domingo, maio 06, 2007

SARKOZY Président - Nicolas chega para discursar na UMP

Enquanto Ségolène chegou com os vidros fechados em um elegante e luxuoso carro prata para agradecer seus eleitores e reconhecer a derrota, o vencedor Nicolas Sarkozy chega em um Renault Mégane com os vidros abertos ovacionado por uma multidão que canta repetidas vezes "La Marseillaise" em frente a sede da UMP.

Inicia neste momento seu discurso.

SARKOZY Président - Primeiros números estimados

Instituto TNS-Sofres

Nicolas Sarkozy: 53,5%
Ségolène Royal: 46,5%
Brancos e Nulos: 3,5%
Abstenção: 14,5%
Participação: 86% do eleitorado (recorde)


Instituto CSA/CISCO
Nicolas Sarkozy: 53,5%
Ségolène Royal: 46,5%

Nicolas Sarkozy président de la République !!


Os institutos de pesquisa foram unânimes. Sarkozy é o novo Presidente da França.

Neste momento, a bela Ségolène admite a derrota em entrevista coletiva.

Voltarei com mais informações.

sábado, maio 05, 2007

"Faltam 2 dias para acabar com a herança de maio de 68"

No mesmo dia em que vários institutos de pesquisa apontavam seu crescimento, Sarkozy foi contundente em Montpellier. Disse que "faltam 2 dias para acabar com a herança de maio de 68".

Muitos jóvens estão apoiando o candidato da UMP. Quando perguntei a alguns deles se não havia medo de que Sarkozy desmantelasse o sistema de "proteção social" do estado francês, eles foram enfáticos: "Quem se preocupa com o amparo social são as pessoas mais idosas e adultas, que se acostumaram a depender do Estado e votam pelos socialistas. Nós, ao contrário, queremos menos Estado para que possamos escolher o que fazer com nosso dinheiro. Não queremos que o Estado escolha por nós".

Esta declaração bate de frente com as manifestações de estudantes contra o fim do amparo do Estado, que ocorreram em Paris em 2005.

O que me faz pensar que essas "manifestações" em Paris são realizadas por uma minoria barulhenta que se faz ouvir e acaba por pautar a imprensa.

A grande manifestação de jóvens está por vir, e será amanhã, domingo, na urnas francesas. Tudo indica, como mostra o cartaz do estudante nesta foto, que eles querem reformas, que eles querem Sarkozy.

Cai a máscara de Bayrou. Faltou combinar com seus eleitores

François Bayrou deixou cair a máscara. Antes do debate disse que não votará em Sarkozy. Bem, como as opções são duas, dá para imaginar em quem votará.

Podíamos já imaginar esse movimento, quando participou em um debate com Ségolène que mais parecia um bate-papo de bar entre amigos.

Perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. Apresenta-se inclusive em falta de sintonia com seu eleitorado, que segundo as pesquisas migrará maciçamente para Sarko.

E agora Bayrou? Se Sarkozy ganhar, o centro irá para esquerda? Ou já foi?

sexta-feira, maio 04, 2007

Sarkozy com a mão na taça

Enquanto me preparo para deixar a França assim que a eleição presidencial chegar ao fim, recebo números de pesquisas que praticamente enterram qualquer pretensão da bela Ségolène em vencer o pleito presidencial. Só a ocorrência de algo fora do comum e do esperado tira a vitória do candidato da UMP.

Sarkozy fez um debate impecável. Era a última chance de Royal. Sarkozy ampliou a vantagem. Seguem os números.

LE FIGARO - Pesquisa TNS-Sofres-Unilog
Sarkozy: 54,5%
Royal: 45,5%

PESQUISA IPSOS y DELL
Sarkozy: 54%
Royal: 46%

LE PARISIEN - NOUVEL OBSERVATEUR - Pesquisa CSA para Lê Parisien-Tele.
Sarkozy: 53%
Royal: 47%

LIBÉRATION - Pesquisa OpinionWay para o JDD.fr.
Sarkozy: 54%
Royal: 46%.

quinta-feira, maio 03, 2007

Eles não falam francês

Acompanhei as reportagens dos jornais da noite no Brasil e somente existe uma explicação para as equivocadas notícias que divulgam via seus correspondentes aqui na França: eles não falam francês.

