Desde o princípio da campanha tenho alertado para a importância de Minas Gerais. É neste estado que a eleição presidencial será definida. A última pesquisa Ibope que mostra Dilma já na dianteira evidencia esta tese. Na medida que amplia a vantagem em Minas, a candidata de Lula vai abrindo vantagem nacionalmente. Se nos estados do Sul Serra leva vantagem e nos do Nordeste Dilma sai na frente, é preciso atenção em duas frentes: Centro-Oeste e Sudeste. Nesta última, considerando os grandes colégios eleitorais, o PT leva vantagem no Rio de Janeiro, enquanto Serra carrega São Paulo. Em Minas reside a senha para a vitória.
Por lá, em 2006, ocorreu o fenômeno Lulécio, ou seja, Lula para Presidente e Aécio para Governador. Em 2010, vemos que 46% daqueles que votarão em Antônio Anastasia, preferem Dilma. Começa a ser gestado o chamado voto "Dilmasia", que pode ferir gravemente a candidatura Serra. O único capaz de evitar o naufrágio tucano em Minas é Aécio Neves. Seu eleitorado fiel está com Anastasia, mas não está com Serra. Dilma tem 44% no estado, contra 32% do tucano. São 1,2 milhão de votos de vantagem para a petista.
O candidato do PSDB tem outro problema. Falta a Serra também uma maior penetração política no Centro-Oeste. Escrevi aqui que ele deveria considerar um vice ligado ao agronegócio dentro desta região. Se olharmos os números, somando Norte/Centro-Oeste, Dilma já aparece na frente, com 40% das intenções de voto.
Serra precisa reforçar sua campanha em duas frentes: Minas e Centro-Oeste. Se não o fizer, Dilma caminhará para vitória, talvez até no primeiro turno.
Aqui no norte de minas vejo (empiricamente) uma forte movimentação da tradicional base petista (sindicatos, "movimentos sociais") se movendo por Dilma enquanto a base de Aécio continua tímida no apoio a Serra. Falta "sangue no olho" na base.
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