domingo, maio 06, 2007

SARKOZY Président - www.sarkozy.fr

Quem tiver oportunidade e curiosidade, acesse o site de campanha de Sarkozy (http://www.sarkozy.fr), para assistir um vídeo muito bonito de sua campanha.

Este Blog nunca escondeu sua admiração pelo pequeno e fantástico Sarkozy. Sempre admirei sua postura como político e minha oportunidade de acompanhar em parte esta campanha, de ter conhecido Sarkozy, e ver admirado um homem que venceu defendendo suas convicções, é uma experiência fabulosa.

Já acompanhei dezenas de campanhas, mas quando se está perto de Sarkozy, sentimos que ali está um homem que defende a política como ela deveria ser, um embate de idéias, de projetos e convicções.

Ele merece esta vitória. Sua jornada foi dura e difícil. A recompensa deste belíssimo êxito, vencendo com propostas liberais em uma França historicamente socialista, um político que soube despertar a sede de mudanças e reformas em um país que parecia adormecido, é um daqueles momentos raros na política.

Hoje o pequeno Sarko, um grande orador, um político notável, obteve sua primeira glória de um novo tempo, pois se ele realmente despertar a França deste sono profundo imposto pelos socialistas, nascerá um gigante econômico, uma potência admirável, um modelo de país a ser seguido.

Sarko realmente nos faz acreditar, como ele mesmo pregou, que aujourd'hui, ensemble, tout EST posible.

Merci, Sarkozy.

SARKOZY Président - La fête à la place de la Concorde à Paris

As estações de metrô parisienses de Concorde, Tuileries e Madeleine foram fechadas por volta das 18h45m.

Imaginava-se já que se Sarko vencesse e a festa da vitória se espalharia por ali. Não deu outra.

10.000 pessoas se aglomeram comemorando a vitória de Sarko na "Place de la Concorde". Sarkozy, com sua esposa, Cecília, se dirigem agora para lá.

O entusiasmo e a festa tomam conta de Paris e outras cidades como Lyon. É uma vitória histórica.

SARKOZY Président - O Telefonema

Foi o vencedor quem chamou a derrotada. O telefonema veio de Sarkozy, que ligou para Ségolène antes de se dirigir aos seus eleitores. Uma conversa cordial que não poderia deixar de ser realizada. Foi um bonito movimento de Sarkozy.

SARKOZY Président - Mensagens de felicitações dos líderes mundiais

Os parabéns ao grande vitorioso Nicolas Sarkozy começam a chegar de todo o mundo.

Os primeiros são os países próximos, como a Espanha, pelo chefe de governo, Zapatero, que apoiou abertamente a socialista Royal. Chegam também da parceira ideológica Angela Merkel, da Alemanha e atual Presidente da União Européia. Da Inglaterra, Tony Blair, por telefone. E desde de Rabat, o Rei do Marrocos, Mohammed VI, manda também suas felicitações. Dos Estados Unidos, já chegaram os parabéns de Bush.

Da França, além do cumprimento do presidente Chirac, chegou o cumprimento de François Bayrou, aquele que disse que não votaria em Sarko.

SARKOZY Président - Nicolas discursa na sede da UMP

Sarkozy acaba de fazer seu discurso de vitória na sede da UMP. Foi contido e sério, apesar de estar emocionado.

Iniciou dizendo que os franceses perdiram mudança e ele trará mudança.

Afirmou que deve acabar qualquer sentimento de exclusão com o fim das eleicões.

Pediu respeito aos votos que recebeu Royal. Como na campanha, disse que deseja ser o Presidente de todos os franceses. Não é hora de dividir. Chamou Ségolène ao diálogo e a concertação.

Falou em tolerância e pediu evitar o sectarismo.

Aos parceiros europeus disse que vejam a Europa unida, que se ele enxerga como europeu. Enfatizou a parceria aos povos do mediterrâneo. Chegou o tempo da união Mediterrânea, disse.

E vejam isso, amizade da França com os Estados Unidos. Sarkozy mudará os rumos da política externa francesa, certamente.

Por fim, fez um apelo fraterno aos africanos. Quer ajudar contra doença, fome e pobreza. Disse que deseja decidir juntamente com eles uma política de imigração dentro dos pressupostos da tolerência, liberdade e democracia.

Terminou assim: "Viva a República, Viva a França!!"

Seguiu agradecendo e dizendo, muito obrigado, muito obrigado para todos os presentes.

SARKOZY Président - Nicolas chega para discursar na UMP

Enquanto Ségolène chegou com os vidros fechados em um elegante e luxuoso carro prata para agradecer seus eleitores e reconhecer a derrota, o vencedor Nicolas Sarkozy chega em um Renault Mégane com os vidros abertos ovacionado por uma multidão que canta repetidas vezes "La Marseillaise" em frente a sede da UMP.

Inicia neste momento seu discurso.

SARKOZY Président - Primeiros números estimados

Instituto TNS-Sofres

Nicolas Sarkozy: 53,5%
Ségolène Royal: 46,5%
Brancos e Nulos: 3,5%
Abstenção: 14,5%
Participação: 86% do eleitorado (recorde)


Instituto CSA/CISCO
Nicolas Sarkozy: 53,5%
Ségolène Royal: 46,5%

Nicolas Sarkozy président de la République !!


Os institutos de pesquisa foram unânimes. Sarkozy é o novo Presidente da França.

Neste momento, a bela Ségolène admite a derrota em entrevista coletiva.

Voltarei com mais informações.

sábado, maio 05, 2007

"Faltam 2 dias para acabar com a herança de maio de 68"

No mesmo dia em que vários institutos de pesquisa apontavam seu crescimento, Sarkozy foi contundente em Montpellier. Disse que "faltam 2 dias para acabar com a herança de maio de 68".

Muitos jóvens estão apoiando o candidato da UMP. Quando perguntei a alguns deles se não havia medo de que Sarkozy desmantelasse o sistema de "proteção social" do estado francês, eles foram enfáticos: "Quem se preocupa com o amparo social são as pessoas mais idosas e adultas, que se acostumaram a depender do Estado e votam pelos socialistas. Nós, ao contrário, queremos menos Estado para que possamos escolher o que fazer com nosso dinheiro. Não queremos que o Estado escolha por nós".

Esta declaração bate de frente com as manifestações de estudantes contra o fim do amparo do Estado, que ocorreram em Paris em 2005.

O que me faz pensar que essas "manifestações" em Paris são realizadas por uma minoria barulhenta que se faz ouvir e acaba por pautar a imprensa.

A grande manifestação de jóvens está por vir, e será amanhã, domingo, na urnas francesas. Tudo indica, como mostra o cartaz do estudante nesta foto, que eles querem reformas, que eles querem Sarkozy.

