quinta-feira, maio 28, 2009

Aproximação entre Síria e EUA?

Mesmo com a renovação das sanções norte-americanas em relação a Síria, dois emissários, os parlamentares Ted Kaufman e Tim Walz estão em Damasco e conversam com o presidente Bashar al-Assad.

Este novo capítulo das relações sírias com os americanos merece muita atenção. Desde a posse de Obama os EUA tendem a uma aproximação maior com o mundo árabe, indo além das fronteiras dos tradicionais aliados na região, como a Arábia Saudita. A Síria e Bashar al-Assad são peças chave dentro deste jogo.

O presidente sírio, mesmo com a renovação das sanções, elogiou Obama e falou na eliminação de problemas que levem a maior estabilidade na região.

Ted Kaufman e Tim Walz não foram os primeiros a visitar Damasco levando a cabo a "política do diálogo" de Obama, e nem serão os últimos. Bashar al-Assad movimenta-se em praticamente todos os lados do complexo tabuleiro político da região e posiciona-se, desta forma, cada vez mais como uma peça fundamental nos movimentos políticos relacionados com o mundo árabe.

quarta-feira, maio 27, 2009

Planalto cede e sepulta reforma política

Fez água a proposta de lista fechada. Também foi sepultado o financiamento público. E por fim, a urgência da matéria. Foi por água abaixo a reforma política.

Quem cobrou a fatura foi a base do governo, um grande conglomerado que uniu PDT, PTB, PSB, PP, PR, PL, PV, PMN e alhures. Foi o que precisava. O Planalto se rendeu. PMDB e PT decidiram não assinar o requerimento de urgência.

E a oposição foi a plenário defender o projeto outrora apoiado pelo governo. Incrível. Coisas da política brasileira.

Será muito difícil convencer aqueles que foram eleitos pelas atuais regras a mudar o sistema. Dentro de um modelo condenado ao fracasso, os resultados só podem ser desalentadores.

terça-feira, maio 26, 2009

Obama indica hispânica para Suprema Corte

O presidente americano, Barack Obama, de forma hábil, faz mais um movimento político perfeito. A indicação da juíza Sonia Sotomayor para a Suprema Corte.

Sotomayor é filha de porto-riquenhos e possui a trajetória típica daqueles que trilharam o sonho americano e venceram na vida, em especial para ela, sendo hispânica. Passou por dificuldades, diabética, teve infância humilde no Bronx, perdeu o pai aos 9 anos e com esforço e méritos próprios alcançou destaque, passou por Yale e Princeton e fez carreira como magistrada.

Obama precisava de um nome convincente do lado esquerdo do espectro político. Ela substituirá David Souter, tradicionalmente mais ligado aos democratas e suas políticas. Este seria o momento para Obama fazer este movimento, já que conta com um Congresso amplamente favorável. Depois das eleições do próximo ano, é provável que Obama perca essa maioria parlamentar.

Sotomayor começou a carreira de magistrada pelas mãos de George H. Bush, em 1991, e pelas mãos de Clinton avançcou na carreira.

Assim, salvo contrário, sua confirmação como membro da Suprema Corte é praticamente certa. Ponto para Obama, ele indicou uma hispânica para a mais alta corte do país, a primeira.

segunda-feira, maio 25, 2009

Coréia do Norte desafia o mundo?

Como era esperado, a Coréia do Norte mostrou suas garras. Realizou um teste nuclear e não deverá ser o único. O mundo, de forma geral, condenou a atitude norte-coreana. Mas o que realmente os mandatários de Pyongyang pretendem? A política oriental é bem mais complexa do que imaginamos.

Aos poucos alguns sinais serão vistos. A Rússia, que viu o teste nas fronteiras de seu território, não ficou feliz. Gordon Brown ameaçou com isolamento. Alemanha e República Tcheca, na Presdiência rotativa da União Européia, condenaram o ataque. A crise fez Barack Obama mudar o tom pela primeira vez desde que assumiu a Presidência, pelo menos no que tange as relações internacionais.

Como disse, Pyongyang pretende alguma coisa. Por isso mostra suas garras. Saberemos em breve o que a Coréia do Norte e o camarada Kim Jong-il estão negociando.

quinta-feira, maio 21, 2009

Reforma política no Brasil?

Parece que finalmente começa a se desenhar um esboço da reforma política brasileira. Pelo que se enxerga neste momento, dois pontos pautam as primeiras discussões: sistema de lista fechada para as eleições proporcionais e financiamento público de campanhas.

As duas propostas são complementares. O financimento público funciona casado com o sistema de listas fechadas, como acontece nos principais países europeus. O melhor seria ver o chefe de governo sair do topo da lista, como um sistema parlamentarista, mas aí a história já seria outra. Inegavelmente acredito que sistema de listas fechadas, no meu entendimento, é um avanço, pois trará o debate eleitoral para o nível das idéias e propostas de cada partido, o que despersonifica as eleições. O sistema atual, além de distorcido, gera confusão ao eleitor, que vota em um candidato e acaba elegendo outro.

Os líderes dos principais partidos apresentaram requerimento com pedido de urgência. Em reunião na residência do Presidente da Câmara foi traçada a estratégia para que o debate seja levado adiante. Para ter efeitos no ano que vem, como deseja o PT, a reforma deve ser votada até setembro. Existem, contudo, resistências: PT, DEM, PPS e PC do B são a favor. Contra já existem 133 votos: PR, PTB, PP e PSB. Para que lado tende o PSDB?

quarta-feira, maio 20, 2009

Pressão cerca Gordon Brown no Reino Unido

O partido conservador não dá trégua para Gordon Brown. O debate parlamentar desta semana foi acalorado. David Cameron enxerga neste momento sua grande oportunidade de passar a despachar em Downing Street.

Depois de ver seu partido enfrentar escândalos de gastos de seus parlamentares, o Primeiro-Ministro sofre com as denúncias diárias, especialmente aquelas publicadas no Daily Telegraph.

Para quem acreditava que a renúncia histórica do líder máximo da Câmara dos Comuns, Michael Martin, era suficiente, não contava que a pressão aumentaria e resultaria na suspensão de dois membros da Câmara dos Lordes. Lord Peter Truscott e Lord Thomas Taylor, ambos membros do Partido Trabalhista, foram suspensos por tráfico de influência. Recebiam entre 24.000 a 120.000 libras para aprovar emendas.

Gordon Brown resiste, mas seu governo balança. Antecipar as eleições legislativas pode ser perigoso para os trabalhistas. Brown apenas termina o mandato conquistado por Tony Blair e possui receio em enfrentar as urnas, especialmente em tempos sombrios para o Labour Party.

Do outro lado é a grande chance de David Cameron assumir o governo. Os Tories largam com vantagem. Se as eleições fossem hoje, os conservadores teriam 39%, contra apenas 28% dos trabalhistas.

Blog, agora Diários da Política

O Blog tem seu retorno depois de pouco mais de um ano. Passado o período, que podemos chamar de "sabático", onde pude me dedicar a outros projetos, podemos tranquilamente seguir com a análise diária de fatos políticos nacionais e internacionais.

O Blog, nesta etapa que inicia, terá uma estrutura semelhante ao período do Diários do Velho Mundo, quando analisávamos uma notícia política do continente europeu diariamente. A idéia central é essa, entretanto, partiremos a uma esfera um pouco maior, o que engloba fatos políticos de maior relevância de todos os continentes, a partir de agora também com os debates políticos nacionais, além dos tradicionais bastidores.

Tenho certeza que será uma ótima experiência, assim como foram todas etapas até aqui, com o Blog Diários de Madrid, Diários do Velho Mundo e Diários de Washington, que seguem armazenados em nosso histórico aí ao lado para quem desejar pesquisar.

O Blog está diretamente conectado com meu Twitter (http://twitter.com/mcoimbra) e o Parlata, temporariamente em manutenção e logo de volta ao ar.

Então, agora é só arregaçar as mangas e começar a trabalhar.

sábado, março 22, 2008

"Éste es un hombre que nos va a respetar"

Em meio a tormenta vivida por sua campanha nos últimos dias, Barack Obama mostrou um apoio até então inesperado e, portanto, forte o suficiente para alterar um pouco a posição dos ventos contrários.

Bill Richardson, governador do Novo México e antigo candidato nas primárias até a derrota em New Hampshire, apresentou seu endosso a candidatura de Obama.

Agora os dois fatos que mais interessam. Bill Richardson foi secretário de Energia de Bill Clinton e é o primeiro governador de origem hispânica na história dos Estados Unidos. Sua força perante o voto hispânico pode trazer aos braços de Obama um eleitorado que até este momento lhe era hostil.

As palavras de Richardson no Oregon, onde apresentou seu endosso ao Senador, não poderiam ser mais claras: "Éste es un hombre que nos va a respetar".