Uma reportagem começou assim: "Ele defende a energia nuclear. Ela a energia limpa". Que fique registrado, Sarkozy não defendeu a energia nuclear no debate. Esta defesa ficou a cargo da "energia limpa" Ségolène.

Ao final da reportagem ainda foi dito: "Segundo as primeiras sondagens, ainda via internet, Ségolène ganhou o debate. Era o que ela precisava para virar o jogo".

Na Inglaterra, França e Espanha, as primeiras manchetes já eram em sentido contrário. O The Times disse que a socialista perdeu sua grande oportunidade e que seria uma ótima Primeira Dama. "Royal desaponta seus apoioadores", noticiou na mesma linha.

Enquanto o Brasil seguia em rota de desinformação, os diários espanhóis foram unânimes em noticiar o desespero da socialista que perdeu a cabeça e calma no meio do debate. "El profesor paciente y la alumna cabreada", noticiou o El Mundo.

A explicação para a péssima cobertura tupiniquim, se não for maldade ou incompetência, só pode ser uma: os correspondentes brasileiros não devem falar francês (e nem espanhol, porque poderiam ter acessado os diários madrilenhos...e nem inglês, era só acessar também via internetos londrinos).

E para fechar, um detalhe. O Le Figaro publicou sua pesquisa. Sarkozy ganhou o debate na visão dos 53% dos franceses. Pode ser o mesmo número de sua votação. Enquanto isto, Ségolène atingiu 31%. Nem seus pares acreditaram que ela foi bem.

Leiam mais o nosso Parlata, meus caros, leiam mais o Parlata.

quarta-feira, maio 02, 2007

Le Débat: impressões do Blog

Sarkozy foi mais calmo, sereno. Ségolène, como sempre mais do que belíssima, cumpriu com o papel de quem está atrás nas pesquisas, foi agressiva para induzir o candidato da UMP ao erro. Não conseguiu.

O antigo ministro do Interior centra suas posições em diminuir o tamanho do Estado, enquanto a Presidenta da região de Poitou-Charentes é vaga em dizer como pretende reformar o Estado, para ser mais "eficaz e econômico" segundo ela.

Sarkozy foi mais objetivo e direto. Ségolène conseguiu manter a calma até 22:30, com 1h 30m de debate, quando se perdeu na questão da energia nuclear. A partir daí não conseguiur mais se recuperar diante de um calmo Sarkozy que cada vez lhe provocava mais.

Ségolène estourou por volta das 22:55, com 1h 55m debate, quando ouviu de Sarkozy: "Para ser Presidenta é preciso manter a calma".

Acredito que também faltou para Ségolène a objetividade em temas como a Turquia, onde claramente vacilou quando Sarkozy fez uma pergunta direta e objetiva.

Dizem que debates não podem ser ganhos, pode-se apenas perdê-los. Sarkozy, que vinha na frente, não perdeu. Porque? É simples. Tem idéias claras, experiência e foi objetivo como sempre.

Sem qualquer surpresa contra Sarkozy no debate, ele se encaminha para vencer as eleições presidencias por aqui no domingo.

Le Débat: Conclusões Finais

Sarkozy tirou seu tempo para elogiar sua oponente e enaltecer a República. Ségolène preferiu dizer que não prefere não falar de nomes, mas de idéias.

Para Sarkozy, a crise francesa é a crise do trabalho. Sua revolução é por via do trabalho. Certamente vem via desregulamentação. Tudo é resolvido por via do trabalho, da geração de empregos via corte de impostos. Não há crise moral, há uma crise de falta de trabalho que leva a desagregação moral e da sociedade. "É preciso viver em um país em que as pessoas trabalhem e conquistem suas coisas ao invés de ganhá-las do Estado".

Ségolène diz que não se deve acreditar nela somente porque é mulher, mas lembrou de Angela Merkel, na Alemanha. As mulheres, segundo ela, são capazes. No mais, suas palavras finais seguem como um apanhado geral sobre vários temas, como a proteção do trabalho. Ela vê uma França criativa, imaginativa com sua liderança.

Le Débat: A República

Aqui há uma divergência séria.

Sarkozy acredita que a V República deu uma lição de fortaleza com a alta participação dos eleitores. Acredita em um governo de coalizão e de seu nome como um candidato de um movimento, não somente como um partido. Acredita nas instituições, na democracia e na França republicana.

Ségolène, ao contrário, diz que a instituições francesas estão em fadiga, porque a França mudou, o mundo mudou. Fala em democracia participativa, ao contrário de Sarkozy, que disse acreditar na legitimilidade da Assembléia Nacional. Ela quer refundar a democracia francesa, segundo ela, para uma versão moderna.

Agora seguirão para as consideracões finais. Sarkozy falou 3 minutos a menos do que Royal até aqui.

Le Débat: Imigração

Sarkozy promete apertar na imigração ilegal. Disse que os imigrantes africanos que desejam vir para cá com a família precisarão já possuir casa, trabalho e falar a língua francesa.

Ségolène diz que não se pode deixar que países africanos francófonos sofram, e que eles vem para a França buscar trabalho, moradia e saúde. Pede a ajuda dos outros países europeus com a África. Ségolène apela ao emotivo.

Sarkozy responde que a França não pode acolher toda a miséria do mundo. "Temos o direito de escolher quem viverá em nosso país". É realista, não busca o apelo emocional de Royal.

Le Débat: União Européia

O tema agora é a União Européia. Sarkozy diz que é contra a entrada da Turquia na União. Ele pergunta qual a posição da socialista, já que segundo ele, a Internacional Socialista é a favor. Ségolène não responde. Diz que é preciso de discussão e referendo. "O Presidente precisa ter suas posições", diz Sarkozy.

Le Débat: Ségolène perde a calma

Sarkozy alerta Royal que existe uma diferença entre a França real e virtual. Ségolène havia dito que defende a criação e manutenção de creches públicas. O candidato da UMP é contra e prefere que as crianças fiquem com os pais, em creches privadas, como por exemplo no trabalho.

Ségolène segue a cartilha dos candidatos de esquerda. É agressiva, ataca e mostra indignação. Acusa Sarkozy de mentiroso e de um fraco ministro.

Sarkozy pede que Royal mantenha a calma. A socialista que diz que não ficará calma e começa a perder a cabeça.

Sarkozy provoca a socialista ainda mais. "Não sei como "madame" Royal perde a cabeça assim, uma pessoa sempre tão calma". Ségolène transborda raiva e não deixa Sarkozy terminar de falar.

Sarkozy pede calma mais uma vez, acalma o debate e começa responder de forma tranquila. "Você perdeu a calma com muita facilidade. Um Presidente da República não pode perder a calma assim".

Os mediadores pedem calma a Royal.

Le Débat: O duelo Verde

O debate agora se voltou aos temas relativos ao meio ambiente. Ségolène diz que a França é vista como um país que polui muito e pretende criar vantagens para empresas ecologicamente responsáveis.

Sarkozy responde. Diz que a solução da socialista é criar novos subsídios para tudo e diz não saber de onde ela tirará dinheiro para tudo isso. Segundo Sarkozy é preciso diminuir impostos para criar mais postos de trabalho e para que a França pare de perder empresas para outros países da União Européia, que preferem outros lugares com impostos mais baixos.

E a discussão vira para energia nuclear. Sarkozy coloca Ségolène nas cortas. Está errática, diz que defende a energia nuclear e se perde nos números sobre a dependência de energia nuclear da França. Sarkozy corrige a socialista.

O candidato da UMP é enfático: é preciso diminuir a dependência francesa da energia nuclear. Ele é contra a energia nuclear e explica para Royal as diferentes fontes alternativas de energia.

Agora Ségolène se corrige, diz que prefere diversificar a matriz energética, mas ao ser pressionada por Sarkozy diz que sim, é a favor da energia nuclear.

Le Débat: Ségolène vai ao ataque

Ségolène vai ao ataque. Diz que vai criar casas populares decentes e incentivará a criação de empregos gerando uma ajuda para que jovens empreendedores criem seu próprio negócio.

Sarkozy está calmo, parece um professor ensinando Ségolène como governar. A socialista está ficando mais agressiva, atacando Sarkozy. É a estratégia de quem está com 48% das intenções de voto e perdendo. Busca desconstruir Sarkozy de qualquer maneira. Ségolène segue a estratégia correta até o momento. Deixou a posição de defesa e foi ao ataque.

Le Débat: O duelo Sarkozy vs. Royal começou

O candidato da UMP, Nicolas Sarkozy, e a socialista Ségolène Royal começaram há pouco o esperado debate presidencial antes do segundo turno.

Todos aqui na França acompanham o debate. As ruas estão vazias. Esta eleição realmente mobiliza o povo francês.