Cai a máscara de Bayrou. Faltou combinar com seus eleitores

François Bayrou deixou cair a máscara. Antes do debate disse que não votará em Sarkozy. Bem, como as opções são duas, dá para imaginar em quem votará.

Podíamos já imaginar esse movimento, quando participou em um debate com Ségolène que mais parecia um bate-papo de bar entre amigos.

Perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. Apresenta-se inclusive em falta de sintonia com seu eleitorado, que segundo as pesquisas migrará maciçamente para Sarko.

E agora Bayrou? Se Sarkozy ganhar, o centro irá para esquerda? Ou já foi?

sexta-feira, maio 04, 2007

Sarkozy com a mão na taça

Enquanto me preparo para deixar a França assim que a eleição presidencial chegar ao fim, recebo números de pesquisas que praticamente enterram qualquer pretensão da bela Ségolène em vencer o pleito presidencial. Só a ocorrência de algo fora do comum e do esperado tira a vitória do candidato da UMP.

Sarkozy fez um debate impecável. Era a última chance de Royal. Sarkozy ampliou a vantagem. Seguem os números.

LE FIGARO - Pesquisa TNS-Sofres-Unilog
Sarkozy: 54,5%
Royal: 45,5%

PESQUISA IPSOS y DELL
Sarkozy: 54%
Royal: 46%

LE PARISIEN - NOUVEL OBSERVATEUR - Pesquisa CSA para Lê Parisien-Tele.
Sarkozy: 53%
Royal: 47%

LIBÉRATION - Pesquisa OpinionWay para o JDD.fr.
Sarkozy: 54%
Royal: 46%.

quinta-feira, maio 03, 2007

Eles não falam francês

Acompanhei as reportagens dos jornais da noite no Brasil e somente existe uma explicação para as equivocadas notícias que divulgam via seus correspondentes aqui na França: eles não falam francês.

Uma reportagem começou assim: "Ele defende a energia nuclear. Ela a energia limpa". Que fique registrado, Sarkozy não defendeu a energia nuclear no debate. Esta defesa ficou a cargo da "energia limpa" Ségolène.

Ao final da reportagem ainda foi dito: "Segundo as primeiras sondagens, ainda via internet, Ségolène ganhou o debate. Era o que ela precisava para virar o jogo".

Na Inglaterra, França e Espanha, as primeiras manchetes já eram em sentido contrário. O The Times disse que a socialista perdeu sua grande oportunidade e que seria uma ótima Primeira Dama. "Royal desaponta seus apoioadores", noticiou na mesma linha.

Enquanto o Brasil seguia em rota de desinformação, os diários espanhóis foram unânimes em noticiar o desespero da socialista que perdeu a cabeça e calma no meio do debate. "El profesor paciente y la alumna cabreada", noticiou o El Mundo.

A explicação para a péssima cobertura tupiniquim, se não for maldade ou incompetência, só pode ser uma: os correspondentes brasileiros não devem falar francês (e nem espanhol, porque poderiam ter acessado os diários madrilenhos...e nem inglês, era só acessar também via internetos londrinos).

E para fechar, um detalhe. O Le Figaro publicou sua pesquisa. Sarkozy ganhou o debate na visão dos 53% dos franceses. Pode ser o mesmo número de sua votação. Enquanto isto, Ségolène atingiu 31%. Nem seus pares acreditaram que ela foi bem.

Leiam mais o nosso Parlata, meus caros, leiam mais o Parlata.

quarta-feira, maio 02, 2007

Le Débat: impressões do Blog

Sarkozy foi mais calmo, sereno. Ségolène, como sempre mais do que belíssima, cumpriu com o papel de quem está atrás nas pesquisas, foi agressiva para induzir o candidato da UMP ao erro. Não conseguiu.

O antigo ministro do Interior centra suas posições em diminuir o tamanho do Estado, enquanto a Presidenta da região de Poitou-Charentes é vaga em dizer como pretende reformar o Estado, para ser mais "eficaz e econômico" segundo ela.

Sarkozy foi mais objetivo e direto. Ségolène conseguiu manter a calma até 22:30, com 1h 30m de debate, quando se perdeu na questão da energia nuclear. A partir daí não conseguiur mais se recuperar diante de um calmo Sarkozy que cada vez lhe provocava mais.

Ségolène estourou por volta das 22:55, com 1h 55m debate, quando ouviu de Sarkozy: "Para ser Presidenta é preciso manter a calma".

Acredito que também faltou para Ségolène a objetividade em temas como a Turquia, onde claramente vacilou quando Sarkozy fez uma pergunta direta e objetiva.

Dizem que debates não podem ser ganhos, pode-se apenas perdê-los. Sarkozy, que vinha na frente, não perdeu. Porque? É simples. Tem idéias claras, experiência e foi objetivo como sempre.

Sem qualquer surpresa contra Sarkozy no debate, ele se encaminha para vencer as eleições presidencias por aqui no domingo.

Le Débat: Conclusões Finais

Sarkozy tirou seu tempo para elogiar sua oponente e enaltecer a República. Ségolène preferiu dizer que não prefere não falar de nomes, mas de idéias.

Para Sarkozy, a crise francesa é a crise do trabalho. Sua revolução é por via do trabalho. Certamente vem via desregulamentação. Tudo é resolvido por via do trabalho, da geração de empregos via corte de impostos. Não há crise moral, há uma crise de falta de trabalho que leva a desagregação moral e da sociedade. "É preciso viver em um país em que as pessoas trabalhem e conquistem suas coisas ao invés de ganhá-las do Estado".

Ségolène diz que não se deve acreditar nela somente porque é mulher, mas lembrou de Angela Merkel, na Alemanha. As mulheres, segundo ela, são capazes. No mais, suas palavras finais seguem como um apanhado geral sobre vários temas, como a proteção do trabalho. Ela vê uma França criativa, imaginativa com sua liderança.

Le Débat: A República

Aqui há uma divergência séria.

Sarkozy acredita que a V República deu uma lição de fortaleza com a alta participação dos eleitores. Acredita em um governo de coalizão e de seu nome como um candidato de um movimento, não somente como um partido. Acredita nas instituições, na democracia e na França republicana.

Ségolène, ao contrário, diz que a instituições francesas estão em fadiga, porque a França mudou, o mundo mudou. Fala em democracia participativa, ao contrário de Sarkozy, que disse acreditar na legitimilidade da Assembléia Nacional. Ela quer refundar a democracia francesa, segundo ela, para uma versão moderna.

Agora seguirão para as consideracões finais. Sarkozy falou 3 minutos a menos do que Royal até aqui.

Le Débat: Imigração

Sarkozy promete apertar na imigração ilegal. Disse que os imigrantes africanos que desejam vir para cá com a família precisarão já possuir casa, trabalho e falar a língua francesa.

Ségolène diz que não se pode deixar que países africanos francófonos sofram, e que eles vem para a França buscar trabalho, moradia e saúde. Pede a ajuda dos outros países europeus com a África. Ségolène apela ao emotivo.

Sarkozy responde que a França não pode acolher toda a miséria do mundo. "Temos o direito de escolher quem viverá em nosso país". É realista, não busca o apelo emocional de Royal.

Le Débat: União Européia

O tema agora é a União Européia. Sarkozy diz que é contra a entrada da Turquia na União. Ele pergunta qual a posição da socialista, já que segundo ele, a Internacional Socialista é a favor. Ségolène não responde. Diz que é preciso de discussão e referendo. "O Presidente precisa ter suas posições", diz Sarkozy.

Le Débat: Ségolène perde a calma

Sarkozy alerta Royal que existe uma diferença entre a França real e virtual. Ségolène havia dito que defende a criação e manutenção de creches públicas. O candidato da UMP é contra e prefere que as crianças fiquem com os pais, em creches privadas, como por exemplo no trabalho.

Ségolène segue a cartilha dos candidatos de esquerda. É agressiva, ataca e mostra indignação. Acusa Sarkozy de mentiroso e de um fraco ministro.

Sarkozy pede que Royal mantenha a calma. A socialista que diz que não ficará calma e começa a perder a cabeça.

Sarkozy provoca a socialista ainda mais. "Não sei como "madame" Royal perde a cabeça assim, uma pessoa sempre tão calma". Ségolène transborda raiva e não deixa Sarkozy terminar de falar.

Sarkozy pede calma mais uma vez, acalma o debate e começa responder de forma tranquila. "Você perdeu a calma com muita facilidade. Um Presidente da República não pode perder a calma assim".

Os mediadores pedem calma a Royal.

Le Débat: O duelo Verde

O debate agora se voltou aos temas relativos ao meio ambiente. Ségolène diz que a França é vista como um país que polui muito e pretende criar vantagens para empresas ecologicamente responsáveis.

Sarkozy responde. Diz que a solução da socialista é criar novos subsídios para tudo e diz não saber de onde ela tirará dinheiro para tudo isso. Segundo Sarkozy é preciso diminuir impostos para criar mais postos de trabalho e para que a França pare de perder empresas para outros países da União Européia, que preferem outros lugares com impostos mais baixos.

E a discussão vira para energia nuclear. Sarkozy coloca Ségolène nas cortas. Está errática, diz que defende a energia nuclear e se perde nos números sobre a dependência de energia nuclear da França. Sarkozy corrige a socialista.

O candidato da UMP é enfático: é preciso diminuir a dependência francesa da energia nuclear. Ele é contra a energia nuclear e explica para Royal as diferentes fontes alternativas de energia.

Agora Ségolène se corrige, diz que prefere diversificar a matriz energética, mas ao ser pressionada por Sarkozy diz que sim, é a favor da energia nuclear.

Le Débat: Ségolène vai ao ataque

Ségolène vai ao ataque. Diz que vai criar casas populares decentes e incentivará a criação de empregos gerando uma ajuda para que jovens empreendedores criem seu próprio negócio.

Sarkozy está calmo, parece um professor ensinando Ségolène como governar. A socialista está ficando mais agressiva, atacando Sarkozy. É a estratégia de quem está com 48% das intenções de voto e perdendo. Busca desconstruir Sarkozy de qualquer maneira. Ségolène segue a estratégia correta até o momento. Deixou a posição de defesa e foi ao ataque.

Le Débat: O duelo Sarkozy vs. Royal começou

O candidato da UMP, Nicolas Sarkozy, e a socialista Ségolène Royal começaram há pouco o esperado debate presidencial antes do segundo turno.

Todos aqui na França acompanham o debate. As ruas estão vazias. Esta eleição realmente mobiliza o povo francês.

Grande parte da primeira parte do debate está sendo sobre a polêmica das 35 horas semanais de trabalho, algo sagrado até o momento. Sarkozy ataca fortemente esta medida, dizendo que a França está atrás de outros países porque trabalha menos. É preciso ser corajoso para defender isto na França.

Royal, por sua vez, defende as 35 horas, que segundo Sarkozy oneram a economia francesa em mais de 15 milhões de euros sem trazer benefícios. Ségolène defende que o Estado gaste mais para proporcionar programas que incentivem o trabalho.

Sarkozy diz que Royal somente criará mais impostos.

Ségolène realiza comício de encerramento de campanha em Paris

Foi estimado que Ségolène juntou, em seu comício final de campanha, cerca de 50.000 pessoas, um pouco mais que Sarkozy, que concentrou 40.000.

Ségolène escolheu o estádio aberto de Charléty, em Paris, com capacidade para 45.000 pessoas.

Seu discurso foi fraco em vários sentidos. Apresentou pouco do que pretende fazer, ou seja, continua se colocando como uma incógnita para parte do eleitorado. Atacou muito Sarkozy, especialmente rebatendo trechos do discurso do líder da UMP em seu comício. Foi um erro, deixou-se pautar por Sarkozy, um erro básico em qualquer campanha.

A repercussão aqui pela França do comício de Sarkozy foi mais forte, ou seja, Ségolène perdeu uma boa oportunidade.

Confesso que preferi o comício de Sarkozy, ademais, o líder da UMP tem uma presença muito mais marcante que a bela Ségolène, que ainda demonstra um pouco de fragilidade.

Royal teve seus méritos também. Fez seu comício no primeiro de maio, aproveitou o dia do trabalho e o feriado, foi agressiva para tentar vincular Sarkozy ao autoritarismo, ou seja, foi incisiva na campanha negativa, algo indicado sempre em eleições que estão em segundo turno. Seus cartazes de campanha estão muito mais bonitos, agora coloridos e mais alegres, valorizando sua marcarte beleza.

Hoje teremos o esperado debate do segundo turno. Comentarei por aqui.

Le Pen prega abstenção no Segundo Turno francês

Le Pen, como já havíamos previsto neste Blog e em meu último artigo que pode ser encontrado no Parlata, anunciou sua neutralidade em relação ao segundo turno das eleições presidenciais francesas.

Segundo ele, votar em Ségolène é "perigoso" e apoiar Sarkozy é "insensato".

Como sempre faz por aqui, reuniu seus eleitores na praça central da Ópera Garnier de Paris para falar com seus eleiotres. Le Pen teve cerca de 3,8 milhões de votos.

O líder da Frente Nacional disse que prefere uma resposta ou uma revanche de seu eleitorado nas eleições legislativas de junho, que influirão na escolha do Primeiro-Ministro.

Mesmo assim, pelo que vejo nas ruas por aqui, a maioria dos votos de Le Pen deve realmente ir para Sarkozy.

Sétima vítima fatal em Palencia

Seguem as buscas em Palencia. Chegou-se ao resgate do sétimo corpo nos escombros. Ainda procura-se por mais duas pessoas, um jovem de nacionalidade romana, Eduard, e uma senhora de avançada idade que se chamaria Petra.

Até o momento, a polícia divulgou como vítimas fatais as seguintes pessoas: Hilario de 57 anos e seis mulheres, L.M.A, de 91 anos; J.M, de 86 anos; A.M, de 83 anos; M.L.G.P, de 63 anos; A.I.A.R, de 35 anos y R.R.B, de 20 anos.

As buscas ainda seguem.

terça-feira, maio 01, 2007

Desabamento de prédio em Palencia

Até agora o número de mortos chega a três, mas pode ser maior. Uma explosão e posterior desabamento de um prédio de 5 andares em Palencia, Comunidade Autônoma de Castilla y León, pode ter sido causada por um vazamento de gás.

O prédio tinha 5 andares e contava com dois apartamentos por andar. Ali vivam entre 35 e 40 pessoas. A explosão causou danos a um raio de 200 metros.

As equipes de resgate seguem no local. Foram encontrados também, até o momento, 10 feridos.

O prédio tinha entre 40 e 50 anos.

Não há, até o momento, qualquer especulação sobre a possibilidade de ter sido um atentado terrorista. Tudo indica que não.

Caso apareça qualquer fato novo, publicarei aqui.

segunda-feira, abril 30, 2007

De Juana caminha pelas ruas de San Sebastián

Este é Iñaki de Juana Chaos, terrorista do ETA responsável por no mínimo 25 mortes na Espanha, condenado a 3.000 anos de cárcere, e que o governo Zapatero ajudou a colocar caminhando pelas ruas, como vemos nesta foto.

De Juana cumpre parte de sua pena se recuperando de uma greve de fome (que colocou o governo Zapatero de joelhos) no hospital Donostia de San Sebastián, um dos mais chiques balneários espanholes, localizado em Euskadi (País Basco).

Aqui ele aparece fazendo "uma caminhada" com sua namorada Irati Aranzabal, seguindo "orientações médicas".

25 mortos e o terrorista caminhando por um balneário chique da Espanha sob guarda da polícia, acompanhado de sua namorada. Por que o governo socialista de Zapatero é tão condecedente com os terroristas? Algum motivo certamente existe.

Sarkozy encanta em Paris

Aqui na França, mais precisamente em Paris, Sarkozy reuniu mais de 50.000 pessoas para o seu grande último encontro com os eleitores antes do segundo turno. Acompanhei todo o evento.

No ginásio esportivo de Bercy, Sarkozy foi ovacionado e como sempre, deu um show. A oratória perfeita aliada a sua força contagiante tomou conta dos arredores de Paris. Ali estava toda cúpula de seu partido, a UMP, artistas, personalidades do esporte, como Alain Prost, e uma multidão de franceses, inclusive do partido de Bayrou, a UDF, entusiasmadas com o pequeno político (possui 1,65m) que foi brindado com mais de 11,5 milhões de votos no primeiro turno.

Admiro Sarkozy por não mudar seu discurso e suas convicções para vencer. Falou que é necessário enterrar 1968, do potencial francês emperrado por leis arcaicas, dos imigrantes e sua atuação no Ministério do Interior, da Chechênia, clamou por união, para a construção "da grande França que nós merecemos". É um político autêntico, de coragem e mostrou que está pronto para governar, como ele mesmo diz, "sendo o porta-voz de todos os franceses".

Não se enganem. Sarkozy, que é chamado por todos os lados de conservador, tem uma veia liberal fortíssima.

Encerrar com "La Marseillaise", como sempre, emociona até aqueles que não são franceses, como nós. É impressionante a força do pequeno Sarko.

Manifestação em Istambul

Esta sem dúvida foi a imagem do domingo, pelo menos aqui na Europa. A manifestação em Istambul foi muito bonita. O protesto foi convocado por setores laicos que não desejam a continuação da seguida "islamização" do país. 1 milhão de pessoas estiveram presentes.

O atual Primeiro-Ministro da Turquia, o islamita Recep Tayyip Erdogan decidiu, prudentemente, retirar sua candidatura para Presidência depois de uma manifestação de 400.000 pessoas na capital, Ankara, dia 14 de abril, contra ele. Em seu lugar, lançou a candidatura do ministro de Relações Exteriores, o islamista moderado Abdulá Gül. O Exército já mandou avisar ao governo que é um incondicional defensor do secularismo.

A Turquia é um belo e um dos raros exemplos de convívio pacífico entre islã e democracia, pelo menos até o momento. As manifestação alertam para o risco de aventuras golpistas. Valerá a pena ficar de olho nos movimentos do Parlamento turco (que elege o Presidente) nesta semana.

Sou partidário da entrada da Turquia na União Européia. A liberdade econômica do bloco certamente diminuiria o avanço islâmico. A Europa não pode mais fingir que nada acontece em suas fronteiras. Já é hora de trazer a Turquia para dentro do clube, pois certamente é muito melhor existir uma Turquia aliada aos valores ocidentais, do que cooptada pelo extremismo islâmico do Oriente Médio.

Nasce a Infanta Sofía

Nasceu neste domingo em Madrid, Sofía, filha de Felipe e Letízia, Príncipes de Astúrias e oitava neta do Rei Juan Carlos e da Rainha Sofía.

Sofía, que leva o mesmo nome que a avó paterna, é a terceira na linha sucessória da coroa espanhola, depois de seu pai, Felipe de Borbón, e sua irmã mais velha, infanta Leonor.

Sofía, nascida de cesariana, pesando 3,310 kg e medindo 50 cm, terá tratamento de Alteza Real e Infanta da Espanha.

Felipe, príncipe e pai da pequena Sofía, não conseguia esconder sua emoção.

A mãe, princesa Letízia, passa bem.

domingo, abril 29, 2007

Garzón permite que ANV se apresente nas eleições

Baltasár Garzón, juiz da Audiência Nacional, decidiu que o partido Acción Nacionalista Vasca (ANV) não terá suas atividades suspensas porque, segundo ele, não possui qualquer vinculação com o ETA-Batasuna.

Como sabemos, tudo indica o contrário e Garzón chegou a deixar isto claro em sua decisão, especialmente quando alegou: "resulta claro que existem dados que demonstram a proximidade, influência e possível participação do Batasuna, através de seus responsáveis, na formação de algumas listas eleitorais".

Em outras palavras, membros do Batasuna conseguirão concorrer nas eleições. Pergunta que fica para Garzón: o que precisaria para ilegalizar o ANV?

Distúrbios em Tallinn

Cheguei na França há alguns dias para acompanhar os últimos movimentos da eleição presidencial. Assim que pisei em território francês liguei na BBC e percebi que algo passava em Tallinn, Estônia. Fiquei preocupado, afinal, todos que amam a liberdade nutrem uma especial admiração pela Estônia. Comigo não é diferente. Havia distúrbios em função da retirada de uma estátua, um símbolo russo, como forma de enterrar um dos períodos mais negros de sua história.

É preciso entender que a Estônia esteve sob ocupação soviética, e em consequência russa, durante décadas, quando sofreram perseguições e atrocidades impostas pelo assustador e violento regime socialista/comunista.

O trauma dos estônios é enorme. Conseguiram se libertar das amarras da comunismo e da Rússia, encontrando na liberdade a melhor saída. A Estônia se converteu em um dos países mais livres da Europa.

Mas hoje, a população é formada por estônios e, em menor parte, por antigos imigrantes russos, o que tem gerado algumas tensões.

A retirada desta estátua é simbólica para os estônios, pois supulta parte dos horrores sofridos pela ocupação comunista soviética/russa. É uma dor para os estônios/russos, já em segunda e terceira geração, por sentirem que é um ataque a sua história.

Aí está a crise. Este é o ponto fulcral dos distúrbios em Tallinn.

Entendo a tristeza dos imigrantes russos, mas sepultar os horrores de um regime criminoso como o comunista é um dever de qualquer país que seja honesto com a sua história.

E a Rússia, que tenta influir na questão, deve ficar calada e respeitar a auto-determinação da Estônia, que há muito deixou de fazer parte de seu antigo império comunista de horrores.

quinta-feira, abril 26, 2007

Espanha recebeu 636.000 imigrantes em 2006

A Espanha foi o país da União Européia com maior crescimento populacional em 2006. O principal motivo? Imigração. 636.000 pessoas imigraram para o território espanhol.

O crescimento total da população espanhola foi de 726.100 pessoas. O crescimento sem o fluxo imigratório ficou em 90.000. A Espanha atingiu um total de 44,4 milhões de habitantes.

A total da União Européia ficou em 494,7 milhões, um incremento de 0,37%, ou seja, o menor dos últimos anos, tendo crescido em 1,8 milhão de habitantes em 2006.

A população diminuiu na Alemanha, Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Polônia, Romênia e Bulgária. Vale lembrar que estes dois últimos passaram a fazer parte da União somente a partir de janeiro de 2007.

Depois da Espanha, o maior crescimento populacional ficou por conta da França (450.100), Reino Unido (314.000) e Itália (182.100).

O mais interessante é que a Espanha, apesar de ser o país que mais recebeu imigrantes, é aquele que tem menos problemas de choque cultural e identidade, ao contrário da França ou Reino Unido.

Isto ocorre por um motivo muito simples, a Espanha possui uma preferência clara para imigrantes latino-americanos, identificados com sua cultura, regilião e língua. As antigas colônias britânicas e francesas não internalizaram a cultura dos colonizadores da mesma forma que nós, daí a diferença brutal de adaptação no ciclo inverso de imigração que está em curso.

ETA tenta participar das eleições de qualquer maneira

Os membros do Batasuna, braço político do ETA na ilegalidade, não são bobos. Tudo indica que além de formarem partidos mais robustos, como o Abertzale Sozialisten Batasuna (ASB), estão usando uma tática que pode ser muito eficaz para poder concorrer nas eleições locais de 27 de maio.

Em Navarra e Euskadi (País Basco) há suspeita de inserção de nomes de membros da izquierda abertzale em mais de 800 listas de candidatos locais. Para termos uma idéia, há mais de 225 listas que contém menção ao nome Abertzale Sozialistake. Também estão sob suspeitas 252 listas da Acción Nacionalista Vasca (ANV). Além disso, mais 300 sob suspeita com nomenclaturas díspares.

Partidos, grupos e pessoas ligadas ao terrorismo não podem concorrer nas eleições espanholas. Há muito trabalho para os juízes se a Lei de Partidos for severamente aplicada.

quarta-feira, abril 25, 2007

Bayrou diz que não apoiará nem Sarkozy, nem Ségolène

Bayrou pode ser a carta decisiva nas eleições francesas. Seus 18,55%, se plenamente direcionados, podem decidir o segundo turno.

Na primeira coletiva pós-eleições, o centrista disse que não apoiará nem Sarkozy, nem Ségolène no segundo turno.

Se Bayrou estiver realmente ciente do capital político que construiu, saberá tomar a decisão correta. Ele tem o mérito de abrir o "caminho do meio" na política francesa. Disse que criará um partido, que em princípio se chamará Partido Democrático.

A principal decisão de Bayrou é: mirar no longo prazo visando a Presidência ou acomodar-se politicamente na próxima administração. Com o capital político que possui, pode inclusive arquitetar sua nomeação como Primeiro-Ministro em aliança com Sarkozy ou Ségolène. O risco, neste caso, é seu grupo perder a alma de centro que catapultou seu nome.

Qualquer decisão tem prós e contras. Bayrou, neste momento, decidiu pela prudência, entretanto, deve dosar essa posição. Se a prudência, no curto prazo, é indicada, no longo, pode mostrar-se como seu mais perigoso inimigo, destruindo sua imagem e capital político, evidenciando um líder errático e vacilante, incapaz de tomar decisões.

Paraguai despreza Zapatero

Vejam só. Logo depois de realizar a última postagem, que está abaixo, vejo uma notícia no diário El Mundo informando sobre a decisão do Presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, de adiar sua visita já programada a Madrid, devido a falta de respeito, inclusive verbal (o que não é novidade por aqui) e maus tratos do governo espanhol com os nacionais de seu país que viajam para a Espanha.

Passou um corretivo em Zapareto, que consegue ser desprezado e tomar lições do Paraguai.

Nicanor Duarte deu exemplo. Quem dera Lula e o pomposo e ineficaz Itamaraty tomassem lições com o governo de Assunção.

Finalmente Zapatero recebe a visita de um mandatário estrangeiro

Zapatero recebeu a visita de um mandatário estrangeiro. Isto é um fato que merece registro, afinal de contas, a Espanha de Zapatero segue fora dos grandes fóruns internacionais e distante da amizade dos grandes players do mundo.

A Espanha está literalmente na geladeira. Zapareto, que disse que aproximaria a Espanha da Europa, realizou uma sucessão de tolices, uma política externa débil que beira a idiotia. Conseguiu a hostilidade de Tony Blair, quando chamou o Primeiro-Ministro do Reino Unido de imbecil. Logrou a antipatia da Alemanha, quando chamou Angela Merkel, que hoje além da Chancelaria alemã ocupa a Presidência rotativa da União Européia, de fracassada. Subiu no palanque de Ségolène Royal na França, o que pode trazer a inimizade do provável vencedor, o franco favorito Sarkozy. Zapatero tenta também há tempos ser recebido na Casa Branca, sem sucesso. Os americanos não querem conversa com ele.

Ou seja, mantendo-se no eixo Venezuela, Irã e Cuba, párias da comunidade internacional, inimigos da democracia e dos Direitos Humanos, se coloca cada vez mais longe das decisões importantes do mundo.

Sua política externa é um fracasso.

Ah, quem visitou Zapatero foi Pervez Musharraf, presidente do Paquistão. E como não é bobo, depois de almoçar com o Presidente de Governo em Moncloa, foi recebido pelo Rei Juan Carlos com um jantar em Zarzuela.

terça-feira, abril 24, 2007

Membros do ETA negam participação no 11-M

As audiências em relação brutal ataque terrorista de 11 de março de 2004 seguem em Madrid.

Desta vez, Henri Parot, Gorka Vidal (foto) e Izkur Badillo, membros do ETA que participaram da chamada "Caravana da Morte", responderam perguntas no Tribunal.

Foram incisivos em dizer que o ETA não teve qualquer participação nos atentados de 11 de março.

Mas vamos combinar, se estivessem envolvidos, se seu objetivo foi atingido, se conseguiram colocar o Zapatero de joelhos, se tem os socialistas na mão depois do atentado de Barajas, se conseguiram se rearmar fortemente durante a gestão de Zapatero, porque iriam estragar tudo e se declarar culpados?

Google, a marca mais valiosa do mundo

Estão vendo esta marca aí? Pois é, já é considerada a mais valiosa do mundo. Ultrapassou a Coca-Cola, General Electric, Microsoft, Marlboro, Wal Mart ou Mc Donald's.

O mais interessante, há 10 anos o nome nem existia. Larry Page e Sergey Brin registraram o nome Google em setembro de 1997.

Segundo o ranking Brandz, publicado pela consultora Millward Brown, as mais valiosas marcas espanholas são Banco Santander e Zara, respectivamente nos postos 47 e 90.

segunda-feira, abril 23, 2007

Sarkozy e Ségolène no Segundo Turno

A eleição francesa não apresentou grandes surpresas, mas algumas conclusões claras podem ser tiradas deste primeiro turno.

1. Sarkozy largou na frente. Com 11 milhões de votos, 31,11%, números superiores aos projetados pelos institutos de pesquisa, larga com segurança para o segundo turno. As primeiras sondagens apresentam o candidato da UMP com 54% de intenções de voto para o novo embate do dia 6 de maio.

2. Se existiu alguma surpresa, foram os eleitores franceses. O grande comparecimento foi um ponto importante desta eleição. 84,6% dos eleitores foram votar. A grande soma de votos de Sarkozy, com grande comparecimento, acaba com o mito de que quando todos votam, os socialistas ganham.

3. A bela Ségolène conseguiu resgatar a dignidade dos socialistas, depois de o fraco Jospin ter sido atropelado por Le Pen em 2002. Teve 25,84%. A dúvida que fica é: Terá fôlego para o segundo turno? Necessita, sem dúvida, do apoio de Bayrou. Pesquisas mostram que Royal teria 46%, insuficientes para bater Sarkozy.

4. Bayrou é o grande vencedor do primeiro turno juntamente com Sarkozy, que superou as expectativas, como já disse. Mas o centrista Bayrou, com seus 18,55%, poderá ser o fiel da balança no segundo turno. Se colocou em uma posição estratégica, tanto para a eleição de 6 maio, como para governar. É a nova força política do centro. Consolidou sua posição.

5. Por fim, o grande perdedor foi Le Pen. Não acertou nesta eleição. Pedeu votos para Sarkozy, um candidato mais conservador que Chirac em 2002. Le Pen estacionou nos históricos 10%, mostrando que seu êxito em 2002 não era real. Muitos de seus votos devem migrar para Sarkozy, mas Le Pen deve pregar a neutralidade.

Estas são as primeiras impressões do primeiro turno. Seguirei até 6 de maio comentando a eleição de nossos vizinhos franceses.

Resultado oficial (apurados 100% dos votos):

Nicolas Sarkozy (conservador) 31,11%
Ségolène Royal (socialista) 25,84%
François Bayrou (centro-liberal) 18,55%
Jean-Marie Le Pen (ultradireitista) 10,51%
Olivier Besancenot (extrema esquerda) 4,11%
Philippe de Villiers (direitista) 2,24%
Marie-George Buffet (comunista) 1,94%
Dominique Voynet (ecologista) 1,57%
Arlette Laguiller (extrema esquerda) 1,34%
José Bové (antiglobalização) 1,32%
Frédéric Nihous (ruralista) 1,15%
Gérard Schivardi (extrema esquerda) 0,34%.

Particiapação: 84,6%.
44,5 milhões de eleitores.

sexta-feira, abril 20, 2007

Zapareto apóia abertamente Ségolène

Agora é oficial. Em um comício em Toulosse, o Presidente de Governo da Espanha discursou em favor de um dos candidatos na corrida presidencial francesa. Sinceramente, como Presidente de Governo, representando todos os espanhóis, Zapatero deveria ficar com a boca fechada e não tentar influir na eleição do país vizinho.

Durante todas as campanhas que já participei como assessor, e olha que não foram poucas, sempre buscamos evitar esta situação, no mínimo embaraçosa.

No que se refere ao apoio dos populares a Sarkozy, não vejo problemas, afinal o PP não ocupa Moncloa neste momento, e portanto, neste sentido, goza de mais liberdade.

Mas Zapatero estava lá. Disse que Ségolène é a síntese de uma França moderna, inovadora, comprometida e valente. Segundo ele, a candidata é sinônimo de mudança e futuro.

Realmente não entendo o que quer dizer Zapatero. Ségolène pode ser tudo menos mudança. A socialista é simplesmente a continuação de todas as débeis políticas de proteção social e complacência que estão jogando a economia e a sociedade francesa no buraco há muito tempo. Chirac, que prometeu mudanças, governou como um socialista medroso. Mitterrand não vale nem a pena comentar.

Se a França deseja mudar, certamente não será votando em Ségolène.

Foi dito que a socialista fez a campanha mais bela. Realmente não sei, mas que há muito não se via uma candidata tão bela, certamente é verdade. Ségolène é mais do que linda, chega a ser difícil de explicar.

Rajoy na TVE, "Tengo una pregunta para usted"

A dúvida estava em saber se Rajoy saberia o preço do cafezinho, ao contrário de Zapatero. Assim foi a expectativa em relação a entrevista do líder dos populares na TVE no programa "Tengo una pregunta para usted".

Ao menos no que tange a audiência, Rajoy ganhou de Zapatero. O popular puxou uma audiência de 6.338.000 telespectadores, enquanto o socialista atingiu 5.834.000. Rajoy teve 504.000 interessados a mais do que Zapatero. Com picos de 7.855.000 telespectadores ontem, o resultado ficou 34,9 para o popular e 30,3 para o socialista.

Rajoy falou um pouco de tudo, de economia, imigração, segurança e terrorismo, 11 M, ETA, De Juana Chaos, saúde, educação, urbanismo e habitação, um dos temas mais sensíveis na Espanha. Se movimentou bem, falou com naturalidade, sem nervosismo e o mais importante de tudo, foi propositivo e espirituoso, com doses certas de humor. Ponto para ele.

Quando questionado quanto ganhava, por uma espectadora que ganha 300 euros, disse: "Ganho realmente bastante mais do que isso, mas trabalho e trabalharei para todos ganhem mais".

Perfeito. Será que Rajoy finalmente está acertando a mão?

A Sinfonia de Messi

Tá certo que Messi é argentino, e para nós brasileiros é sempre dolorido reconhecer as glórias de nossos hermanos, e vice-versa.

Mas abro espaço aqui para homenagear o fabuloso gol de Messi pelo Barcelona contra o Getafe pela Copa do Rey aqui na Espanha. Foi, sem dúvida, uma obra de arte. Messi foi um maestro e logicamente se já era considerado por alguns o sucessor de Maradona, agora tem ainda mais méritos para pleitear tal status.

Quem não viu o gol, similar ao de Maradona em 1986 contra a Inglaterra na Copa do México, não perca, é sublime. Há diversos vídeos no You Tube com o belíssimo gol, que os canais espanhóis seguem repetindo.

quarta-feira, abril 18, 2007

ETA e o risco de novos atentados

Acabo de receber por email o seguinte documento que publico abaixo.

Existe o risco de o ETA estar plantando detonadores pequenos em telefones celulares que são deixados pela rua. O risco, se este documento for verdadeiro, é alto.

As cidades visadas seriam Madrid, Barcelona e Valencia.

Não há dúvidas de que o ETA aproveitou a política de "trégua" do ingênuo Zapatero para se rearmar. Acreditar em negociações com terroristas já ultrapassou o terreno da ingenuidade, já é burrice.


María San Gil se afasta temporariamente da política para curar-se de um câncer de mama

Em uma coletiva de quatro minutos, a Presidenta do PP no País Basco informou que está se afastantando temporariamente da atividade política para se recuperar de um câncer de mama.

María San Gil não estará presente na campanha, nem na pré-campanha para as eleições municipais e autonômicas de 27 de maio.

Suas chances de recuperação depois da cirurgia são de praticamente 100%. Todos torcemos pelo seu pronto restabelecimento e que sua saúde esteja em pouco tempo plenamente perfeita. Fica o registro deste Blog, que torce por ela.

Muito bonita e honrada sua atitude de sinceridade. Qualidades que todos políticos deveriam possuir.

Zapatero na Antena 3

Zapatero esteve ontem no canal Antena 3 respondendo perguntas dos jornalistas Gloria Lomana, Juan Pedro Valentín e Alfredo Urdaci.

Nada de novo. Provocou Rajoy. Chamou o PP a um entendimento depois das eleições locais de maio. Disse que o Lehendakari de Euskadi, Juan José Ibarretxe, tem apenas uma idéia sobre realizar uma consulta popular. Sobre os atentados de Casablanca e Argélia, preferiu não ir a fundo e decidiu fazer uma ligação indireta para falar do atentado de 11 de março de 2004 (que lhe entregou o poder), fazendo insinuações contra os populares.

Ao fim e ao cabo, não disse coisa alguma. Foi mais do mesmo. Zapatero demonstraou o que é, sempre foi e continuará sendo, um fraco.

terça-feira, abril 17, 2007

Eleição na França: Indefinição?

Novas pesquisas foram divulgadas hoje na França. Quanto ao primeiro turno, quase nada mudou. Bayrou segue estancado. Le Pen subiu um pouco e encostou no centrista. Ségolène consolidou o segundo lugar e Sarkozy segue na liderança.

O segundo turno é um fato. Mas são os números do segundo embate que evidenciam a surpresa. Ségolèle encostou em Sarkozy. Surge um empate técnico em 50%.

O primeiro turno, segundo o instituto CSA-Cisco para o diário 'Le Parisien', mostra:

Nicolas Sarkozy: 27%
Ségolène Royal: 25%
François Bayrou: 19%
Jean-Marie Le Pen: 15,5%

Tudo dependerá agora dos apoios colhidos para o segundo turno, do real desempenho de cada candidato no primeiro e mais do que qualquer coisa, das surpresas que o eleitorado francês sempre pode aprontar no dia da eleição. Vale lembrar que Le Pen supreendentemente chegou ao segundo turno em 2002.

Tudo indica, entretanto, uma disputa entre Sarkozy e Ségolène para 6 de maio, com pequena vantagem de saída para o candidato da UMP, na minha opinião.

segunda-feira, abril 16, 2007

Metrô 24 horas em Barcelona

O metrô de Barcelona iniciou, ainda de forma piloto, a abertura do metrô durante toda a noite.

Em Bilbao, capital de Euskadi (País Basco), o metrô já opera durante as 24 horas, mas somente por um período de 6 meses. Barcelona se coloca de forma inteligente entre as grandes cidades do mundo que oferecem o serviço de metrô de forma initerrupta. A oposição, CiU e PP, consideram a decisão, tomadas nas vésperas da eleição, eleitorera.

O fato é que Madrid, governada pelo PP, poderia seguir o exemplo de Barcelona e modernizar-se, ampliando o horário do serviço para as 24 horas do dia. Hoje, o metrô madrilenho fecha 1:30 da manhã e reabre horas depois, 6:00. Mesmo que eleitorera, seria uma decisão que favoreceria e há muito tempo é reclamada pela população.

Fica a reflexão. Madrid poderia se colocar na vanguarda uma vez mais. Se deseja organizar os Jogos Olímpicos, poderia ser um dos diferenciais.

Os Idiotas Latino-Americanos

A Espanha possui um sentimento de forte conexão com a América Latina. Assim, todas as notícias de nosso continente repercutem muito por aqui.

Esta foto de Chavez e Morales, os maiores líderes populistas ao lado de Castro, foi divulgada hoje em Madrid. Os dois se encontraram no programa de televisão do venezuelano, "Alô Presidente".

Como Carlos Alberto Montaner, Alvaro Vargas Llosa e Plínio Apuleyo Mendoza preparam uma nova versão, revisada, do seu fantástico "Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano", fica a sugestão desta foto ser uma das fortes candidatas a capa do novo livro.

sexta-feira, abril 13, 2007

Al Qaeda ameaça Espanha

Colocar Zapatero no poder depois dos atentados de 11 março de 2004, e retirar o PP do poder, não acalmou a Al Qaeda. Depois do povo espanhol cair de joelhos e se render frente ao terrorismo, modificando o resultado das eleições gerais, um sinal foi enviado a rede terrorista de Bin laden: o povo espanhol pode ser manipulado pelo terrorismo.

Isto explica porque a Espanha segue sendo um alvo dos radicais islâmicos. Os atentados na África esta semana fizeram soar um alerta em Madrid. O risco ainda é enorme.

Leiam o comunicado da Al-Qaeda no Magreb Islâmico - o novo nome adotado pelo argelino Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (GSPC): "Não ficaremos em paz até que tenhamos libertado toda a terra do Islã dos cruzados, dos traidores e de seus agentes, e não tenhamos posto o pé em nossa Al Andalus expoliada e nossa Al-Qods (Jerusalém) violada".

Al Andalus, leia-se, Espanha.

É nisso que dá acorvardar-se, cair de joelhos e aceitar a chantagem dos terroristas.

A dúvida é: alguém ajudou os terroristas a manipular o resultado das eleições? Quem poderia ter sido? O bom senso fornece a resposta certa, sem dúvida.

quarta-feira, abril 11, 2007

Al Quaeda assume atentado em Argel

Depois de Casablanca, agora foi Argel, sacudida por quatro carros bomba. Um contra a sede governamental e outros três perto do aeroporto.

O saldo foi de 24 mortos e 58 feridos.

Segundo as autoridades argelinas, não há conexão com os atentados suicidas, três homens bomba, no dia anterior em Casablanca, no Marrocos.

Tudo indica que não, mas podem ser células independentes da Al Quaeda que podem estar atuando em sintonia.

quarta-feira, abril 04, 2007

ETA disse para "Comando Donosti" não atacar membros do PSOE

Vejam essa. O líder do "Comando Donosti", José Ángel Lerín, declarou diante da Guarda Civil que as instruções que recebeu do líder do aparato militar do ETA, Txeroki, foram para não atacar qualquer membro do PSOE, PNV, Izquierda Unida, Eusko Askatasuna e Aralar. Ao contrário deveriam fixar suas ações terroristas contra qualquer membro do Partido Popular.

Já estavam sendo traçados planos para assassinar o filósofo Fernando Savater e Maite Pagazaurtundua, Presidente da Fundação de Vítimas contra o Terrorismo.

Haveria alguma séria ligação do ETA com o PSOE? Por que seus membros estariam sendo poupados pelos terroristas?

Existem muitas perguntas que precisam ser respondidas. Veremos se os depoimentos revelam alguma coisa mais.

Será que as peças podem se encaixar até chegar na origem dos atentados de 11 de março de 2004 que levaram Zapatero ao poder?

segunda-feira, abril 02, 2007

Sarkozy lança "Ensemble"

Primeiro foi Ségolène Royal com "Maintenant", agora Nicolas Sarkozy com "Ensemble", em breve será François Bayrou com "Confidences". Todos candidatos com chance a chegar ao Elysée estão lançando livros.

"Ensemble" foi lançado hoje. Sarkozy afirma em seu livro e em suas propostas que quer criar o Ministério de Imigração e Identidade Nacional e o de Assuntos Financeiros para controlar as contas públicas (proibirá por lei o endividamento do Estado), mas irá reduzir para 15 o número de ministérios. Promete assim, equilíbrio das finanças públicas até 2010. Pretende propor "reformas limitadas" na Constituição sem perder a identidade da V Repúlica.

Disse que governará dentro de 3 eixos: "Transparência, cultura do resultado e concertação".

Disparou duas frases ótimas. A primeira foi: "O fracasso não me dá medo, porque já o conheci no passado, e o êxito também não, porque me sinto preparado".

Na segunda referia-se a Ségolèle, que declarou que todos deveriam ter uma bandeira francesa em casa: "Isso fomentará a "indústria das bandeiras", mas não a identidade nacional".

Ironia fina. Sarkozy sempre dá um show.

ETA armado até os dentes

Tudo indica que o "Comando Donosti" do ETA, desarticulado na última semana, somente esperava ordem para atacar.

Tudo isso exatamente depois de um ano que o grupo terrorista negociou com Zapatero a famosa trégua, quebrada com o atentado de Barajas, em dezembro último.

Ou seja, enquanto o ETA estava em "trégua", seguia se armando fortemente, fazendo Zapatero de palhaço, e colocando em risco a vida de todos aqueles que vivem na Espanha.

O grupo terrorista esperou somente o fim da negociações com o governo ZP para, dois meses depois, Garikoitz Aspiazu, ou Txeroki, chefe militar do ETA, delegar a José Ángel Lerín (agora preso) a reconstrução do "Comando Donosti" também conhecido como "Comando Urederra".

Com terror não se negocia, se combate e vence. Será que o Presidente de Governo aprendeu a lição ou seguirá com sua política ingênua, irresponsável e estúpida de negociação que acaba por colocar a vida de milhões de espanhóis em risco?

domingo, abril 01, 2007

A ampliação do Museu do Prado

O ex-Presidente de Governo, José María Aznar, sempre disse que se há algo que traduz a Espanha e que ao mesmo tempo enche de orgulho seu povo, é o Museu do Prado.

Aznar não poderia estar mais correto. O Prado é um desses lugares especiais do mundo, que ninguém deveria deixar de conhecer. Com um acervo belíssimo e de alta qualidade é, sem dúvida, um dos mais importantes museus do mundo.

A boa notícia é que ficaram prontas suas obras de ampliação. Em finais de outubro o Prado abrirá suas portas 50% maior, com 22.000 metros quadrados a mais.

A obra já durava cinco anos, iniciada no governo Aznar, e custou 152 milhões de euros, cerca de 6.000 euros por metro quadrado.

Agora teremos 40 salas a mais, onde se poderá acomodar muito do acervo que está atualmente guardado. Se espera que a exposição permanente receba 500 obras a mais. O museu é dono de cerca de 8.000 pinturas, das quais 1.000 estão expostas, 3.500 nos depósitos do Prado e 3.500 emprestadas para outros museus espanhóis.

A partir de 28 de abril já se poderá visitar a ampliação, mas a solene inauguração, como mencionei, será em finais de outubro, brindada com uma exposição dedicada aos pintores espanhóis do século XIX.

O Prado é a maior jóia da Espanha. Enquanto a ampliação não chega, aqueles que vem a Madrid, sugiro que não deixem de visitar a exposição temporária das obras de Tintoretto, que dura até maio.