Não se enganem. O voto dos hispânicos, que sentem-se traídos pelos republicanos, pode ser decisivo na eleição geral. O futuro da América, sem dúvida alguma, repousa nos ombros daqueles que hoje fazem o papel dos antigos irlandeses e ingleses que um dia aportaram por lá. É principalmente dos braços dos imigrantes hispânicos, legais e ilegais, que máquina economica americana depende para se locomover.

terça-feira, março 18, 2008

Obama tenta tirar campanha de estado de crise

O reverendo Jeremiah Wright Jr, da Trinity United Church of Christ in Chicago, membro do comitê espiritual da campanha de Barack Obama, deixou seu posto na última semana, depois de inflamados discursos que deixaram marcas profundas na corrida democrata.

56% deixariam de apoiar Obama depois de realizar uma associação entre o candidato e o reverendo. Obama diz não concordar com as polêmicas e anti-americanas observações de seu pastor.

Obama é um ótimo orador e depois de negar esta associação várias vezes, hoje resolveu fazer um discurso para deixar clara sua posição. Ele fez suas ponderações direto da Filadélfia, onde está em campanha. Mas como ele não estava em um comício, como na maioria das vezes, fez um discurso direcionado.

Ele tocou finalmente na questão da raça, religião e falou sobre os fundamentos da América, enfatizando o preâmbulo da Constituição: "We the people, in order to form a more perfect union". Fez uma análise interessante sobre o passado e as bases sobre as quais o país foi construído.

Resta saber se ele foi convincente o suficiente para estancar a crise. As opiniões são controversas. Julgue você mesmo depois de assistir o discurso:
http://www.youtube.com/watch?v=pWe7wTVbLUU

quinta-feira, março 13, 2008

Geraldine Ferraro: "Se Obama fosse branco, ele não estaria onde está hoje"

"E, se ele fosse mulher, ele não estaria onde está hoje. O fato é que ele tem muita sorte de ser quem é. E o país deixou-se seduzir por essa idéia".

Estas palavras fortes foram ditas por Geraldine Ferraro, candidata a vice-presidente em 1984, com Walter Mondale, em uma campanha presidencial que não deixou boas lembranças aos democratas: foram derrotados em 49 estados. Venceram apenas em DC e Minnesota por 3.800 votos. É considerada a maior derrota eleitoral da história dos democratas nos Estados Unidos.

Geraldine Ferraro, por certo, apóia Hillary e tão logo seus comentários surgiram, a campanha de Obama rebateu suas críticas.

Obama, de qualquer forma, chegaria longe. Seu potencial como político ultrapassa qualquer barreira racial. Seus discursos e sua capacidade de oratória são raros de encontrar.

Geraldine Ferraro fazia parte do comitê financeiro de Hillary. Já deixou o posto. Mas poderia ter ficado calada. Assim, ajudaria muito mais seu partido. A Senadora, agora, quer distância dela. Com razão.

quarta-feira, março 12, 2008

"Magnolia State" vai para Obama

O Mississippi ou "Magnolia State", conforme previ mais cedo aqui, entregou uma grande e expressiva vitória ao senador Barack Obama.

Muitos dizem que isto se deve a 70% dos democratas registrados no estado serem negros ou por 36% da população do Mississippi ser negra. Mas talvez a vitória de Obama tenha transcendido estes limites raciais.

Obama ganhou em outros grupos sociais, raciais e etários, segundo as pesquisas. Obteve 60% dos votos, contra 38% da senadora Clinton. Ele levará por volta de 18 delegados e ela algo em torno de 12.

No sul, agora ele coleciona vitórias no Mississippi, Carolina do Sul, Georgia, Lousiana e Alabama. A senadora só conseguiu chegar na frente, nesta região, no Tennessee e Arkansas, onde Bill Clinton foi governador. Vale lembrar que o sul sempre foi o porto-seguro do ex-Presidente. O voto negro, sempre dos Clinton, desta vez repousa nos braços de Barack Obama.

O Mississippi, vale lembrar, superou as mais otimistas expectativas. E Obama segue na liderança.

terça-feira, março 11, 2008

McCain leva o Mississippi com 79% dos votos

Por certo estou tratando muito mais da candidatura democrata do que da republicana nos últimos dias.

Este é um dos problemas do senador McCain. A demora na disputa democrata deixa seus candidatos com mais exposição e tempo na mídia do que ele.

Mas faço o registro da vitória de McCain esta noite. Mesmo já tendo assegurado a indicação, ele levou o Mississippi, um estado do sul. Teve 79% dos votos. Mike Huckabee, ex-governador do vizinho Arkansas, que não mais concorre, obteve 12%.

McCain garantiu mais 36 delegados para a convenção republicana.

Dream-Ticket?

Nesta semana Hillary Clinton sugeriu que Barack Obama poderia participar de sua chapa presidencial como candidato a vice.

A resposta de Obama foi irônica, com razão. Ele disse que é a primeira vez que o segundo colocado oferece ao líder a possibilidade de ser o candidato a vice.

Além do mais, Hillary tem enfatizado a falta de experiência de Obama para liderar o país. Se ela cogita o nome do Senador para concorrer a vice, pergunta-se, como um homem não é capaz de ser Presidente, mas capaz de ser vice?

Alguns já sugeriram que esta é uma amostra de desespero da Senadora.

Muitos sonham com este "Dream-Ticket", com uma mulher e um negro, ou vice versa, mas a chapa dos sonhos dos democratas, por enquanto, está longe de emplacar.

segunda-feira, março 10, 2008

Sobre o Mississippi

Hillary Clinton não está fazendo campanha no Mississippi. Ela esteve por lá na semana passada e Bill Clinton marcou presença na última sexta-feira. Agora ela está na Pennsylvania. Mas quem segue no sul, nas cidades de Columbus e Jackson, para garantir uma boa margem e abrir maior vantagem na liderança, é Barack Obama.

A pesquisa divulgada pelo American Research Group mostra Hillary com apenas 34% e Obama com 58%. Obama terá uma vitória arrasadora amanhã.

Ele prefere lutar por uma pequena vitória, em um estado com apenas 33 delegados e sete super-delegados. Ela segue na luta pelos estados grandes e a Pennsylvania é seu foco. Lá estarão em disputa 158 delegados. Aos eleitos somam-se os 29 super-delegados do Estado.

Mas a grande disputa pela Pennsylvania será somente dia 22 de março. Até lá existe o Mississippi, onde veremos mais uma demonstração da musculatura política de Barack Obama.

Depois de lá, sobram apenas mais 10 disputas.

Sete delegados a mais para Obama

Barack Obama pode celebrar a vitória no Wyoming. São sete delegados a mais em seu favor.

Hillary fez forte campanha no estado, para onde se deslocaram também sua filha Chelsea e o ex-presidente Bill Clinton. Sua equipe acreditou que o momento iniciado a partir de terça-feira pudesse criar uma onda a seu favor.

Não ocorreu. Em parte porque Wyoming usa o sistema de caucus ao invés de primárias, o que naturalmente favorece Barack Obama. Ele venceu em 13 estados que elegem seu candidato por meio de caucus e Hillary apenas alcançou êxito em apenas três.

Além disso, Wyoming fica em uma região que favoreceria Barack Obama, ou seja, perto de estados onde o senador já venceu, como Iowa, Utah, Colorado e Washington.

O resultado foi 61% para Obama e 38% para Hillary. Ele leva sete delegados, ela cinco. Porém, mais importante do que isso, ele evitou que Hillary começasse a criar uma onda em seu favor, com sucessivas vitórias.

As atenções se voltam agora para o Mississippi, onde Obama deve vencer por larga margem, especialmente impulsionado pelo voto negro do sul dos Estados Unidos.

sexta-feira, março 07, 2008

A opção do guerreiro pelo "longo prazo"

Ron Paul desistiu hoje de sua candidatura presidencial. Dr. Paul, como seus apoiadores gostam de chamá-lo, anunciou em um vídeo divulgado no You Tube que não mais concorre, mas que incentiva seus apoiadores a levar o máximo possível de delegados para Convenção. Muitos daqueles que acreditam nas idéias propagadas por ele ainda concorrem em vários distritos do país para chegar ao Congresso.

Vencer tem muitos significados. Inciar um processo, incitar a discussão, organizar grupos, levantar questões polêmicas. Dr. Paul fez tudo isso e foi, inclusive, ridicularizado pelos conservadores dentro do GOP. Mas enquanto uns colocavam sua fortuna pessoal em jogo e outros tinham dificuldade de levantar recursos, Dr. Paul bateu recordes diários de levantamento de fundos. Seus apoios vieram de pequenas doações, microempresários, da classe média, ou seja, doações individuais que chegaram aos milhões e milhões.

A campanha não decolou, mas Dr. Paul ocupou seu espaço e deu seu recado: Liberdades individuais, uma economia aberta e livre, defesa da propriedade privada e política externa não-intervencionista. Este é Dr. Paul, um autêntico libertário, em sua mais ampla forma, e talvez por isso os conservadores tenham um problema com ele.

Suas idéias agora serão publicados em um livro: "The Revolution, a Manifesto". Muitas vitórias foram alcançadas. Um movimento em prol da liberdade plena foi lançado e um processo de organização em prol dessas idéias, foi iniciado.

Para aqueles que desejam visitar o vídeo com as palavras do Dr. Ron Paul, podem acessar:
http://www.youtube.com/watch?v=Rk_vVaZxTno

"Eleições são esforços de curto prazo. Revoluções são projetos de longo prazo". Dr. Paul é um guerreiro e por isso tem a minha admiração e respeito. Sempre.

"Happy Feet"

Existem problemas demais para serem resolvidos na América. Por essas e outras pegou mal a dança do Presidente Bush enquanto esperava John McCain.

Barril de petróleo a US$ 105, dólar em baixa no mercado mundial, déficit nas contas do Estado, tropas no Iraque, economia em declínio, empregos desaparecendo, um congresso dominado pelos democratas depois de 12 anos e chances grandes de um adversário político chegar ao Salão Oval em alguns meses. Seriam motivos para um Presidente, líder maior também do Partido Republicano, dançar ou se preocupar? Pelos motivos expostos acima, acredito que a herança de sua administração, até em relação ao GOP, pode não ser das melhores.

A maioria dos conservadores está feliz porque Bush foi um guerreiro na defesa do valores morais. Mas só. Me pergunto: é suficiente? Melhor, é realmente relevante?

E a economia?

A alma da América é a economia, e ela inspira cuidados. Talvez por isso o Presidente tenha mudado a alegre dança por um pronunciamento sério e preocupado. Já não era sem tempo, mas infelizmente com um atraso preocupante.

quinta-feira, março 06, 2008

A Engrenagem da Esperança

É a primeira vez que a revista Rolling Stone apóia algum candidato, em especial em primárias. Barack Obama é capa da revista que chega amanhã nas bancas com o endosso à sua candidatura. A matéria, muito interessante, trata da engrenagem política por trás de Obama "(...)grass-roots field operation of Barack Obama" e como estas práticas poderiam mudar o modo como são pensadas as estratégias de campanhas polítcas nos Estados Unidos.

Para aqueles que desejam ler a matéria completa, aqui está o link: http://www.rollingstone.com/news/coverstory/19106326

A matemática contra Hillary

Muitos estão entusiasmados com a volta por cima de Hillary Clinton. Neste Blog fiz questão de mencionar, com admiração, as brilhantes vitórias desta terça, especialmente no Texas, onde ela conseguiu reverter uma situação de desvantagem.

Entretanto isto não quer dizer que ela tenha grandes chances de vitória. Minha opinião é de que ela conseguiu escapar da derrota final esta semana, mas a indicação ainda está muito longe, talvez fora do seu alcançe.

As próximas primárias serão no Wyoming neste sábado e logo depois no Mississippi, próxima terça. Dia 22 será a vez da batalha na Pennsylvania. Depois Guam, Indiana e Carolina do Norte. West Virgínia em 13 de maio e uma semana depois em Kentucky. Depois seguem os vizinhos Oregon, Montana e South Dakota. A última primária seria em Porto Rico.

Se Hillary vencer todos, teria "momento", mas talvez faltassem números. Se ela vencer em estados que claramente devem fornecer a Obama vitórias certas e robustas, como Mississippi, Indiana, Oregon e Carolina do Norte, e ainda ganhar (por margens razoáveis) os outros citados acima - ainda assim, ela não chegaria em vantagem na convenção democrata em Denver, Colorado.

Ficaria nas mãos dos super-delegados decidir o páreo. Eles poderiam virar o jogo, mas é improvável que ocorra. Inverter o resultado das primárias seria destruir a unidade do partido. Obama, neste caso, além de ter mais delegados, contaria certamente com uma pequena vantagem no voto popular. Inverter e jogar Hillary na cabeça de chapa seria suicídio eleitoral.

É matemática pura e simples, com um pouco de análise política, é claro, mas os números se movem na direção de Obama, em minha opinião, nem um esforço sobrenatural dos Clinton tira a indicação do senador por Illinois. A partir de agora, ele somente precisa administrar sua vantagem.

Obama divulga arrecadação

A campanha de Barack Obama acaba de divulgar a arrecadação oficial de fundos em fevereiro.

Chegou a US$ 55 milhões. Apostei em US$ 60 milhões. Era o que a análise dos fatos dizia. Cheguei perto em meu palpite. O valor mostra a força da sua candidatura.

Hillary divulgou, logo depois, que sua campanha já arrecadou mais US$ 3 milhões desde as vitórias no Texas, Ohio e Rhode Island.