
Sou um admirador incondicional da Polônia. Seu povo, que sofreu nas mãos do nazismo e depois do comunismo, emergiu como a nação com a economia mais pujante do Leste Europeu na história recente. Minha admiração pelos poloneses só aumentou quando meu trabalho felizmente levou-me a estar no país e enxergar traços admiráveis em um povo sério, honesto e apaixonado. Varsóvia, como tradução desta nova realidade, reinventa-se como cidade, que quando bela e admirada, foi invadida e destruída, e hoje mostra-se moderna e pujante, reflexo de um povo que valoriza seu passado e orgulha-se de suas tradições.
Assim, o impacto da perda de importante parte da elite polonesa neste desastre aéreo é incalculável, pois foram-se muitos daqueles que lutaram para que a Polônia encontrasse sua tão sonhada liberdade, agora já felizmente consolidada.
Os reflexos políticos são brutais para o partido de Kaczyński, que enfrentaria duras eleições ainda este ano. Assume o cargo interinamente o presidente da Câmara Baixa (Sejm), Bronisław Komorowski, adversário dos irmãos Kaczyński, e aliado do Primeiro-Ministro Donald Tusk. As chances de Komorowski concorrer e vencer são grandes, uma vez que seu nome já era dado como certo nas eleições de outubro, além de representar Tusk, que dirige um governo sólido, coerente e que colhe ótimos resultados.
Enquanto isso, a Polônia terá que mais uma vez superar uma difícil etapa de sua história. Mas somente grandes nações tem a força para enfrentar grandes dificuldades e a Polônia é um desses raros exemplos admiráveis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário