segunda-feira, outubro 22, 2007

A Consagração de Räikkönen

De Sofia, Búlgaria. A vitória de Kimi Räikkönen e sua consagração como Campeão do Mundo de Fórmula 1 tem um sabor especial. Enquanto toda mídia estava focada no embate entre Alonso e Hamilton, Kimi soube fazer seu trabalho sem erros e chegar ao objetivo maior.

O resultado tem vencedores e vencidos. Alonso foi um pouco dos dois. Explico. Não levou o título, mas também ficou muito feliz por ter contribuido para que a McLaren, seu time, se desse mal. Se o seu triunfo se tornou impossível, nada melhor do que estragar qualquer possibilidade do time de Woking sair vencedor. Alonso teve um carro confiável toda temporada (não quebrou sequer uma vez), ao contrário de Hamilton (o carro falhou no momento crucial). Por vontade própria o espanhol já estaria fora da McLaren, entretanto possui um contrato assinado com a equipe e uma enorme multa a ser paga para sair de lá. Do lado da equipe, não vale a pena manter Alonso. Ele é manhoso, chato, arrogante e chorão. Precisa de atenção exclusiva e todos esforços da equipe para ele. Isto não ocorrerá na McLaren, que possui outro talentoso piloto, Hamilton. O espanhol sabotou o quanto pode a equipe, denunciando a McLaren para a FIA depois de se beneficiar dos dados sigilosos da Ferrari. Sua permanência na equipe é um risco desnecessário que o time teria no próximo ano. Alonso, para o bem da equipe, deve sair. Se ficar, causará danos. Virou um estranho no ninho da McLaren. Flavio Briatore, da Renault, deseja Alonso no seu time, e para isso tenta que a empresa espanhola Telefônica assine com sua equipe e banque Alonso e a multa da McLaren. Agora entende-se porque o espanhol anda alfinetando tanto a McLaren com o fim do campeonato. Quer se livrar da multa.

Hamilton foi vencido pela juventude, o carro e os erros da equipe. Faltou certamente maturidade de correr pelo campeonato e arriscar menos no começo da prova. Seu carro apresentou problemas. Aliando isto a três paradas no box (uma a mais do que os concorrentes) fez com que seu destino estivesse selado. Ao contrário de Alonso, que não foi traído sequer uma vez pelo carro, Hamilton padeceu com erros de estratégia da McLaren, como no Brasil e na China, além de um pneu estourado há poucos GP's, que lhe custou valiosos pontos que acabaram por tirar o campeonato de suas mãos. Seu erro, no momento final foi a falta de maturidade. Mas repito o que já disse aqui. Ali está um homem de caráter, honesto, confiável. Um excepcional piloto que certamente será um grande Campeão.

Massa é um dos grandes nomes da Fórmula 1 e foi uma pena não estar disputando o título. Ao contrário dos outros pilotos, Massa não teve um carro confiável durante o ano. Vi pessoalmente seu carro se arrastar pelos últimos lugares no circuito de Hungaroring enquanto Räikkönen estava entre os primeiros. Seu abandono na Itália foi lamentável. Se tivesse um carro que não tivesse o traído pelo menos nessas duas vezes, teria chegado vivo para disputar o título no Brasil. Então a história seria outra. Massa, ao contrário do que foi dito, não foi o segundo piloto e trabalhou pelo time da mesma forma que Kimi faria em situação oposta.

Räikkönen foi o grande campeão. Fez valer seu apelido de Iceman. Teve tranquilidade e a sorte esteve ao seu lado quando precisou. Fez um campeonato na sombra das McLaren para assumir a ponta somente na última corrida, ou seja, somente quando precisava. O introspectivo e festeiro Kimi mereceu o título pelo seu trabalho, obstinação e paciência. Esperava o título há pelo menos 4 anos. A Ferrari, ao contrário da McLaren (em razão de Alonso) foi um verdadeiro time e isso levou Kimi ao título. O menos badalado e menos visado dos três chegou na frente. Gosto disso.

Foi um grande campeonato e fiquei muito feliz por Kimi. Feliz também pelo título não parar nas mãos sujas de Alonso, que não mostrou estatura moral para ser campeão. Podia ser Massa, podia ser Lewis, mas estes dois grandes pilotos terão muitas oportunidades no próximo ano. Parabéns ao competente Kimi Räikkönen. Além de tudo, para vencer é preciso ter estrela e os Deuses do automobilismo certamete estavam ao seu lado. Finalmente a Fórmula 1 voltou aos bons velhos tempos.

sábado, outubro 20, 2007

Eleições na Suíça

É bom ficar atento ao resultado das eleições suíças de amanhã. O país, que parece ser muito tranqüilo, especialmente em matéria de política, enfrentou uma de suas mais polêmicas campanhas de sua história.

O partido que deve vencer as eleições, segundo as pesquisas, é o UDC-SVP, nacionalista, liderado pelo atual ministro da Justiça e Polícia, Christoph Blocher. Seu partido tem posições duras no que tange a imigração e despertou repulsa de todos os lados pela polêmica campanha em que um cartaz mostrava duas ovelhas brancas expulsando uma negra de seu território. Blocher e seus colegas são fortemente contrários a entrada da Suíça na União Européia - devemos imaginar a razão..

Se confirmada a vitória dos nacionalistas, Blocher pode se tornar Presidente da Suíça em breve, dentro do sistema rotativo que existe por lá.

É curioso como de tempos em tempos surge um nacionalista com forte apoio popular nesta região da Europa. Na vizinha Áustria ocorreu o mesmo, com a coalizão que trouxe Jörg Haider ao protagonismo da política nacional. Quem pensa que a discriminação e xenofobia foram varridas desta parte do mundo com as feridas deixadas pela Segunda Guerra, está muito enganado. A dissimulação ainda é a melhor estratégia usada por aqueles povos que levam pessoas como Haider e Blocher ao poder.

A conferir o resultado das urnas suíças e seus 4,6 milhões de eleitores.

sexta-feira, outubro 19, 2007

O Tratado de Lisboa e o futuro da Uniao Européia

De Viena, Áustria. A bela capital portuguesa empresta seu nome para o Tratado que nasceu para substituir o projeto da falida Constituição Européia, rechaçada por holandeses e franceses. Nasceu finalmente o Tratado de Lisboa, a mais recente e importante peça do concerto Europeu. Mas o que isto quer dizer?

A arquitetura política foi intensa nos últimos dias e os resutados são os vistos: politicamente tangíveis e economicamente caros.

Do lado político foi possível acomodar os novos Estados membros e suas demandas, como as da Polônia, que conta com um governo em plena crise. Ainda na esfera política, alguns países aproveitaram o movimento para literalmente se dar bem. A Itália, por exemplo, desejava mais poder político, enquanto a Áustria desejava incomodar com temas irrelevates e a Bulgária, com questões formais. No final, todos foram atendidos. Agora o Parlamento Europeu passará a ter 750 deputados e a pesada burocracia de Bruxelas passará por uma reformulação (não necessariamente para melhor..). E quem pagará a conta será o cidadão europeu. Esta é a parte economicamente cara.

A Cúpula de Lisboa alinhavou um novo corpo politico para a UE. Cria até que enfim o cargo de Presidente da UE, com mandato de 2 anos e meio, podendo ser renovado uma vez. Também será criado o cargo de Alto Representante para Assuntos Exteriores e Política de Segurança, que será ao mesmo tempo Vice-Presidente da Comissão Européia. Além disso, mais e mais novos Eurodeputados. Parece que o vício de abrir espaços e mais burocracia para conciliar interesses entre os membros infelizmente ainda está presente nas decisões da UE.

Muito barulho por nada? Talvez. Felizmente o Tratado Constitucional foi sepultado e algo novo, mais tangível, chega em seu lugar com o Tratado de Lisboa. É preciso saber se a nova estrutura funcionará. Será que a União finalmente terá uma única voz, pelo menos no que tange a polítca exterior? Isto é uma incógnita com uma tendência a uma resposta negativa.

A União Européia é uma estrutura política muito mais delicada do que se imagina.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Chega ao fim o casamento de Cecilia e Nicolas Sarkozy

De Viena, Áustria. O Presidente francês está oficialmente solteiro, mas segundo disse Tony Blair, que jantou com Sarkozy ontem, parece estar reagindo muito bem.

Na realidade a separação de Cecilia e Nicolas Sarkozy era uma questão de tempo. A bela e charmosa Primeira-Dama há tempos dava sinais e o Presidente disse que dirigir a França era fácil, difícil era lidar com sua esposa. Entretanto é um fato a enorme paixão que Sarkozy nutre por Cecilia.

As especulações são de que havia um acordo político, que sustentasse sua candidatura ao Elysée. Não acredito. Sarkozy sempre fez de tudo para ter Cecilia ao seu lado e nas últimas semanas tentou incansavelmente, segundo algumas fontes, evitar a separação. Os papéis foram assinados na segunda e daqui há seis semanas deve ser encerrado todo o procedimento.

Os franceses não estão supreendidos. No Le Figaro 81% dos leitores não demostram surpresa com a notícia. Ou seja, era esperado, faltava só combinar a data.

As maiores preocupações são relativas ao estado emocional do Presidente francês, mas como disse Tony Blair, ele deve estar se recuperando bem. Se de um lado Cecilia era uma fonte de equilíbrio para Sarkozy, de outro foi também fonte de incomodação e preocupação. Ao final, certamente ele superará mais essa.

E para coroar a notícia, a sempre bela (e complicada) Cecilia está na capa da Paris Match.

terça-feira, outubro 16, 2007

Ambientalismo Cético

De Amsterdã, Holanda. Para quem ainda não teve a felicidade de ler a obra do professor associado do Departamento de Ciências Políticas da Universidade de Aarhus da Dinamarca, Bjorn Lomborg, "O Ambientalista Cético", existem outras formas de se informar de forma correta sobre as questões ambientais.

Realmente não acredito nas asneiras ambientalistas de Al Gore & Cia. Na semana passada, o Presidente tcheco Vaclav Klaus esteve em nosso instituto aqui em Viena e em grandiosa exposição deixou os amibientalistas sem argumentos. Socialistas travestidos de ambientalistas que buscam na causa uma justificativa para aumentar a regulação, intervenção, impostos e o poder do Estado.

Deixo aqui uma sugestão, na realidade fornecida pelo meu amigo e colunista do Parlata, Rodrigo Constantino. É um vídeo que está no You Tube. Esta sim é uma verdade inconveninete. Segue a indicação nas palavras do próprio Rodrigo:

"Para quem realmente tem interesse em se informar sobre o tema aquecimento global, evitando conclusões precipitadas e dogmáticas sem a devida reflexão, sugiro o documentário The Great Global Warming Swindle, cujo link no YouTube é: http://www.youtube.com/watch?v=1JCVjg7H94s".

segunda-feira, outubro 15, 2007

União das esquerdas na Itália

E finalmente as esquerdas se uniram em um único partido na Itália. A nova agremiação se chama Partido Democrático e já é o partido de sustentacão do governo Prodi no Parlamento.

Entretanto, o novo líder não é o Primeiro-Ministro da Itália. O prefeito de Roma foi escolhido por 76% dos eleitores para liderar a nova força política. Tudo indica que Walter Veltroni poderá concorrer a sucessão de Prodi pelas esquerdas.

Mas é bom não esquecer o outro lado. Os conservadores também articulam a união em um novo partido, forte e grande, como aquele fundado neste final de semana pelo grupo de Prodi.

Seria o começo de um sistema bipartidário na Itália? Só o tempo dirá.

Agora é esperar pelo show de Berlusconi e a bela "La Rossa" Michela Vittoria Brambilla com o Partido da Liberdade.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Al Gore leva o Nobel da Paz

De Bruxelas, Bélgica. O comitê designado pelo parlamento norueguês decidiu hoje, aqui na Europa, dividir o Nobel da Paz deste ano entre Al Gore e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU, e seu presidente, o indiano Rajendra Pachauri.

A justificativa é o tal do suposto aquecimento global.

Gore afirmou que doará a sua parte do prêmio de US$ 1,5 milhão à Aliança para a Proteção do Clima, organização da qual é presidente.

O prêmio para Gore era de se esperar, afinal de contas, em tempos de politicamente correto, é o que se tem feito.

Fica o registro, apesar de não acreditar em Gore, aquecimento global e quaisquer dessas teorias ou balelas politicamente corretas. Por sinal, um juiz da Alta Corte britânica identificou "nove erros científicos" no filme de Gore e outros documentários provam cientificamente que ele estaria errado. Mas como disse, em tempos de politicamente corretos..

quinta-feira, outubro 11, 2007

50 anos de Atlas Shrugged

De Glasgow, Escócia. Atlas Shrugged, um dos livros mais importantes de todos os tempos, chega aos 50 anos. É com muito entusiasmo que esta data é comemorada por todos aqueles que acreditam e valorizam o indivíduo como motor da sociedade e o respeito quanto a liberdade individual como um dos pilares de uma sociedade próspera. A celebração inclui releituras e grupos de estudo e discussão da obra de Ayn Rand, como aquele promovido pelo Ayn Rand Institute, no estado da Carolina do Sul, do qual participei em junho passado.

Ayn Rand, a fabulosa escritora e filósofa, que introduziu os conceitos do objetivismo, morreu em 1982, mas sua teoria está na forma de romance em várias obras, entre elas a fabulosa "The Fountainhead" e "Atlas Shrugged".

Se você, estimado leitor, ainda não teve o prazer de ser apresentado ao universo de Dagny Taggart, Hank Rearden, Howard Roark, Dominique Francon e Gail Wynand, esta é uma ótima oportunidade para iniciar a leitura de qualquer um dos seus livros - todos mexem profundamente com os leitores. Depois é só responder a pergunta: Quem, afinal, é John Galt?

Deixo um trecho de Atlas Shrugged para recordação ou incentivo:

"Você procura escapar da dor. Nós procuramos a conquista da felicidade. Você existe pela razão de escapar da punição. Nós existimos pela razão de conquistar o nosso próprio sustento. Ameaças não nos farão funcionar; o medo não é o nosso incentivo. Não é a morte que nós queremos escapar, mas a vida que nós queremos viver." Atlas Shrugged, 1957.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Sarkozy, Putin e a habilidade política internacional

De Calais, França. Foi um encontro entre dois pesos-pesados da política internacional. O encontro entre Nicolas Sarkozy e Vladimir Putin em Moscou mostra, de forma clara, as duas principais lideranças européias do momento, uma do leste, outra do oeste.

Também é o encontro de duas nações que tem poder real em relação ao Irã e suas perigosas intenções nucleares. Ao fim Sarkozy disse que Putin fez um movimento importante em prol dos esforços ocidentais com o objetivo de dissuadir o regime dos aiatolás em construir armas nucleares. O que realmente Putin fará não ficou claro, mas Sarkozy estava especialmente feliz.

"Super Sarko", como é chamado por aqui, chegou a Moscou depois de receber vários líderes do Leste Europeu em Paris, como autoridades da Ucrânia, Polônia e República Tcheca. Antes de chegar a Rússia, esteve na Bulgária, Polônia e Hungria, país de nascimento de seu pai. Todos esses são países que um dia estiveram sob influência da Rússia, durante o regime socialista. Hoje, todos realizam fortes movimentos em relação ao ocidente, inclusive com a entrada na UE.

A França, que certamente tem interesses comerciais nesses países, pode atropelar os investimentos austríacos na região, que por enquanto se divertem sem concorrência real nos países do Leste. A farra austríaca felizmente pode estar com os dias contados.

Mas voltando a Putin e Sarkozy. O mais curioso foi enxergar um encontro visto com muito ceticismo, ser encerrado com tal entusiasmo. Considerando que temos Putin e Sarkozy como atores deste cenário e que ali não existem ingênuos, mas políticos altamente hábeis, a única conclusão é que muito mais foi discutido dentro das portas do Kremlim e talvez alguns importantes acordos possam ter sido selados.

Parlata em manutenção

Caros leitores,

Uso nosso Blog Diários do Velho Mundo para avisar que o Parlata está passando por uma manutenção técnica.

O site foi alvo de hackers e devido a isto resolvemos mudar alguns itens de segurança. A manutenção deve terminar no dia 17.10.2007.

Até lá agradeço a compreensão de nossos leitores. Estamos deixando o Parlata melhor e mais seguro. As tentativas de invasão provam que o site anda cumprindo seu papel de informar de forma livre e consistente. Se estamos incomodando é porque estamos no caminho certo.

O Parlata a partir desta mesma data poderá ser acessado a partir do endereço www.parlata.org. Isto faz parte de uma estratégia mais ampla que será divulgada com mais detalhes em breve.

Um forte abraço,

Márcio Coimbra
Editor-Executivo
Presidente do Conselho Editorial
Parlata - Política, Economia e Conjuntura
www.parlata.com.br
www.parlata.org

sexta-feira, outubro 05, 2007

Brown pensa em seu futuro político

Este final de semana será importante para Gordon Brown. Ele deve decidir se antecipará ou não as eleições no Reino Unido.

Brown está tentado a fazê-lo, o que na minha opinião é um erro político. A legislatura está praticamente na metade, ou seja, Brown tem pela frente pelo menos mais um ano e meio a dois anos de governo. Há muito que fazer se deseja realmente implementar sua agenda.

Mas a tentação vem do timing. Os números são, digamos, simpáticos para o Primeiro-Ministro, mas deve-se obeservá-los com cuidado. Apesar dos inúmeros acertos de Mr. Brown e dos erros de Mr. Cameron, o risco de os tories vencerem, mesmo que por uma pequena margem são reais. Além disto Brown nunca sofreu o teste das urnas na condução do trabalhistas. Seria sua primeira vez.

Mas vejamos. Se Brown sai derrotado, sua biografia política está enterrada. Passará para a história como o PM que chegou a Downing Street pelos votos de Blair e saiu derrotado pelos conservadores. Seria o homem que teria dado um fim ao período do "New Labour" do carismático Tony Blair.

Do outro lado, uma vitória forneceria uns poucos anos a mais em Downing Street e sua afirmação como um líder e um PM que venceu nas urnas.

Dizem por aqui na Europa que seus assessores mais próximos estão muito entusiasmados com os números e que Brown estaria sob a influência deste grupo. Apesar do ufanismo destes, é bom lembrar que a diferença entre tories e trabalhistas caiu para dois pontos e alguns institutos apontam um empate.

O risco é grande. Brown deveria aproveitar o tempo para governar, algo que tem feito muito bem e retirar da pauta do encontro com a Rainha semana que vem a ingenuidade de antecipação das eleições. Se precisar de um bom conselheiro político, é melhor ligar para Tony Blair.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Aznar, demolidor em Madrid

Dizem que aqueles que já viveram em Madrid levarão para sempre a paixão pela capital espanhola dentro de si. Mais do que isso, aqueles que são tocados pelo amor à Espanha, certamente levarão para sempre um pouco da Espanha dentro si. Este Blog, portanto, que antigamente já se chamou "Diários de Madrid" está sempre atento ao que ocorre por lá.

Por tudo isso choca a atitude da queima de fotos da família real, em especial do Rei Juan Carlos, na Catalunha, além da retirada da foto do Rei da sala de plenos da Prefeitura de Barcelona. Isto mostra o estado frágil em que o atual governo deixou a Espanha no tocante a sua unidade institucional. Todos lembram da Guerra Civil espanhola e ninguém deseja reviver tais sentimentos seja em que medida for. O pior é saber que Zapatero, com sua inoperância e corpo-mole contribui para desagragação do país.

Por isso Aznar foi tão duro em suas palavras hoje à noite em Madrid. A Fundación FAES, presidida por ele, apresentou o livro "España en primer plano. Ocho años de política exterior (1996-2004)", escrito pelo senador do PP Alejandro Muñoz-Alonso. A história de um período em que a Espanha passou a ser vista como um aliado fiel, um parceiro confiável e uma potência econômica.

Aznar em suas palavras foi demolidor, seco e direto, como é de costume. Lembrou a importância da monarquia constitucional e do que isto representa para a Espanha. Foi além e acusou Zapatero e seu governo de ser conivente e incentivar sentimentos nacionalistas desagregadores, reproduzindo um sistema que levou a Espanha ao pior momento de sua história, a Guerra Civil. Há muito que agradecer ao Rei, disse Aznar. Zapatero calou-se diante da brutalidade vista nas ruas da Catalunha.

Aznar cumpriu na noite de ontem mais uma vez o papel de um autêntico Presidente de Governo, ou seja, saiu em defesa da Espanha, da Monarquia e da unidade nacional. Zapatero, como sempre apequenou-se diante da gravidade dos fatos. Mas pensando bem, este não é o papel somente de um Presidente de Governo, é a atitude de qualquer cidadão espanhol sincero, honesto com a história de seu país e ciente da importância da unidade espanhola e sentida até por aqueles que sempre carregarão um pouco da Espanha dentro de si.

Este Blog solidariza-se com o Rei Juan Carlos e repudia todos os atos contra a monarquia espanhola e seus símbolos.

terça-feira, outubro 02, 2007

Putin mostra o jogo e prepara volta

Para quem esperava o movimento de Putin para manter o poder na Rússia, já pode ficar tranquilo. Tudo indica que ele deu sinais definitivos da manobra que arquitetava. O Presidente russo encabeçará as listas de seu partido para a Duma.

Isto significa que Putin deseja tornar-se Primeiro-Ministro da Rússia, preparando a volta, no outro termo, ao cargo de Presidente. Contorna, desta forma, a limitação constitucional de dois mandatos consecutivos.

As peças do jogo começam a encaixar e tudo passa fazer sentido. A indicação recente de Viktor Zubkov para o cargo de Primeiro-Ministro indica que realmente Putin deseja lançá-lo ao Kremlin. Zubkov, leal a Putin, seria o nome perfeito para ocupar "temporariamente" a Presidência, pois não possui envergadura política para fazer sombra ao chefe. Com 66 anos, Zubkov seria eleito facilmente com o apoio de Putin e se por ventura não terminar seu termo, por qualquer motivo que seja, renúncia, falecimento ou qualquer coisa parecida, as portas do Kremlin já estarão abertas para Putin, inclusive para terminar o mandato de seu fantoche.

Sim, Zubkov é apenas um fantoche de Putin, fraco suficiente para não fazer sombra e forte o suficiente para barrar outros afoitos candidatos que desejam estar no comando do Kremlin.

Enquanto isso, Putin ocupará o cargo de Primeiro-Ministro catapultado por uma votação estrondosa que seu partido deve alcançar, já que seu nome encabeçará as listas.

A questão que fica é: o que fazer com os aliados Seguei Ivanov e Dmitri Medvedev, virtuais pretendentes ao cargo que Putin deixa e pretende retomar? Estes já devem estar bem encaminhados, com acordos selados e lugares estrategicamente reservados. Putin não faria o anúncio de seus planos antes de ter todas as arestas políticas aparadas. E lembrem-se, existe uma lealdade entre o grupo de São Petesburgo. Os "siloviki" dão as cartas.

Mesmo assim, mesmo com São Petesburgo, mesmo com "siloviki", todo cuidado é pouco, afinal estamos falando da Rússia e de acordos selados por políticos russos. O diferencial, o avalizador dos acordos que gera a confiança em seus compromissos ainda é o Presidente.

Por isso, Putin, que tem todos na manga, prepara seu retorno, sem sequer ter deixado o poder.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Vitória laranja em Kiev

Confesso que não esperava uma recuperação política de Yuliya Tymoshenko como ficou provada neste domingo. Os números ainda não são exatos, mas são claros. Os donos da Revolução Laranja pró-Ocidental que movimentou a Ucrânia receberam mais uma chance dos eleitores.

A Ucrânia estava dividida. Desde o rompimento do bloco laranja, Viktor Yanukovych, o derrotado nas Presidenciais de 2004, havia retornado triunfalmente ao poder como Primeiro-Ministro. Isto rachou o país uma vez mais: de um lado o PM Yanukovych, pró-Rússia, do outro, o Presidente Yushchenko, pró-Ocidente. A Ucrânia estava estagnada politicamente, refém de um agenda antagônica, de rivais políticos que dividiam o poder. A saída seria uma eleição para reagrupar as forças no Parlamento. O sistema parlamentarista felizmente possui essas variações que ajudam a preservar a democracia.

Estas eleições poderiam gerar dois cenários. No caso de vitória de Yanukovych seria o início do fim do período laranja, já que o nome do PM sairia fortelecido para disputar a Presidência. A Ucrânia, nesta caso, penderia mais para Moscou. Já no caso de vitória de Yuliya Tymoshenko, como foi o que ocorreu, o Presidente Yushchenko sai fortalecido e o governo de Kiev tenderá mais para Bruxelas e Washington.

Apesar da aliança vitoriosa ser laranja, tudo indica que o partido mais votado será o de Yanukovych. Existe um equilíbrio de forças delicado a ser negociado.

Caberá a bela e esperta Yuliya Tymoshenko e ao Presidente Yushchenko obter uma convivência pacífica que resulte nas reformas necessárias para modernização e abertura da Ucrânia, que já cresce mais de 7% ao ano. Se a aliança laranja vacilar uma vez mais como no passado, Yanukovych surgirá com mais força. Por enquanto, Yuliya deve ser confirmada como a nova PM mais uma vez.

Yuliya e Viktor, donos de um casamento político tenso e regado a interesses econômicos, tem uma segunda chance para selar um belo futuro para um país espetacular e com enorme potencial.

sexta-feira, setembro 28, 2007

Sarkozy emplaca Strauss-Kahn no FMI

Este Blog muitas vezes parece ser mais "Diários de Paris" do que "Diários do Velho Mundo", tantas são as vezes que menciono os movimentos de Sarkozy.

Entretanto, o hiperativo Presidente francês não deixa de dar motivos para analisarmos seus movimentos políticos.

Sua mais nova vitória está no FMI. O socialista Dominique Strauss-Kahn, ex-ministro da Economia francês, foi eleito diretor-gerente da organização no lugar do competente Rodrigo Rato, antigo ministro da Economia de Aznar, que renunciou em meio ao mandato por razaões pessoais.

Sarkozy emplacou o novo diretor-gerente do FMI pouco depois de completar 100 dias de governo em Paris. Sua movimentação política e resultados são impressionantes e surpreendentes. Colheu apoio da UE, Estados Unidos e, acreditem, China. Venceu o candidato da Rússia, o antigo governador do Banco Central e ex-primeiro ministro da República Tcheca, Josef Tosovsky.

Sarkozy quebra mais uma parte da união entre os socialistas franceses e começa a transcender os limites de Paris. Sua influência chegou ao FMI. E poderá chegar muito mais longe. O show do pequeno Sarkô está apenas começando.

quinta-feira, setembro 27, 2007

França começa a colocar as contas em ordem

E Sarkozy deu mais um passo. O governo chefiado por François Fillon apresentou um plano de controle dos gastos públicos franceses, exatamente como prometeu Sarkozy durante sua campanha.

Segundo Fillon, a situação financeira do Estado francês é caótica. Se o governo impor um rigor orçamentário, a França pode felizmente entrar no mesmo caminho trilhado pela Espanha quando era governada por Aznar, que retirou o Estado do caminho e fez com que Madrid se tornasse uma referência de modelo econômico mundial.

Sarkozy rapidamente recoloca a França no lugar. Na ONU fez coro com a colega alemã, Angela Merkel, colocando limites claros para os sonhos iranianos de uma bomba nuclear.

Internamente faz o mesmo, agora com o equíbrio orçamentário. O melhor será quando descobrir que a melhor receita para aumentar a arrecadação é baixar os impostos, como fez Ronald Reagan.

Quem sabe os ares de Nova York façam Sarkozy lembrar dos ensinamentos do inesquecível Reagan. Não duvidem disso.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Merkel recebe Dalai Lama em Berlim

O fato foi no domingo e merece atenção. Coincidentemente e felizmente estava em Berlim neste dia histórico. A Chanceler Angela Merkel recebeu o Dalai Lama na bela capital alemã, mesmo debaixo da severa crítica do governo vermelho chinês. Merece aplausos pelo ato de bravura, coragem e humanidade. Assim são os grandes líderes, pessoas com postura moral elevada que não mudam de acordo com as circuntâncias políticas.

Foi a primeira vez que Sua Santidade o Dalai Lama foi recebido pela chancelaria alemã, apesar de assessores terem desaconselhado a Chanceler a encontrá-lo, por motivos polítcos. Apesar de o encontro ter sido classificado apenas de privado, Angela Merkel mandou um recado aos chineses, aqueles mesmos que foram descobertos recentemente espionando os computadores do governo alemão.

O Dalai Lama luta por mais autonomia para o Tibete, invadido, saqueado e arrasado pelos chineses esquerdistas de Mao Tse Tung desde 1959. Sua Santidade disse que não busca mais a independência e que os protestos da China demonstram a arrogância do poder, testando até onde podem ir.

O mais importante, além do belo e grandioso gesto de Merkel, foi ouvir as sábias palavras do Dalai Lama, que aplaudiu a Chanceler dizendo que sentia-se feliz ao lado de alguém que luta pelos Direitos Humanos e pela liberdade religiosa.

O terror imposto pela China comunista ao Tibete é um dos maiores crimes já cometidos na humanidade. Monastérios destruídos, monjes e monjas torturados, estupros, limpeza étnica e o desaparecimento de uma cultura inteira de um território. A causa tibetana é justa e merece todos os apoios possíveis. Nunca me cansarei de apoiar o Dalai Lama e todos os movimentos em prol da liberdade do Tibete.

Por isso, Merkel merece aplausos. Ela conheceu os horrores do socialismo na Alemanha Orienta e sabe a importância de seu atol. Seu gesto foi grandioso. Está de parabéns.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Em Londres, not flash, just Gordon

Tudo indica que meu amigo John Blundell, do Institute of Economic Affairs de Londres, estava correto. Gordon Brown surpreende.

Desde que assumiu em junho não teve trégüa. Foram ataques terroristas, inundações, febre aftosa e mercados financeiros em crise. Ele segue sem carisma e com seu jeito sério e carrancudo. Mas Brown conquista, desta forma, cada vez mais fãs. Do outro lado, nos Tories, David Cameron, esperado como a nova sensação da política britânica, coleciona erros na mesma medida em que Brown, eficiente, acerta sem medo.

Os trabalhistas estão oito pontos na frente dos conservadores, como mostram os diários britânicos desde domingo. O PM realmente acertou o tom e caprichou na política, recebendo até Margaret Thatcher em Downing Street.

Assim, ele chega ao primeiro congresso anual de seu partido realmente como um líder, apesar das dúvidas que pairavam. O evento em Bournemouth, no sul da Inglaterra, será como a consolidação de Brown, porque sua consagração mesmo viria com uma vitória trabalhista nas próximas eleições - que podem ser antecipadas para novembro ou outubro.

"Not flash, just Gordon". Esta é a mensagem. Um homem como qualquer outro dando o melhor de si pelo Reino Unido. Os marqueteiros do partido trabalhista estão de parabéns. E admito, Gordon também.

quinta-feira, setembro 20, 2007

The Police sublime em Viena

Foram somente cinco trabalhos entre 1978 e 1983, quatro deles atingindo o primeiro lugar no Reino Unido e todos atingindo platina nos Estados Unidos. Agora, 30 anos depois do nascimento da banda e mais de 20 após a última apresentação juntam-se novamente para uma série de shows que nos joga diretamente ao passado. Como disse Sting antes da primeira apresentação em 2007, "We are The Police and we're back!"

Em Viena eles apareceram como nas outras apresentações. Um palco sem luxo, sem grandes efeitos, simples, apenas com os três músicos da banda, seus instrumentos e uma lista infindável de sucessos antológicos. A força de Sting no palco continua a mesma, Andy Summers está melhor do que nunca na guitarra e Stewart Copeland, bem Copeland é um show na bateria e na percussão especialmente montada no fundo do palco - Wrapped Around Your Finger é seu ponto alto onde se divide entre tímpanos e xilofones.

O Police apresenta exatamente aquilo que se espera. É uma banda magnífica, formada por gênios da música que como ninguém souberam misturar ska, jazz, reggae e rock. Já se passaram trinta anos e agora eles estão mais maduros e ainda melhores, mantendo a irreverência e as brincadeiras no palco, como sempre - eles gostam muito do que fazem. Uma apresentação sublime. Inesquecível.

quarta-feira, setembro 19, 2007

O persuasivo Phelps em ação na Áustria

No final de agosto estive em Alpbach, aqui mesmo na Áustria, para o famoso Fórum Europeu que há 63 anos ocorre durante o final do verão na bela cidade situada nos alpes do Tirol.

Em meio ao calor que ainda pairava por lá, promovemos um encontro interessante durante um jantar. O Nobel de Economia, Edmund Phelps, Professor da Universidade de Columbia e Wilhelm Molterer, líder da ÖVP e vice-chanceler da Áustria. O registro foi feito e publico na foto desta postagem.

O jantar foi muito interessante, Phelps é muito bem humorado, e gerou um resultado prático mais interessante ainda.

Wilhelm Molterer neste domingo passou a defender a reforma do sistema de impostos, uma das bandeiras de Phelps, e foi além, defendendo o sistema de "Flat Tax" na Áustria - uma grata surpresa, já que diminui a carga tributária e taxa todos os cidadãos de forma igual, sendo muito mais justo. O modelo já é adotado em vários países do Leste Europeu, assim como na Rússia.

Phelps, além de ser um craque em economia, parece ser um sujeito muito persuasivo, e muito boa gente, isto eu posso garantir.

terça-feira, setembro 18, 2007

European Resource Bank Meeting em Bucareste, Romênia

Durante os últimos dias acompanhei o European Resource Bank Meeting em Bucareste, organizado pelo meu bom amigo Pierro Garello, Diretor do IES em Aix-en-Provence na França. A Romênia, terra de um povo cordial e bem-humorado, já é interessante por si mesma. Palco de uma verdadeira Revolução, como eles mesmos gostam de chamar, em 1989, que derrubou o comunismo.

Apesar de já ter escutado isso de amigos romenos que vivem aqui em Viena, pude ver claramente que aqueles que ainda vivem por lá tem orgulho de ter acabado com o regime de terror de Nicolae Ceauşescu. O Memorial do Renascimento, na foto ao lado, localizado no coração da bela e judiada Bucareste, mostra isso de forma clara.

Logo, não havia melhor lugar para receber os representates dos maiores Think Tanks europeus que defendem e trabalham pelo livre mercado. Estive representando o Instituto Hayek, de Viena.

O mais interessante é enxergar o esforço, dedicação e trabalho de muitos jovens em Think Tanks espalhados pelos antigos países comunistas. Havia, por exemplo, representantes da Estônia, que encontrou nas políticas de livre mercado o caminho para ser a nação mais desenvolvida e próspera do antigo Leste comunista. Mas também havia representantes de países que ainda lutam por diminuir o tamanho do Estado e sua interferência na economia, como Eslováquia, Bulgária, Polônia, Hungria, Lituânia, entre outros, além da própria Romênia, que nos recebeu muito bem.

Parece curioso, mas existem países que apesar de parecer prósperos, enfrentam uma luta brutal contra a interferência do Estado, que atua mediante pesados impostos, como a Noruega. Conversei longamente com o Deputado e Secretário Internacional do Partido Progressita (Fremskrittspartiet), Kristian Norhein, que mostrou diversos dados comprovando o peso do Estado norueguês.

Conversando com Yevgeny Volk, Diretor do escritório da Heritage Foundation em Moscou, tive a certeza que nossas análises neste Blog estão certas. Putin pode estar preparando alguma manobra séria para manter o poder.

É sempre bom conversar com pessoas que defendem a liberdade, especialmente com aqueles que mais prezam por ela, aqueles que já viveram os horrores de regimes de esquerda. Nada como viver o sob o regime socialista para passar desprezá-lo.

domingo, setembro 16, 2007

Alonso, o algoz do time de Woking

Alonso mais uma vez foi desleal, desta vez dentro da pista. O "empurrão" dado em Hamilton no começo da corrida deste domingo em Spa, na Bélgica, evidencia o caráter, ou a falta dele, do espanhol das Astúrias.

Mas como pergunta o jornal britânico The Times, o que você, caro leitor, faria se um empregado seu ameaçasse sua empresa com uma chantagem e gerasse uma multa de US$ 100 milhões? Bem, este é Alonso, que chantageou a equipe em Hungaroring, onde pessoalmente acompanhei a brilhante e perfeita vitória de Hamilton e o desencadear da crise. Em Budapeste, depois de prejudicar Hamilton nos treinos, o espanhol disse que contaria sobre os emails trocados com Pedro de la Rosa caso Ron Dennis não oferecesse preferência para o asturiano na equipe. Isto tem nome, se chama chantagem, Sr. Fernando Alonso. O curioso é que o próprio espanhol não foi punido exatamente por delatar a trama que o beneficiava diretamente e estava diretamente envolvido - o vazamento dos dados da Ferrari.

A Mclaren deu a Alonso o carro mais competitivo e rápido da temporada. Ele é o único dos quatro primeiros colocados no campeonato a somar pontos em todas as corridas - seu carro não quebrou sequer uma vez. Massa, por exemplo, teve um acerto sofrível em Hungaroring, que dava pena de ver, e em Monza recolheu seu carro aos boxes no começo da corrida. Alonso ainda recebe uma pequena fortuna para dirigir o carro de uma equipe legendária, pilotada por gênios como Alain Prost e Ayrton Senna. E o que a Mclaren ganhou em troca? Um comportamento infantil e temperamental de um menino que não sabe correr em desvantagem. Massa ou Räikkönen fariam o trabalho de Alonso muito melhor se estivessem dirigindo um Mclaren neste ano.

Alonso tem o patrocínio do banco espanhol Santander e isto, ao que tudo indica, segura sua posição na equipe esta temporada. Ano que vem, entretanto, a Mclaren quer vê-lo pelas costas, com razão. Já são cogitados os nomes de Nico Rosberg ou Jesson Button para seu lugar. Onde correria Alonso no ano que vem, já que se especula que ele tenha um pré-contrato com a Ferrari para 2009? A Renault seria uma opção e aí Nelsinho Piquet deve tomar cuidado, se realmente for confirmado como piloto - ser companheiro de equipe de alguém manhoso e sem caráter é difícil.

Resta saber se, depois de tudo que mostrou fora da pista, os italianos ainda vão querer o temperamental e difícil Alonso na escuderia em 2009. Se fosse Jean Todt, não correria esse risco.

E se uma vaga abrir na Mclaren, ao lado de Hamilton, porque não pensar em Massa? Um grande patrocinador brasileiro poderia ajudar, quem sabe um banco, como faz o Santander com Alonso? Afinal de contas, dinheiro é o que não falta aos bancos brasileros. Massa mereceria essa oportunidade.

sábado, setembro 15, 2007

Alemanha se opõe a imigração qualificada na Europa

Mais uma bola fora da Alemanha.

O vice-presidente da Comissão Européia, Franco Frattini, de forma inteligente apresentou em Lisboa uma proposta para aumentar imigração de mão-de-obra qualificada. A política é correta. As barreiras a imigração de pessoas qualificadas apenas serve de desestímulo aos bons imigrantes, que buscam outros países para se estabelecer, como Austrália e Canadá.

Atualmente a Europa apenas atrai imigrantes de baixa qualificação, e alguns aproveitadores, especialmente em razão de suas políticas assistencialistas e anistia para os ilegais que conseguem se manter por aqui por algum tempo.

A baixa taxa de natalidade em praticamente todos países europeus aliada a imigração ilegal de baixa qualificação em massa (e com altas taxas de natalidade) está, aos poucos, mudando a face da Europa. Expressões como Eurábia já são corriqueiras, especialmente devida a forte imigração muçulmana. Oriente Médio e África são os maiores exportadores de imigração ilegal para o Velho Mundo.

A saída mais sensata é tentar atrair imigração qualificada, adaptável a cultura européia e capaz de girar a economia de forma mais eficaz. Entretanto, a proposta encontrou uma forte barreira na Alemanha, em especial no partido democrata-cristão da Bavária, CSU, parceiro importante da coalizão da chanceler Angela Merkel. O ministro da Economia, Michael Glos (CSU), e seu correligionário, o ministro do Interior da Bavária, Günther Beckstein (CSU), são frontalmente contrários a adoção de novas regras. Segundo eles a Europa deve trabalhar para evitar a fuga de cérebros para os Estados Unidos, ao invés de repor tais perdas " com pessoas da África". Os ministros da CSU precisam estudar mais. A África é uma enorme fonte de imigração de baixa qualificação. Falta base aos fracos e eleitoreiros argumentos desses políticos despreparados.

A esquerda, representada pelo SPD disse que é preciso proteger o mercado de trabalho para os alemães. Um argumento desses só pode ser brincadeira...

A única voz sensata veio do diretor do Instituto de Investigação Econômica de Hamburgo, Thomas Straubhaar, afirmando que existe um déficit de profissionais qualificados que deve ser preenchido por imigração de alto nível.

A visão dos políticos alemães é torta, para não ir além, afinal de contas, sabemos que existem "partes do mundo", em especial na Europa, pouco receptivas a estrangeiros. Entretanto, a manutenção das regras atuais será responsável no futuro pelo pior pesadelo dos Europeus - a transformação da cultura de seu continente. A política atual, que incentiva a imigração de baixa qualidade ilegal e dificulta a entrada de legais qualificados, mudará a face da Europa. Desta forma, a Alemanha poderá acordar um dia nas mãos de um Chanceler muçulmano de origem turca. E apesar de politicamente corretos, acreditem, os alemães e vizinhos "próximos" não gostariam nada nada disso.

Enquanto isso, a Europa se transforma na Eurábia.

E uma dica para po políticos da CSU e SPD, leiam Giovanni Sartori e Jean François Revel - ajuda necessária para retirá-los do estado de ignorância plena.

sexta-feira, setembro 14, 2007

"Nyet faktov, tolko versii"

Mais um amigo de São Petesburgo. Putin, e os russos em geral, tendem a cercar-se de amigos de sua cidade natal e no caso do Presidente ajuda se for um membro do serviço de inteligência. O novo Primeiro-Ministro de funções vazias é, vejam só, de São Petesburgo (mas nada indica seja da FSB), um burocrata de 65 anos, diretor do serviço federal de monitoramento financeiro chamado Viktor Zubkov. O novo PM já foi confirmado pelo Congresso.

Isto acontece três meses antes das eleições para Duma e seis antes das eleições presidenciais. Quando todos acreditavam que Putin poderia sinalizar o nome de seu sucessor, nomeando Sergei Ivanov ou Dmitry Medvedev, o Presidente nomeia um burocrata sem peso político que teve destacada atuação no período obscuro do comunismo soviético.

O que deseja Putin é uma incógnita, mas podemos imaginar. Pode ser a preparação de uma transição tranqüila, mas também é possível que seja uma demonstração de força frente aos "siloviki", mas isto é menos provável. Vejamos os fatos, Putin está passando uns dias no Mar Negro e seus colegas próximos, tidos como fortes candidatos, Ivanov e Madvenev, parecem mais do que tranqüilos em Moscou.

Com aprovação de 80% e um partido que deve eleger 300 deputados, de um total de 450, para Duma em dezembro, Putin parece tranqüilo e algo no ar sugere que manobra uma forma de reter poder mesmo fora da Presidência. Os primeiros passos já foram dados, mas como sugere o título desta postagem, "Não existem fatos, apenas teorias..".

quinta-feira, setembro 13, 2007

Dama de Ferro é recebida em Downing Street por Gordon Brown

Lá estava ela uma vez mais, imponente frente ao número 10 de Downing Street. A baronesa Thatcher sempre exerceu fascínio naqueles que admiram a liberdade econômica e seus benefícios para a democracia. Comigo não foi diferente, sempre fui seu fã.

Desta vez ela foi recebida para um chá pelo atual PM Gordon Brown e sua esposa Sarah. A foto mandou recados para a Câmara dos Comuns.

Brown, que no passado foi um ferrenho crítico de lady Thatcher, disse recentemente que admirava a convicção política da Dama de Ferro, similar a sua. Segudo ele, Thatcher entendeu que o Reino Unido precisava de mudanças. Ganhou pontos na arena política.

A aproximação entre Brown e Thatcher ocorre na mesma semana que o líder atual dos Tories, cargo já ocupado no passado por ela, David Cameron, lançou um paper, por meio de seu grupo de estudos de políticas ambientais, chamado "Quality of Life". A visita de Lady Thatcher a Brown ofusca a iniciativa de Cameron.

Ocorre que o atual líder dos Tories não é da ala mais conservadora e liberal econômica do partido, como Thatcher. Muitos estão insatisfeitos com seu excesso de intervencionismo e alguns argumentos a favor de maiores impostos e regulações - tudo contra o que Thatcher mais lutou em seus anos de Downing Street. Além de tudo, pessoalmente acredito que a excessiva lorota ambientalista de Cameron já passou do razoável.

A visita de Thatcher serviu para Brown, reforçando sua imagem de líder - se saindo melhor do que pessoalmente esperava, além de ser um frontal aviso para Cameron. A Dama de Ferro sempre foi muito seletiva em seus apoios e visitas. Ela mandou um recado, em nome de uma parcela importante do partido. Cameron deve abrir o olho, reencontrar-se e voltar a ser um verdadeiro líder conservador na oposição, dentro da real agenda dos Tories.

Tudo indica que Cameron deseja, mas não refundará o partido. Talvez sua capacidade política esteja muito aquém daquela apresentada por Tony Blair frente ao partido Trabalhaista na década de 90.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Viktor Yushchenko acusa o Kremlin

Nunca escondi que possuo uma simpatia especial pela Ucrânia, assim como por vários países do Leste Europeu que conseguiram se livrar dos horrores do comunismo. Hoje, por exemplo, aqui em Bucareste, na Romênia, encontrei um monumento aos mártires que lutaram pelo fim do comunismo, na Revolução de 1989, que comentarei em uma postagem ainda esta semana.

A Rússia, entretanto, não aceita a independência de suas antigas repúblicas e países satélites que viviam sob sua influência durante os sombrios anos de socialismo. A Estônia já sofreu com ataques virtuais aos seus sistemas de computadores e a Ucrânia, bem a Ucrânia mais uma vez vive uma tensão com o Kremlin.

Na política ucraniana não existem santos, mas o presidente Viktor Yushchenko está muito mais próximo dos valores democráticos e ocidentais que seu rival político, o primeiro-ministro Viktor Yanukovych.

Yushchenko foi seqüestrado e sofreu uma tentativa de assassinato por envenenamento durante a campanha presidecial em 2004. O Kremlin, que apoiava abertamente Yanukovych, é o principal suspeito. Vale lembrar o antigo espião da FSB russa, Alexander Litvinenko, também foi envenenado, o que estremeceu as relações entre Rússia e Reino Unido, já que o crime ocorreu em Londres.

Muito se investiga sobre o que realmente ocorreu com Yushchenko e seria muito fácil encontrar a origem da fabricação do veneno que desfigurou o rosto do Presidente com as devidas informações, já que apenas três laboratórios o produzem no mundo. Dois deles já enviaram amostras. A Rússia dificulta as investigações e Putin não tem demonstrado vontade de ajudar.

Apesar de tudo vale lembrar das palavras do presidente Yushchenko: "A investigação sabe quem, quando, onde e qual substância foi usada". Chegar ao Kremlin pode ser uma questão de tempo.

terça-feira, setembro 11, 2007

Sarkozy e Merkel. A foto que fala por si

Esta é uma foto carregada de simbolismos. Ontem pela terceira vez Merkel e Sarkozy encontraram-se na qualidade de chefes, ela de governo, ele um híbrido, de Estado e governo, como sugere o modelo parlamentar francês.

O encontro foi no Palácio de Meseberg, nos arredores de Berlim e os temas foram os mais variados, mas a o que realmente marcou foi a sintonia entre os dois países fundadores da União Européia, França e Alemanha.

Ambos falaram de maior transparência nos mercados financeiros, sobre a participação da Siemens na francesa Areva e na constituição de um conselho de sábios que definiria o futuro da União Européia.

Particularmente não confio nesses conselhos, geralmente não funcionam. Mas a sintonia entre Merkel e Sarkozy dá um novo tom e fôlego para a União, por isto esta foto é tão importante. Falta certamente, apesar da boa intenção de Gordon Brown, um parceiro britânico a altura da ilha e de sua importância. Por enquanto França e Alemanha ainda são as estruturas basilares da União Européia.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Espionagem industrial na Fórmula 1

Repercute por aqui a atitude de Fernando Alonso, mesmo depois de vencer a corrida de Monza neste domingo.

Alonso, que é um bom piloto (não é extraordinário), é também muito mimado e não esconde sua insatisfação com a McLaren e a relação próxima que a escuderia possui com seu companheiro Lewis Hamilton.

Mas o caso todo é sobre espionagem industrial na principal categoria do automobilismo. O projetista-chefe da McLaren, Mike Coughlan, foi encontrado com 780 páginas de informações técnicas da Ferrari em sua casa na Inglaterra. Estas informações teriam sido repassadas pelo engenheiro Nigel Stepney, já demitido da escuderia italiana. Coughlan foi suspenso da Mclaren em julho. No mesmo mês, uma primeira audiência da FIA decidiu não impor nenhuma sanção à equipe inglesa, já que não poderia ser provado que o time teria se beneficiado dos dados sigilosos que vazaram da Ferrari.

E aqui entra em cena Alonso e sua vingaça barata contra o seu próprio time. A FIA apertou o cerco para descobrir algo mais e o asturiano entregou à entidade emails trocados com o piloto de testes da equipe, Pedro de la Rosa, que provam, em tese, que a McLaren se beneficiou dos dados da Ferrari.

A FIA prometeu uma espécie de "delação premiada" aos pilotos que entregassem informações, ou seja, somente puniria os times, deixando os pilotos de fora. Como Alonso deseja deixar a McLaren, a punição à equipe inglesa seria a brecha no contrato entre escuderia e piloto para que o espanhol deixasse o time. Alonso, desta forma, puniria a equipe, deixaria a escuderia, manteria os pontos e escaparia de qualquer punição. Um quadro perfeito.

Hamilton, ao contrário de Alonso, calou-se, assim como todos os outros envolvidos. O espanhol foi o único que cedeu a pressão da FIA.

O interessante é que Alonso alega motivos morais para "entregar" a McLaren. Pergunto qual a moral de Alonso para denunciar a McLaren se ele mesmo se beneficou de informações sigilosas da Ferrari para vencer corridas? Não há dúvidas de sua hiprocrisia neste caso. Se a McLaren possui culpa, ele também é culpado, não há como separar uma coisa da outra. Falta na realidade espírito de equipe para Alonso, honradez, alma de vencedor, atitude de um real desportista. Não há atitude moral em suas ações, mas vingança e malandragem para se esquivar de um contrato que não deseja cumprir.

A decisão será dia 13, em Paris. A McLaren, do sério e competente Ron Dennis, pode ser suspensa por dois anos - o que é difícil de acreditar que possa acontecer. As consequências sérias como quebras milionárias de contratos com a Mercedes, Vodafone, mecânicos, engenheiros podem ocorrer. Confesso que gostaria mesmo era de ver o time inglês demitir o espanhol ainda durante esta temporada. Hamilton daria conta do recado sem as frescuras e manhas do asturiano.

Por essas e outras a popularidade de Alonso se restinge à Espanha, quando muito.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Reino Unido intercepta oito bombardeiros Tupolev-95 Bear russos

Vladimir Putin continua aprontando das suas. Desta vez oito bombardeiros russos Tupolev-95 Bear foram interceptados pela RAF britânica no momento que entravam em formação e condições para penetrar no espaço aéreo do Reino Unido.

Os aviões Tupolev-95 Bear não são pequenos, como mostra a foto e são considerados bombardeiros nucleares. Os russos, que vinham sendo seguidos por quatro F-16 da Noruega, foram interceptados por outros 4 jatos Tornado F3 da RAF britânica, quando estavam a poucos instantes de cruzar o espaço aéreo do Reino Unido. Assim que os russos avistaram os britânicos, resolveram voltar. O Kremlin explicou o fato como sendo um "exercício de rotina". Tá bem. Cruzar o norte da Europa pelo Mar de Barents, assustar a Noruega e voar em formação em direção ao Reino Unido não é rotina.

Os vôos russos tem se tornado cada vez mais frequentes perto das fronteiras de outros países. Este é o estilo Putin de mostrar as garras e fazer graça. O problema é alguém um dia levá-lo a sério nessas brincadeiras.

Os russos gostam de aprontar essas coisas, mas é a primeira vez que a brincadeira foi realizada com oito pesados bombardeiros com capacidade nuclear.

Putin manda recados. Enquanto isso, assinava na Indonésia um contrato de 1 bilhão de dólares para venda de helicópteros, caças e submarinos, logicamente, com um financiamento camarada de Moscou. E o povo se diverte com essas coisas. A popularidade e Putin sobe e a eleição de um camarada "siloviki" nas próximas eleições presidenciais está praticamente garantida.

quinta-feira, setembro 06, 2007

Polêmica na Suíça

Além de péssimos motoristas ou suíços são figuras curiosas. O cartaz que aparece na foto é do partido do povo suíço, que possui a maioria no Parlamento atualmente.

A polêmica está instalada porque o poster mostra a ovelha branca expulsando a preta de cima da bandeira do país. A questão toda é relativa a proposta de uma lei que retiraria a cidadania suíça e expulsaria a família de imigrantes condenados por crimes violentos e os relativos a drogas e fraude. Vale lembrar que a cidadania suíça é de obtenção muito difícil, mais restritiva inclusive que a austríaca, onde vivo e conheço com mais profundidade, que não confere nacionalidade pelo nascimento no território, o Jus Soli.

Se fala pela Suíça que os estrangeiros e imigrantes cometem mais crimes. Além disso, com maior desemprego, vivem em guetos, o que proporciona maior criminalidade. Mas seria equivocado enxergá-los somente como "vítimas". Existe muita história para ser contada.

Está certo que existe discriminação, entretanto, os imigrantes contribuem muito para isto. Fechados em guetos e bairros onde os "nacionais" não são bem vindos, aliados a forte imigração de baixo nível educacional (culpa de políticas equivocadas), resulta em uma parcela que não deseja se integrar nem fazer parte do novo país, mas deseja viver as custas e benesses do estado de bem estar social europeu.

Países como a Suíça já começam a apresentar os primeiros sinais de reação. São aspectos da Euroabia, já comentada anteriormente aqui, que começam a tomar forma mais definida. Problemas sérios e motivo de preocupação no Velho Mundo.

Em Tempo: a maioria dos suíços apóia o projeto em questão.

quarta-feira, setembro 05, 2007

O alvo, desta vez, era a Alemanha

Como se não fosse o bastante a detenção da célula terrorista da Al Quaeda em Copenhague ontem, hoje a vez foi da Alemanha.

Hoje os detidos foram três e vejam só, dois deles com passaporte alemão. O mesmo problema que havia comentado na postagem de ontem. A facilidade com que os terroristas conseguem os passaportes europeus ou com que nacionais europeus, na maioria de origem islâmica, são recrutados por grupos terroristas é o fato mais preocupante. Um dos alemães era de Neu-Ulm, sudoeste do País. Ali, nesta região, encontram-se muitas mesquitas de tendência radical onde são recrutados futuros terroristas.

O ataque estava nas fases finais de preparação e teria dois alvos, pelo que se sabe. Um deles, o aeroporto de Frankfurt e o outro a base americana de Ramstein, a maior da Europa. A operação ainda prendeu 700 kilos de explosivos.

A conexão dos detidos de hoje parecem ser também com a Al Quaeda, provavelmente daqueles que estão escondidos no Paquistão. Esta notícia, se confirmada, leva a mesma preocupação da situação ocorrida na Dinamarca - uma conexão direta das células com a Al Quaeda.

terça-feira, setembro 04, 2007

Al Quaeda preparava atentado na Dinamarca

É a terceira vez nos últimos dois anos que a Dinamarca frustra um atentado.

Onze zonas de Copenhague foram vasculhadas pelo serviço de inteligência dinamarquês (PET) na noite passada. Foi dada atenção especial para os bairros de Ishoej e Nordvest, de grande concentração de imigrantes islâmicos. Foram detidos nacionais da Turquia, Afeganistão, Paquistão e Somália. Preparavam um atentado terrorista.

Os detidos estavam sendo acompanhados há meses pelo PET. Mas vejam só que curioso. Todos estavam legalmente no país, além de seis possuírem a nacionalidade dinamarquesa. Lembro que a Dinamarca é um dos países europeus com leis mais restritas em relação a imigração e concessão de nacionalidade.

Ainda foi divulgado que os presos teriam conexões com altos membros da Al Quaeda, ou seja, seriam um braço da organização terrorista. Esta informação é curiosa, uma vez que a Al Quaeda, como organização patrocinadora de atentados, está seriamente afetada. Atentados geralmente são conduzidos por células independentes que não guardam relação direta com a Al Queada, ou seja, são simpatizantes que apenas usam seus métodos. Portanto, se a célula da Dinamarca for realmente um braço oficial operativo da Al Quaeda, será uma triste surpresa.

Vale lembrar que ocorreram exatamente na Dinamarca as publicações das charges envolvendo figuras islâmicas em 2005. A presença de cidadãos dinamarqueses, assim como os britânicos envolvidos nos atentados de Londres, é o que mais preocupa. A "Euroabia" já emite seus primeiros sinais.

segunda-feira, setembro 03, 2007

PS francês completamente perdido

As férias terminaram oficialmente na Europa. Em setembro, tudo volta a funcionar por aqui, menos o PS francês. O encontro de verão do Partido Socialista em La Rochelle terminou e o diagnóstico do primeiro-secretário (e ex marido da bela Ségolène) François Hollande é definitivo: "Não encontramos uma maneira de respeonder ao discurso emocional de Sarkozy". Chega a ser cômico.

O PS está em profunda crise, assim como a liderança de Hollande. Ele é questionado pela bela Ségolène, além de uma ala jovem do partido, que clama por renovação. Muitos desejam até trocar o nome do partido, algo rejeitado por Hollande, que pretende se candidatar a Presidente em 2012. Se continuar assim, perde. Feio.

O PS precisa de uma refundação, de unidade, ou seja, deixar de lado os projetos pessoais e se fortalecer como partido. Mas parece difícil, somente na ala mais jovem do partido, ou seja, pessoas com cerca de 40 anos, já existem três candidatos, Manuel Valls, Vincent Peillon e Arnaud Montebourg, além da musa socialista, ex-mulher de Hollande.

O PS vai de mal a pior. Não sabe fazer oposição e seus grandes líderes preferiram trabalhar com Sarkozy. O período em La Rochelle serviu apenas para mostrar um partido fraco e fragmentado, sem forças para lutar. Vejam a expressão de "bobão" Hollande..realmente não dá para acreditar como a bela Ségolène passou tantos anos ao lado desse sujeito.