Grande parte da primeira parte do debate está sendo sobre a polêmica das 35 horas semanais de trabalho, algo sagrado até o momento. Sarkozy ataca fortemente esta medida, dizendo que a França está atrás de outros países porque trabalha menos. É preciso ser corajoso para defender isto na França.

Royal, por sua vez, defende as 35 horas, que segundo Sarkozy oneram a economia francesa em mais de 15 milhões de euros sem trazer benefícios. Ségolène defende que o Estado gaste mais para proporcionar programas que incentivem o trabalho.

Sarkozy diz que Royal somente criará mais impostos.

Ségolène realiza comício de encerramento de campanha em Paris

Foi estimado que Ségolène juntou, em seu comício final de campanha, cerca de 50.000 pessoas, um pouco mais que Sarkozy, que concentrou 40.000.

Ségolène escolheu o estádio aberto de Charléty, em Paris, com capacidade para 45.000 pessoas.

Seu discurso foi fraco em vários sentidos. Apresentou pouco do que pretende fazer, ou seja, continua se colocando como uma incógnita para parte do eleitorado. Atacou muito Sarkozy, especialmente rebatendo trechos do discurso do líder da UMP em seu comício. Foi um erro, deixou-se pautar por Sarkozy, um erro básico em qualquer campanha.

A repercussão aqui pela França do comício de Sarkozy foi mais forte, ou seja, Ségolène perdeu uma boa oportunidade.

Confesso que preferi o comício de Sarkozy, ademais, o líder da UMP tem uma presença muito mais marcante que a bela Ségolène, que ainda demonstra um pouco de fragilidade.

Royal teve seus méritos também. Fez seu comício no primeiro de maio, aproveitou o dia do trabalho e o feriado, foi agressiva para tentar vincular Sarkozy ao autoritarismo, ou seja, foi incisiva na campanha negativa, algo indicado sempre em eleições que estão em segundo turno. Seus cartazes de campanha estão muito mais bonitos, agora coloridos e mais alegres, valorizando sua marcarte beleza.

Hoje teremos o esperado debate do segundo turno. Comentarei por aqui.

Le Pen prega abstenção no Segundo Turno francês

Le Pen, como já havíamos previsto neste Blog e em meu último artigo que pode ser encontrado no Parlata, anunciou sua neutralidade em relação ao segundo turno das eleições presidenciais francesas.

Segundo ele, votar em Ségolène é "perigoso" e apoiar Sarkozy é "insensato".

Como sempre faz por aqui, reuniu seus eleitores na praça central da Ópera Garnier de Paris para falar com seus eleiotres. Le Pen teve cerca de 3,8 milhões de votos.

O líder da Frente Nacional disse que prefere uma resposta ou uma revanche de seu eleitorado nas eleições legislativas de junho, que influirão na escolha do Primeiro-Ministro.

Mesmo assim, pelo que vejo nas ruas por aqui, a maioria dos votos de Le Pen deve realmente ir para Sarkozy.

Sétima vítima fatal em Palencia

Seguem as buscas em Palencia. Chegou-se ao resgate do sétimo corpo nos escombros. Ainda procura-se por mais duas pessoas, um jovem de nacionalidade romana, Eduard, e uma senhora de avançada idade que se chamaria Petra.

Até o momento, a polícia divulgou como vítimas fatais as seguintes pessoas: Hilario de 57 anos e seis mulheres, L.M.A, de 91 anos; J.M, de 86 anos; A.M, de 83 anos; M.L.G.P, de 63 anos; A.I.A.R, de 35 anos y R.R.B, de 20 anos.

As buscas ainda seguem.

terça-feira, maio 01, 2007

Desabamento de prédio em Palencia

Até agora o número de mortos chega a três, mas pode ser maior. Uma explosão e posterior desabamento de um prédio de 5 andares em Palencia, Comunidade Autônoma de Castilla y León, pode ter sido causada por um vazamento de gás.

O prédio tinha 5 andares e contava com dois apartamentos por andar. Ali vivam entre 35 e 40 pessoas. A explosão causou danos a um raio de 200 metros.

As equipes de resgate seguem no local. Foram encontrados também, até o momento, 10 feridos.

O prédio tinha entre 40 e 50 anos.

Não há, até o momento, qualquer especulação sobre a possibilidade de ter sido um atentado terrorista. Tudo indica que não.

Caso apareça qualquer fato novo, publicarei aqui.