode colher uma vitória maiúscula, que lhe dará fôlego no Nordeste. A conta é simples. Aécio deve vencer no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, entretanto, o problema para os tucanos é sempre no eixo Norte-Nordeste, onde Lula e Dilma venceram com facilidade suas eleições. Na verdade, a diferença que vem do Sul em prol do tucano precisa ser grande para compensar a vitória avassaladora que o petismo consegue em seus bolsões no Nordeste. Não tem sido assim até esta eleição. Notem bem: até esta eleição.
Neste pleito, com o impulso de Eduardo Campos, Marina chegou a espantosos 2 milhões e 300 mil votos em Pernambuco. Dilma obteve 2 milhões e 100 mil. Aécio ficou fora do jogo com seus 285.000. Portanto, o apoio da família de Eduardo Campos, Marina e especialmente do governador eleito Paulo Câmara podem fazer os votos de Aécio serem multiplicados por 10 e chegarem no mesmo patamar que Marina, talvez até ultrapassando esta marca.
Equilibrar Pernambuco e até vencer por uma pequena margem no Estado, pode dar fôlego para o tucano usar sua "sobra" de votos de São Paulo e do Centro-Oeste para compensar as derrotas que devem vir da Bahia e Ceará, onde o PT pode abrir de 3,5 a 4 milhões de votos de dianteira. Paulo Câmara, hoje, é um dos mais importantes cabos eleitorais desta eleição presidencial. Um dos homens que podem ajudar o tucano a vencer. Pernambuco pode ser a salvação de Aécio no Nordeste.
domingo, outubro 12, 2014
A Governabilidade Trocou de Lado
Conversando aqui em Washington sobre os rumos da campanha com um grande amigo, economista Silvério Zebral, com que trabalhei em diversos processos eleitorais, surgiu um comentário espetacular. Ele cunhou a seguinte frase que retrata a mudança de rumo da eleição: "A governabilidade mudou de lado".
De fato, poucas coisas explicam tão bem os rumos da política nacional quanto o barômetro do PMDB. Conseguimos enxergar o rumo dos acontecimentos simplesmente prestando atenção nos caminhos que o "partido da governabilidade" toma a cada episódio eleitoral.
Na última semana, a bancada do PMDB na Câmara fez sua opção por Aécio Neves. Mas o partido estava rachado: 59% havia decidido por Dilma na convenção. "Ali ficou claro que o partido estava liberado" segundo o deputado Eduardo Cunha, líder da agremiação na Casa,
Além do mais, o PMDB da Câmara sabe quem é Aécio Neves. O tucano presidiu a Casa depois de vencer uma eleição dada como perdida por muitos pares. Aécio soube articular muito bem sua candidatura e naquele momento nasceu para a política nacional, tornando-se um tucano importante.
O PMDB da Câmara não gosta de Dilma, pois ela detesta negociar com políticos. Se reeleita, o embate com o provável próximo Presidente da Câmara, o próprio Eduardo Cunha (desafeto de Dilma) será intenso. Com Aécio, o PMDB sabe onde estará pisando, já que o tucano, antes de governar Minas e ir para o Senado, passou longa temporada pelos tapetes verdes da Casa.
O PMDB aponta para Aécio, afinal os ventos da governabilidade sopram cada vez mais fortes para o lado tucano.
De fato, poucas coisas explicam tão bem os rumos da política nacional quanto o barômetro do PMDB. Conseguimos enxergar o rumo dos acontecimentos simplesmente prestando atenção nos caminhos que o "partido da governabilidade" toma a cada episódio eleitoral.
Na última semana, a bancada do PMDB na Câmara fez sua opção por Aécio Neves. Mas o partido estava rachado: 59% havia decidido por Dilma na convenção. "Ali ficou claro que o partido estava liberado" segundo o deputado Eduardo Cunha, líder da agremiação na Casa,
Além do mais, o PMDB da Câmara sabe quem é Aécio Neves. O tucano presidiu a Casa depois de vencer uma eleição dada como perdida por muitos pares. Aécio soube articular muito bem sua candidatura e naquele momento nasceu para a política nacional, tornando-se um tucano importante.
O PMDB da Câmara não gosta de Dilma, pois ela detesta negociar com políticos. Se reeleita, o embate com o provável próximo Presidente da Câmara, o próprio Eduardo Cunha (desafeto de Dilma) será intenso. Com Aécio, o PMDB sabe onde estará pisando, já que o tucano, antes de governar Minas e ir para o Senado, passou longa temporada pelos tapetes verdes da Casa.
O PMDB aponta para Aécio, afinal os ventos da governabilidade sopram cada vez mais fortes para o lado tucano.
segunda-feira, setembro 29, 2014
Candidatos miram classe C e maiores colégios eleitorais
Bela matéria do jornal "O Tempo", de Minas Gerais, sobre as estratégias finais de cada candidato na campanha presidencial.
Fui entrevistado para matéria ao lado do cientista político Antonio Lavareda e dos coordenadores de campanha do PT, Walfrido Mares Guia, de Marina Silva, Walter Feldman, e de Aécio Neves, José Agripino Maia.
Texto da competente jornalista especialista em política Denise Motta.
Link: http://goo.gl/KhJFw4
Fui entrevistado para matéria ao lado do cientista político Antonio Lavareda e dos coordenadores de campanha do PT, Walfrido Mares Guia, de Marina Silva, Walter Feldman, e de Aécio Neves, José Agripino Maia.
Texto da competente jornalista especialista em política Denise Motta.
Link: http://goo.gl/KhJFw4
Socialista se aproxima dos EUA
Matéria do jornal mineiro "O Tempo" sobre a visita de Maurício Rands, coordenador da campanha de Marina Silva, em Washington.
Concedi entrevista depois do evento para jornalista Denise Motta, que gentilmente citou meu nome no texto.
Concedi entrevista depois do evento para jornalista Denise Motta, que gentilmente citou meu nome no texto.
Os Desafios de Aécio
Aécio Neves se preparou durante muito tempo para esta campanha. Ele sabia, desde que chegou ao Senado, no início do governo Dilma, que seu nome estava muito bem posicionado para ser o candidato do PSDB. Depois de Serra e Alckmin, Aécio surgia naturalmente na fila como o nome tucano para disputar a Presidência. Começada a campanha, o script estava definido: polarizaria levemente com..
Link: http://goo.gl/I3Soo4
Link: http://goo.gl/I3Soo4
Dilma e o Mago
Dilma Rousseff carrega um grande peso nestas eleições que atende pelo nome de rejeição. Os números daqueles que dizem não votar na Presidente preocupam, especialmente quando flertam com um índice perto de 40%, um nível que inviabiliza qualquer chance de vitória no segundo turno. Se de um lado a rejeição assusta, do outro existe a aguerrida militância petista que..
Link: http://goo.gl/MDDkKY
Link: http://goo.gl/MDDkKY
Se Não Errar, Vai Vencer
As pesquisas deixaram muito claro aquilo que havia explicado neste espaço. Marina tem seu patamar na casa dos 30%. Dilma, assim como qualquer candidato petista, também varia neste nível. Aécio segue na busca dos seus 30%. Chegou ontem a..
Link: http://goo.gl/IXM46s
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quarta-feira, setembro 17, 2014
A resistência dos números de Marina
Marina continua a sofrer a pancadaria dos adversários. A munição, por menor que seja, está sendo despejada de forma impiedosa na candidata do PSB. As escoriações começam a aparecer, mas surpreende a..
Link: http://www.brasilpost.com.br/marcio-coimbra/a-resistencia-dos-numeros-de-marina_b_5804372.html
Link: http://www.brasilpost.com.br/marcio-coimbra/a-resistencia-dos-numeros-de-marina_b_5804372.html
quarta-feira, agosto 27, 2014
"Eleiçōes Pós-Campos"
Desde a trágica perda de Eduardo Campos passei a divulgar algumas análises do cenário eleitoral. Minha ideia neste texto é compilar um pouco de tudo que aconteceu até aqui e os traçar análises sobre o que virá a partir de agora.
Desde o princípio não duvidei que Marina aceitasse o...
Link: http://goo.gl/vAuxwI
Desde o princípio não duvidei que Marina aceitasse o...
Link: http://goo.gl/vAuxwI
"A campanha começa hoje"
Na nossa cobertura do Brasil Post / The Huffington Post Brasil sobre o trágico acidente que vitimou Eduardo Campos, coube a mim a parte de análise política.
Eduardo fará muita falta.Para Marina Silva uma grande oportunidade está sendo desenhada.
"A campanha começa hoje"
Link: http://goo.gl/5VK1PV
domingo, junho 29, 2014
As Lições do Iraque
Obama está diante de uma situação delicada. Diante de fracassos estratégicos no Iraque, o país se tornou novamente uma peça sensível no tabuleiro de forças do Oriente Médio. Os fatos são claros. A intervenção que retirou Saddam Hussein do poder acabou levando os xiitas ao comando do país, mudando a balança de forças que até então governava Bagdá. Com a eleição do atual Primeiro-Ministro, Nouri al-Malaki em 2006, saiu a minoria sunita e chegou a maioria xiita.
A estratégia dos Estados Unidos era retirar suas forças do Iraque aos..
Leia na íntegra: http://goo.gl/GRa1xj
A estratégia dos Estados Unidos era retirar suas forças do Iraque aos..
Leia na íntegra: http://goo.gl/GRa1xj
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